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Comunidade Nossa Senhora de Fátima - Av. Otávio Braga de Mesquita, 871 - Vila Fátima
Horários de missas
Domingo: às 7:30h, 11:00h e 19:00h
Quarta-feira: às 19:30h - Sexta-feira: às 7:30h

Comunidade São Francisco - Rua Síria, 384 - Jd. São Francisco
Horários de missas
Sábado às 19:00h - 4° terça-feira às 19:30h

Comunidade São Lucas - Rua Ana Coelho da Silveira, 266 - Jd. Ipanema
Horários das missas
Domingo às 9:15hs (Exc. Aos 4° Domingos) e às 17:30h 2° terça-feira às 19:30h

Comunidade São Paulo Apóstolo - Rua fonte boa, 173- Vl. Barros
Horários das missas
Domingo às 9:15h - 2° quinta-feira do mês nos setores da comunidade



padre

Quaresma: Caminhada para a celebração da Páscoa, a ressurreição do Senhor

Celebrada desde o século IV, a Quaresma vai da quarta-feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, inclusive.

 

 

 

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo.

 

No início da Quaresma é importante preparar o nosso coração para receber em abundância o dom da misericórdia divina. A palavra de Deus exorta-nos a converter–nos e a crer no Evangelho, e a Igreja indica-nos na oração, na esmola e no jejum, assim como na generosa ajuda aos irmãos, os meios através dos quais podemos entrar no clima da autêntica renovação interior e comunitária.

 

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa da Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus “de todo o coração” (Jl 2,12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão.

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove este ano, durante a Quaresma, a Campanha da Fraternidade, cuja finalidade principal é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma.

 

A Campanha da Fraternidade ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico: a oração, a esmola e o jejum. Neste ano, o tema da Campanha é “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás liberto pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).

 

A Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e nos pobres e sofredores. O Senhor que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador, indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão,  para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos a Cristo presente nos irmãos necessitados. Convido a todo povo de Deus caminheiro nas comunidades que compõem a paróquia Nossa Senhora de Fátima para vivenciar intensamente o tempo da Quaresma, participando da Missa da Penitência, da Via-Sacra, às sextas-feiras, dos encontros de reflexão e oração sobre a Campanha da Fraternidade nos grupos de base, fazendo uma boa confissão.

 

Convido também a meditar individualmente, ou com a família, os capítulos 5-7 do Evangelho segundo Mateus, onde temos o sermão da montanha, a nova lei do Reino que Jesus veio realizar, verdadeiro caminho de santidade, em que ele nos ensina como vencer e inibir a violência, e construir uma sociedade justa, pacífica e reconciliada. Diante de uma sociedade marcada pela cultura do ódio, da vingança, Jesus nos convida a percorrer o caminho do diálogo, da reconciliação, do perdão, do amor sem limites e do respeito pelo outro. Aquele que pensa diferente de mim, que tem opções e opiniões diferentes da minha, não é meu inimigo, mas um irmão com quem eu devo caminhar e amar.

 

Vivamos interiormente as práticas externas da Quaresma.

Uma abençoada e frutuosa Quaresma a todos e a todas.

Padre Tarcísio

 

‘‘ASSEMBLEIA DAS PASTORAIS DOS GRUPOS DE BASE E COMIPA’’

 

Nos meses de novembro e dezembro, realizamos na paróquia assembleias de avaliação com as pastorais, com os grupos de base e o COMIPA. O CPP (Conselho Pastoral Paroquial) irá se reunir nos dias 31/01 e 01/02 para refletir e encaminhar o resultado das avaliações feitas.

 

Os desafios continuam e são os mesmos de sempre, o que significa que temos tido dificuldades em enfrentá-los, para superá-los. É necessário termos criatividade para enfrentar os desafios e agir com ousadia. Sem dúvida nenhuma, a falta de agentes de pastoral tem gerado perda da capacidade missionária e cansaço.

É necessário manter vivas a esperança, a comunhão, a missão e o uso dos meios de comunicação para articular e organizar melhor as pastorais nas comunidades. Todos os agentes de pastoral necessitam criar uma maior consciência que devemos sair da pastoral de conservação para uma pastoral missionária. Os grupos de base, as visitas missionárias e a catequese com inspiração catecumenal são necessários para sairmos dessa pastoral de conservação. Não podemos ser medíocres, achando que está tudo bem, que está tudo normal, quando na realidade não está. Temos percebido uma indiferença e uma apatia muito grande da parte de muitos em relação ao que é necessário ser feito nas pastorais e nas comunidades. Diante do resultado das avaliações feitas pelos agentes de pastoral, o apelo de Jesus de avançarmos para águas mais profundas, e o apelo do Documento de Aparecida para uma conversão pastoral missionária são atuais e urgentes.

A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária (Doc. de Aparecida, 370). É importante frisar que a conversão pastoral não se reduz a mudanças de estruturas e planos, mas principalmente mudança de mentalidade.

Essa mudança de mentalidade implica escutar com atenção e discernir “o que o Espírito está dizendo às Igrejas” (Ap. 2,29) através dos sinais dos tempos em que Deus se manifesta. Não há comunidade cristã que não seja missionária. Se ela esquece a missão, deixa de ser cristã. Portanto, a vida das comunidades é missão.

O Papa Francisco, em visita ao Rio de Janeiro em julho de 2013, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude enfatizou que “não podemos ficar fechados na paróquia, em nossa comunidade, em nossa instituição paroquial ou em nossa instituição diocesana, quando tantas pessoas estão esperando o Evangelho”.

Sair, enviados, não é simplesmente abrir a porta para que venham, para acolher, mas sair pela porta para buscar e encontrar. Percamos o medo e a timidez de sair. Saiamos, saiamos para levar a todos a vida de Jesus Cristo. “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede (Jo 6,35).

Portanto, toda a Igreja é convidada a sair agora para o encontro com Cristo vivo e com os irmãos em um mundo que clama por melhores condições de vida. Na Alegria do Evangelho n. 20-24, o Papa Francisco lança um vigoroso chamado para que todo o povo de Deus saia para evangelizar.

Quero mencionar também as muitas reflexões e atividades que foram feitas sobre os cristãos leigos e leigas, como sujeitos eclesiais da ação evangelizadora, na sociedade e na Igreja, durante o Ano Nacional do Laicato promovido pela Igreja no Brasil, no ano passado. Os leigos e leigas são Igreja, e não apenas pertencentes à Igreja.

É necessário que nos dediquemos para que a paróquia seja mais discípula, e por isso, mais missionária. Na Igreja tudo tem um objetivo missionário. Comunidades que compõem a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, suas Vidas são Missão.

Que o mesmo Espírito que animou Jesus em sua missão, e que animou os primeiros discípulos no início da missão da Igreja anime e fortaleça a todos e a todas.

Padre Tarcísio.

‘‘MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA’’

Neste mês de dezembro minha reflexão será sobre a missão profética da igreja.

 

A igreja, enquanto caminha na história, se sente solidária com todos os seres humanos, sobretudo com os pobres, comungando com seus sofrimentos e vivendo suas esperanças (documento conciliar, alegria e esperança, nº 1). No cerne de suas preocupações estão a pessoa humana, que deve ser salva, e a sociedade, que deve ser renovada (documento conciliar alegria e esperança nº 3).

 

 

No momento presente de tão radicais mudanças culturais, em que se verifica uma profunda crise de valores, o crescimento de várias formas de violência, intolerância e preconceitos, ameaças a direitos conquistados a duras penas pelo povo, ameaças à democracia, destruição da natureza e do meio ambiente, é dever da igreja proclamar a boa nova e a verdade do evangelho, a palavra profética de Jesus Cristo. Evangelizar é uma ação eminentemente profética, anúncio de uma boa nova portadora de esperança. A profecia será, pois, a forma mais eficaz de anunciar a boa nova.

 

Dentre tantas propostas ou palavras comunicadas, discernir a verdade e o melhor nem sempre é fácil. Precisamos nos treinar para isso, com a exercitação dos sentidos e da experiência. A profecia na bíblia, para ser legítima e crível, foi exercida e experimentada dentre o antigo povo de Deus. Mas a profecia não trata simplesmente de se adivinhar sobre o futuro, e sim ouvir o que a pessoa fala em nome de Deus. A verdadeira profecia é mostrada na realização do que o profeta está dizendo.

 

Os profetas no antigo testamento fizeram uma autêntica experiência de Deus, que os levaram a consciência de que Deus não quer a opressão dos grandes sobre os pequenos, a exploração, a idolatria, as grandes potências dominando os pequenos e os pobres. O profeta é a consciência crítica de Deus na sociedade, diante de seus erros e injustiças.

 

A palavra profética, por vezes, é crítica, quando estão em jogo a dignidade da pessoa, a sacralidade da vida, a justiça social e a forma de viver a religião.

 

Os profetas ensinam que a finalidade de tudo é Deus, que nos criou para o amor. Eles nos dão a base para o exercício da fraternidade, a promoção da justiça, da misericórdia e da promoção da vida plena e de sentido para todos.

 

Precisamos de modo especial, a partir de nossas comunidades eclesiais, fazer a conscientização para o exercício da profecia dentro da realidade política, social, econômica e cultural em que vivemos.

 

A dimensão profética é dimensão essencial da missão evangelizadora da igreja. Não deixemos morrer a profecia! É tempo de profecia!

 

Que Jesus, o profeta por excelência, nos abençoe e nos conduza nos caminhos da profecia.

 

Padre Tarcísio

‘‘SEDE, POIS, SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO’’

O Senhor escolheu cada um de nós “para sermos santos e íntegros diante dele, no amor” (Ef 1,4).

 

Neste mês de novembro, em que celebramos a festa de todos os santos e santas de Deus e da humanidade, quero refletir com vocês sobre a santidade, pois todo cristão é chamado à santidade. “Sede, pois, santos, porque eu sou santo” (Lv 11,45; cf 1Pd 1,16). O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: “munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho”.

 

 

Para ser santo, não é necessário ser bispo, padre, religiosa ou religioso. Muitas vezes, achamos que a santidade esteja reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. Santidade não é fuga do mundo. Estamos no mundo e não somos do mundo, ou seja, nós nos santificamos procurando transformar as coisas erradas do mundo segundo a vontade de Deus. Portanto, devemos viver a santidade no mundo.

 

Na Igreja, santa e formada por pecadores, encontramos tudo o que precisamos para crescermos rumo à santidade. O Senhor nos cumulou de dons com a Palavra, os Sacramentos, a vida das comunidades, o testemunho dos santos e santas, e uma beleza multiforme que deriva do amor do Senhor. Esta santidade a que o Senhor nos chama irá crescendo com pequenos gestos. Por exemplo, alguém vai à feira, encontra uma pessoa conhecida, começam a falar e surgem críticas. Mas um diz consigo: “Não! Não falarei mal de ninguém”. Isso é um passo rumo à santidade. Depois alguém nos faz mal, nos prejudica imensamente, e nós não vingamos e retribuímos com o bem. Ou então podemos atravessar um momento de angústia e sofrimento, mas lembramos do amor de Deus e rezamos com fé. É mais um passo.

 

O Papa Francisco nos exorta a não termos medo da santidade. Ela não nos tirará forças, nem vida, nem alegria. Muito pelo contrário, chegaremos a ser o que Deus pensou quando nos criou e seremos fiéis ao nosso próprio ser. Cada cristão, quanto mais se santifica, tanto mais fecundo se torna para este mundo dilacerado pelo ódio, pela discórdia e marcado por tantas situações de violência e morte.

 

Somos chamados a sermos evangelizadores e evangelizadoras, com espírito, nos abrindo sem medo à ação do Espírito, e assumindo a nossa missão de ser sal, luz e fermento no mundo, onde quer que nos encontremos.

 

Diz o Papa Francisco, na exortação apostólica sobre a chamada à santidade no mundo atual, nº 34: “Não tenhas medo de apontar para mais alto, de te deixares amar e libertar por Deus. Não tenhas medo de te deixares guiar pelo Espírito Santo. A santidade não te torna menos humano, porque é o encontro da tua fragilidade com a força da graça”.

 

Só Deus é santo, e Ele é a fonte de toda santidade. Mas como ele nos ama com amor eterno, Ele nos concede a graça de participarmos da sua santidade. E ao seu amor por nós, devemos corresponder com uma vida santa.

 

Jesus explicou, com toda simplicidade, o que é ser santo; assim o fez quando nos deixou as bem aventuranças (Mt 5,3-12; Lc 6,20-23). Estas são como que a carteira de identidade do cristão, o verdadeiro caminho para a perfeição, para a santidade. Assim se cada um de nós quiser saber como fazer para se tornar um bom cristão, é só cada qual, a seu modo, realizar aquilo que Jesus propõe no sermão das bem-aventuranças.

 

A palavra “feliz” ou “bem aventurado” torna-se sinônimo de “santo”, porque expressa que a pessoa fiel a Deus e que vive a sua Palavra alcança, na doação de si mesma, a verdadeira felicidade.

 

Concluo essa minha palavra incentivando a todos e a todas a trilharem o caminho da santidade, e que nossas pastorais e a vida de nossas comunidades sejam Oásis de santidade para o povo de Deus. E faço minha a palavra do Papa Francisco, o mundo precisa de santos; e eu acrescento, nossas comunidades eclesiais precisam de santos e santas.

Padre Tarcísio.

CAMPANHA MISSIONÁRIA 2018

Neste mês, quero refletir com vocês sobre a Campanha Missionária realizada todos os anos no mês de outubro. Esta campanha é promovida pelas pontifícias obras missionárias.

 

O mês missionário tem sua origem no Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo de outubro, este ano será dia 21). A data foi instituída pelo papa Pio XI em 1926, como dia de oração e ofertas em favor da evangelização dos povos. A inspiração vem do mandato de Jesus para anunciar a Boa Nova entre todas as nações.

 

 

O tema deste ano é: Enviados para testemunhar o Evangelho da paz. E o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). O tema e o lema estão em continuidade com a Campanha da Fraternidade deste ano que nos mostrou a urgência em superar a violência, promovendo uma cultura de paz, pois somos todos irmãos. E Jesus, o grande missionário do Pai, veio nos revelar o Reino da fraternidade universal, proclamando e testemunhando que Deus é Pai e que somos todos irmãos e irmãs.

Diante de uma sociedade marcada pela violência e pela cultura da morte, Deus nos chama a sermos instrumentos de paz onde nos encontrarmos. Os altos índices de violência são alarmantes e se tornam um desafio à nossa missão, principalmente nos centros urbanos. Segundo dados do Atlas da Violência de 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública de São Paulo, o Brasil tem uma taxa de homicídios 30 vezes maior que a Europa. Dentre os afetados pelo crescente número de homicídios, um grupo que se destaca: é o dos jovens. Nos anos de 2006 e 2010, o Brasil assistiu a um aumento de 23,3% nos assassinatos de seus jovens, representando 53,7% das vítimas totais no país, ou seja, 33.590 óbitos, e especificamente 94,6% são homens. Em 15 anos, se matou uma pessoa a cada 10 minutos, são 786 mil pessoas assassinadas, número maior que o das guerras da Síria e do Iraque. O número de mortes violentas também é um retrato da desigualdade racial no país, onde 71,5% das pessoas assassinadas são negras e pardas. É necessário unir forças e esforços para enfrentar a violência. Diante de tantas necessidades pastorais, de tantas situações de injustiça e violência, nos fecharmos em nossas instituições, salões e templos seria um contra-testemunho evangélico, e estaríamos negando a natureza da Igreja, que é missionária. Igreja em saída é sermos uma Igreja próxima, aberta, capaz de sair de si para ir ao encontro das pessoas, por caminhos novos, como profecia para a sociedade. Este movimento de saída renova a nossa vida e revitaliza a Igreja. Saiamos sem medo para comunicar a todos o Evangelho da vida e da paz, para vencermos a violência e a cultura de morte que está tão enraizada em nossa sociedade.

 

O objetivo da campanha missionária é sensibilizar, despertar vocações missionárias, criar sempre maior consciência missionária nas comunidades eclesiais e em suas lideranças.

 

Neste mês dedicado às missões, cada comunidade da paróquia deve dizer com ardor missionário e com consciência: nossa vida é missão. E assumir para valer este compromisso, através de gestos e atitudes missionárias. Chamo a atenção de todos e todas para o nosso projeto de visitas missionárias, que deve ser assumido por todas as forças vivas e atuantes das comunidades que compõem a paróquia. Este projeto nos ajudará a concretizar a missão permanente, que é uma das cinco urgências na ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

 

A missão é de Deus, com a qual devemos colaborar. Os batizados receberam “a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus” e “de estabelecê-lo em todos os povos” (Documento Conciliar, Luz dos Povos 5 ) . Não podemos fugir dessa responsabilidade. O Documento de Aparecida destaca a corresponsabilidade missionária de todos os batizados. Todos somos discípulos missionários de Jesus Cristo a serviço da vida, da fraternidade e da paz.

 

Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização de homens e mulheres em cada ambiente (Documento de Aparecida 171).

 

Vivamos intensamente o mês missionário, nos fortalecendo no espírito missionário e nos comprometendo com uma Igreja de saída, como nos pede nosso amado papa Francisco. Saiamos, saiamos para anunciar e testemunhar que “Cristo é nossa paz. De dois povos, ele fez um só. Na sua carne derrubou o muro da separação: o ódio” cf. Ef 2,14.

 

Coragem! Vamos em frente! Eis que chegou a nossa hora missionária.

 

Deus os abençoe.

Padre Tarcísio.

Setembro: mês da Bíblia

Desde 1971, a Igreja Católica presente no Brasil dedica o mês de setembro à Bíblia.

 

A Bíblia é um conjunto de 73 livros que contêm a Palavra de Deus, a revelação de seu amor eterno por nós, seu povo amado.

 

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019 destaca como urgência na evangelização a animação bíblica da vida e da pastoral.

 

 

Portanto, a pastoral, a ação evangelizadora da Igreja, não pode estar desvinculada da Palavra de Deus. O discípulo missionário é convidado a redescobrir o contato pessoal e comunitário com a Palavra de Deus, como lugar privilegiado de encontro com Jesus Cristo. Por isso, temos investido em cursos bíblicos, na leitura orante da Bíblia nos grupos de base, nas reuniões e demais encontros pastorais. Quero destacar a importância da Escola da Palavra, que é formação bíblica de nossa Forania Aparecida, e que na última assembleia diocesana se tornou prioridade pastoral em toda a nossa diocese.

 

A Palavra de Deus é alimento que sacia. Eu abri a boca e ele me fez comer o rolo, dizendo: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca (Ez 3,2-3).

 

No contexto da vocação de Ezequiel, o profeta é convidado a engolir o rolo da Palavra de Deus, quer dizer, antes de proclamar, ele deve assimilar e saborear. Essa palavra é doce como o mel, na boca do profeta. O Salmo reza que as palavras do Senhor são “mais doces que o mel e que o licor de um favo” (Sl 19,11). O profeta Jeremias, ao recordar sua vocação, comenta: “Bastava descobrir tuas palavras e eu já as devorava, tuas palavras para mim são prazer e alegria do coração” (Jr 15,16).

 

A comparação entre a palavra e o alimento nos levaria ao deserto, onde Deus enviou o maná, “para mostrar que não só de pão vive o ser humano, mas de tudo o que procede da boca do Senhor” (Dt 8,3). A afirmação será retomada por Jesus, no contexto da tentação no deserto (Mt 4,4).

 

A palavra de Deus ilumina nossa caminhada de Igreja na construção do Reino de Deus. Como muito bem expressa o Salmo 119, 105: “Lâmpada para meus passos é tua palavra e luz para o meu caminho”. A imagem da lâmpada  da luz destaca, positivamente, a função da palavra em iluminar os passos e o caminho dos discípulos missionários de Jesus Cristo. Permite imaginar o caminhante, em plena escuridão, com a lamparina a romper as trevas e vislumbrar o caminho a seguir. Ao alumiar  caminhada, a palavra orienta toda a conduta humana, passo a passo. O próprio Senhor é a lâmpada que ilumina a treva da vida humana (Sl 1 8 , 1 9 ) . O Novo Testamento compara “a palavra da profecia como uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações” (2 Pd 1,19).

 

Aproveitemos mais uma vez do mês da Bíblia para uma maior valorização e apreço para com a Palavra de Deus. Pois “Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça” (2 Tm 3,16).

 

Que a Palavra de Deus, esteja em nossos lábios, em nossas mentes e em nossos corações, para que a coloquemos em prática.

 

Que Deus abençoe a todos e a todas.

Padre Tarcísio.

Agosto: mês vocacional – Vocação: chamado de Deus, para servir, na realização de seu projeto de vida, de amor, e de salvação.

A vocação é um chamado especial, único para cada um de nós. Vocação sempre indica um chamado e quem chama espera uma resposta da pessoa a quem chama. E quem nos chama? Deus. Este nos chama primeiro à vida. Neste sentido, podemos falar de vocação humana, ou seja, quando passamos a existir e viver como gente, participar da obra do criador, ser imagem e semelhança de Deus; ter inteligência e liberdade, ter espírito e ser capaz de amar. Em seguida, nos chama a sermos cristãos autênticos, o que nos remete à vocação cristã: ser irmão (ã) e discípulo de Jesus, morada do Espírito Santo, filho (a) de Deus, membro da Igreja servidora da humanidade e, assim tornar-se santo (a). Por fim, nos chama para uma vocação específica. Qualquer que seja a nossa vocação, leiga, religiosa, ou sacerdotal, devemos nos sentir chamados por Deus e motivados a ir ao encontro do outro, independente de quem quer que seja.

 

Toda pessoa é chamada a ir além de si mesma, pois todo ser humano traz na sua essência a vocação de viver, conviver, servir, crescer integralmente e alcançar sua perfeição de criatura humana, amada e querida por Deus. Ou seja, você é alguém chamado (a) a dar uma resposta. Existem algumas características necessárias para acolher o chamado de Deus: Ver como Deus vê, ter o olhar de Deus! Perceber a realidade, a vida, os sofrimentos, as dificuldades, os clamores. Deus nos chama a partir dos fatos e dos acontecimentos da vida. Escutar o que Deus tem a dizer, hoje, através de tantas injustiças, violências, banalização da vida humana, da cultura do descarte, da exclusão social, e dos clamores de tantos sofredores na sociedade. É necessário sentir como Deus sente, e ser sensível ao chamado abrindo-se à solidariedade.

 

A resposta de cada pessoa depende muito de sua capacidade de sentir os apelos de Deus, presentes nos passos e acontecimentos da vida, especialmente nas dificuldades e situações conflitantes das comunidades. Ou seja, é necessário caminhar ao encontro da realidade; assumir uma missão que contribua para a realização do projeto de Deus, do seu Reino. Isso tudo significa que Deus tem um projeto de amor para nós seus filhos e filhas, pois Ele nos quer felizes, e nos criou por amor e para o amor. Por isso, quis precisar de nós para dar continuidade ao seu projeto de amor. Para tanto, você pode ser chamado (a) para participar da obra de Deus, como membro da Igreja, seguindo caminhos diferentes: como leigo, e leiga no matrimônio, como missionário, ou exercendo ministérios na comunidade, testemunhando o Evangelho de Jesus Cristo no mundo, sendo sal e luz na sociedade como propõe o Ano Nacional do Laicato, como ministro ordenado, como religioso e religiosa na vida consagrada. Todo povo de Deus batizado é vocacionado a servir, a partir da sua vocação.

 

Como vemos, a nossa dignidade de pessoa humana é muito grande! A responsabilidade como seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus, está acima de todas as criaturas. Deus nos ama de modo infinito e espera uma resposta digna de seu amor.

 

É necessário falar das vocações em nossas famílias, na catequese, nos grupos de base, enfim em nossas comunidades eclesiais. E a melhor maneira de incentivar as vocações é pelo nosso testemunho. O testemunho de uma vocação bem vivida, e bem assumida dignifica a Igreja, suscita admiração nas pessoas, e incentiva os outros a dizer sim ao chamado de Deus.

 

Sejamos promotores, e animadores vocacionais.

 

Coragem! Sigamos em frente na certeza de que aquele que nos chama é fiel.

Padre Tarcísio.

Evangelização e promoção humana

A relação entre evangelização e promoção humana é profunda como a fé e a caridade.

 

O Documento de Aparecida diz que todo processo evangelizador envolve a promoção humana e a autêntica libertação “sem a qual não é possível uma ordem justa na sociedade”.

 

 

O documento da IV Conferência dos Bispos da América Latina (Santo Domingo) considera a promoção humana como dimensão privilegiada da nova evangelização. As atuais diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil apresenta urgência na evangelização o serviço à vida plena para todas as pessoas. O Evangelho da vida está no centro da mensagem de Jesus.

 

O Documento de Aparecida aponta os novos rostos pobres que emergem da globalização: os refugiados, os migrantes, as vítimas do tráfico de pessoas, as enfermidades endêmicas, os tóxicos dependentes, meninos e meninas vítimas da prostituição, mulheres maltratadas e vítimas da exclusão e do tráfico para exploração sexual, etc. E afirma que a Igreja, com sua pastoral social, deve dar acolhida e acompanhar essas pessoas excluídas nas respectivas esferas. No Brasil, a renda dos mais pobres diminuiu consideravelmente de 2016 para cá. Os ricos ficaram mais ricos e os pobres mais pobres.

 

A Igreja vive dentro deste mundo globalizado, interpelada a um permanente discernimento. O desafio do cristão será sempre viver no mundo sem ser do mundo (Jo 17,15-16). Discernir significa aprender a separar as coisas positivas das negativas que fazem parte do mesmo modo de vida atual. “Uma globalização sem solidariedade afeta negativamente os setores mais pobres. Os excluídos não são somente “explorados”, mas “supérfluos” e “descartáveis” (D. Ap. 65). O Papa tem insistido par vencermos a cultura do descartável, do supérfluo.

 

O documento de Aparecida nos fala de uma pastoral social para a promoção humana integral. Temos a missão de promover renovados esforços para fortalecer nossas pastorais sociais para que elas possam, com a assistência e a promoção humana, se fazerem presentes onde a situação de exclusão e marginalização ameaça e prejudica a vida dos mais pobres e injustiçados. Os diferentes serviços das pastorais sociais colocam-se na dinâmica do seguimento de Jesus, para que nele os marginalizados, os excluídos, os descartados, os pobres tenham vida, e a tenham em abundância.

 

É importante a participação dos agentes das pastorais sociais nas reuniões mensais das Unidades Básicas de Saúde, nos conselhos de direitos que estão presentes na cidade e nas sessões da Câmara Municipal. Não pode faltar também o compromisso das pastorais sociais com a defesa do meio ambiente, a nossa casa comum.

 

O Papa Francisco, na alegria do Evangelho, afirma que cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus a serviço da libertação e da promoção dos pobres, para que possamos integrar-se plenamente na sociedade; e que ouvir o clamor do pobre é ouvir a Deus. Segundo Bento XVI, a pastoral social é chamada a “dar razões da sua esperança” pela solidariedade e pela caridade promocional e libertadora. A promoção humana, como indica a doutrina social da Igreja, deve levar o homem e a mulher a passar de condições desumanas para condições humanas de vida.

Padre Tarcísio

O Papa Francisco, em um pronunciamento, condenou os males das fake news e pediu que todos estejamos
atentos para não sermos manipulados por elas.

Todos os dias, recebemos inúmeras notícias pelas redes sociais, notícias essas que falam sobre saúde, religião, política, educação etc. A primeira coisa que nos vem em mente é compartilhar com entes queridos, ou até em grupos, para que o maior número de pessoas fique sabendo daquela novidade. O problema é que muitas vezes as notícias podem ser falsas.

As notícias falsas são uma maneira de manipular a opinião pública a favor ou contra algo ou alguém. Para não sermos controlados, devemos tomar algumas medidas simples de segurança, como:

 

  • Analise se o site no qual foi publicada a notícia tem boa reputação, se for um site desconhecido, desconfie;
  • Confira datas e imagens da notícia, se notar algo estranho, desconfie;
  • Muitas vezes essas notícias falsas são geradas por sites de humor, como uma brincadeira, então se você ficar sabendo que determinado site é conhecido por fazer paródias, desconfie;
  • Se você receber uma notícia por whatsapp e não tiver um site indicado para consultar a sua veracidade, pesquise na internet a notícia. Se for real, outros meios noticiarão o mesmo, se for mentira, você não encontrará em outras fontes.

 

Antes de compartilhar qualquer notícia, tenha certeza de que é algo verdadeiro, contribuindo assim
para a “educação para a verdade”, como disse o Papa Francisco.

 

 

Pascom – Pastoral da Comunicação

Chamados à Comunhão

São João Paulo II apontou, como um dos grandes desafios da Igreja neste terceiro milênio, o fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão.

 

O Documento de Aparecida coloca que a vocação ao discipulado missionário e convocação à comunhão em sua Igreja. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão (nº 156). Isolamento e fechamento não são boas escolhas para a caminhada dos discípulos missionários de Jesus Cristo.

 

 

Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para “escutar o ensinamento dos apóstolos, viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações” (At 2,42). A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo (D. Ap. 158). O perseverar no ensinamento dos Apóstolos como uma das quatro características das comunidades cristãs da primeira hora, e de todos os tempos, é um convite a dar sentido à comunhão que se manifesta na participação e acolhimento das decisões de assembleias de pastoral, conselhos, reuniões, formações, leitura de documentos dos bispos e dos papas. É muito importante e necessário que os documentos da Igreja cheguem às bases, sejam estudados e colocados em prática para que a missão aconteça, para que as comunidades, as pastorais e os movimentos eclesiais cresçam e possam ter atitudes e gestos missionários na ação evangelizadora da Igreja. Para enfrentar tantos desafios na evangelização necessitamos caminhar unidos.

 

A Igreja que celebra a Eucaristia deve ser casa e escola de comunhão, onde compartilhamos a mesma fé, esperança e caridade a serviço da evangelização, em vista da realização do projeto do Reino de Jesus de Nazaré. É na Eucaristia que todos os membros da Igreja encontram força e motivação para defender e promover a comunhão eclesial.

 

É necessário que ter consciência que sem comunhão não existe missão, e sem missão não existe comunhão. Comunhão e missão são como que duas faces de uma mesma moeda.

 

A Igreja como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus que é comunhão, e assim atrair as pessoas e povos para Cristo.

 

A Igreja “atrai” quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4- 13; Jo 13,34) – D. Ap. 159.

 

Que belo testemunho os discípulos de Jesus, membros de nossas comunidades, podem dar a este mundo dilacerado por discórdias, rivalidades, intolerâncias, preconceitos, discriminações e exclusões, através da vivência da comunhão a serviço da vida em todas as suas fases, e sendo um sinal de esperança para todos.

 

Para que cresça o sentido da comunhão é necessário também participar dos momentos celebrativos, encontros, reuniões, conselhos, formações, festas e assumir os projetos e planos pastorais. É necessário criar a cultura da participação. O individualismo e o comodismo têm invadido a vida de muitas lideranças pastorais. Por isso, é urgente retomar com força o binômio comunhão e participação, que a III Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, realizada em Puebla no México, nos propôs.

 

Que Deus, uno e trino, modelo perfeito de comunhão nos faça crescer na comunhão.

 

Coragem! Sejamos homens e mulheres de comunhão e sigamos em frente.

Padre Tarcísio.