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Av. Otávio Braga de Mesquita, 871 – Vila Fátima - Guarulhos/SP

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padre tarcisio

O Papa Francisco, em um pronunciamento, condenou os males das fake news e pediu que todos estejamos
atentos para não sermos manipulados por elas.

Todos os dias, recebemos inúmeras notícias pelas redes sociais, notícias essas que falam sobre saúde, religião, política, educação etc. A primeira coisa que nos vem em mente é compartilhar com entes queridos, ou até em grupos, para que o maior número de pessoas fique sabendo daquela novidade. O problema é que muitas vezes as notícias podem ser falsas.

As notícias falsas são uma maneira de manipular a opinião pública a favor ou contra algo ou alguém. Para não sermos controlados, devemos tomar algumas medidas simples de segurança, como:

 

  • Analise se o site no qual foi publicada a notícia tem boa reputação, se for um site desconhecido, desconfie;
  • Confira datas e imagens da notícia, se notar algo estranho, desconfie;
  • Muitas vezes essas notícias falsas são geradas por sites de humor, como uma brincadeira, então se você ficar sabendo que determinado site é conhecido por fazer paródias, desconfie;
  • Se você receber uma notícia por whatsapp e não tiver um site indicado para consultar a sua veracidade, pesquise na internet a notícia. Se for real, outros meios noticiarão o mesmo, se for mentira, você não encontrará em outras fontes.

 

Antes de compartilhar qualquer notícia, tenha certeza de que é algo verdadeiro, contribuindo assim
para a “educação para a verdade”, como disse o Papa Francisco.

 

 

Pascom – Pastoral da Comunicação

Chamados à Comunhão

São João Paulo II apontou, como um dos grandes desafios da Igreja neste terceiro milênio, o fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão.

 

O Documento de Aparecida coloca que a vocação ao discipulado missionário e convocação à comunhão em sua Igreja. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão (nº 156). Isolamento e fechamento não são boas escolhas para a caminhada dos discípulos missionários de Jesus Cristo.

 

 

Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para “escutar o ensinamento dos apóstolos, viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações” (At 2,42). A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo (D. Ap. 158). O perseverar no ensinamento dos Apóstolos como uma das quatro características das comunidades cristãs da primeira hora, e de todos os tempos, é um convite a dar sentido à comunhão que se manifesta na participação e acolhimento das decisões de assembleias de pastoral, conselhos, reuniões, formações, leitura de documentos dos bispos e dos papas. É muito importante e necessário que os documentos da Igreja cheguem às bases, sejam estudados e colocados em prática para que a missão aconteça, para que as comunidades, as pastorais e os movimentos eclesiais cresçam e possam ter atitudes e gestos missionários na ação evangelizadora da Igreja. Para enfrentar tantos desafios na evangelização necessitamos caminhar unidos.

 

A Igreja que celebra a Eucaristia deve ser casa e escola de comunhão, onde compartilhamos a mesma fé, esperança e caridade a serviço da evangelização, em vista da realização do projeto do Reino de Jesus de Nazaré. É na Eucaristia que todos os membros da Igreja encontram força e motivação para defender e promover a comunhão eclesial.

 

É necessário que ter consciência que sem comunhão não existe missão, e sem missão não existe comunhão. Comunhão e missão são como que duas faces de uma mesma moeda.

 

A Igreja como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus que é comunhão, e assim atrair as pessoas e povos para Cristo.

 

A Igreja “atrai” quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4- 13; Jo 13,34) – D. Ap. 159.

 

Que belo testemunho os discípulos de Jesus, membros de nossas comunidades, podem dar a este mundo dilacerado por discórdias, rivalidades, intolerâncias, preconceitos, discriminações e exclusões, através da vivência da comunhão a serviço da vida em todas as suas fases, e sendo um sinal de esperança para todos.

 

Para que cresça o sentido da comunhão é necessário também participar dos momentos celebrativos, encontros, reuniões, conselhos, formações, festas e assumir os projetos e planos pastorais. É necessário criar a cultura da participação. O individualismo e o comodismo têm invadido a vida de muitas lideranças pastorais. Por isso, é urgente retomar com força o binômio comunhão e participação, que a III Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, realizada em Puebla no México, nos propôs.

 

Que Deus, uno e trino, modelo perfeito de comunhão nos faça crescer na comunhão.

 

Coragem! Sejamos homens e mulheres de comunhão e sigamos em frente.

Padre Tarcísio.

Bem- aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu (Lc 1,45).

Na devoção popular, o mês de maio é dedicado à Maria, mãe de Jesus e nossa, e é também o mês em que celebramos a festa da padroeira de nossa paróquia Nossa Senhora de Fátima, que acontece no dia 13 de maio.

 

 

Maria é feliz porque acreditou na Palavra de Deus e a concretizou, aí está o seu principal mérito. Ser mãe é uma consequência de sua fé e uma forma de realização da vontade de Deus. Santo Agostinho disse que “Maria concebeu Jesus primeiramente no coração e, depois, no corpo. Antes de ser a sua mãe carnal, acolheu-o pela fé”. Sem a fé, não adiantaria nada ela ter se tornado a mãe do Senhor. Maria encarna com fé a Palavra de Deus. Guarda-a no coração. Coloca-a em prática. Como afirma o documento de Aparecida nº 271, “Ela fala e pensa com a Palavra de Deus; a Palavra de Deus se faz a sua palavra e sua palavra nasce da Palavra de Deus”. Maria é o exemplo perfeito de ser cristão. Na visita a Isabel, essa lhe relembra: “Você é feliz porque acreditou. Tudo o que o Senhor lhe disse acontecerá” (cf. Lc 1,45). Maria não somente ouviu, mas escutou a palavra, acolheu-a no coração. Abriu espaço interior, deixou Deus entrar. Saiu de si e investiu sua vida num grande projeto, a que se sentiu chamada. Coloquemo-nos na escola de Maria, para sermos homens e mulheres de fé, comprometidos com a Palavra de Deus. Continuemos firmes na leitura orante da Palavra de Deus nos grupos de base, nos encontros e nas reuniões, inspirando-nos em Maria para dizermos sim a essa Palavra na superação da violência, como nos propõe a Campanha da Fraternidades deste ano, promovendo a cultura da paz, da fraternidade, da não violência, despertando pessoas para o engajamento na comunidade, para termos gestos e atitudes missionárias, sendo Igreja em saída para uma maior disponibilidade em servir aos que mais necessitam e aos empobrecidos. Maria tem um posto especial na comunhão dos santos. Como diz o Concílio Vaticano ll, ela ocupa o lugar único, mais perto de Cristo e mais perto de nós. Por isso, podemos rezar a ela, contar com a sua intercessão, pedir sua proteção e auxílio e entregar–nos em suas mãos. A graça que Maria nos dá não vem dela e ela nada segura para si. Tudo vem de Deus e para Deus volta. Qualquer oração a Maria nos coloca em sintonia com Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Mais que rezar a Maria, devemos rezar como Maria.

 

Maria é a grande profetiza do povo de Deus, atenta aos sinais dos tempos. Ela, no Magnificat cf. Lc 1,46-56, reconhece a grandeza de Deus e a proclama. Ela se alegra em Deus, seu salvador, porque ao ser escolhida e salva por Deus , viu nessa salvação a salvação de todos aqueles a quem o mundo descarta, exclui e condena à morte: os humildes, os pobres, os marginalizados e os famintos. Ela é a representante da comunidade dos pobres que aguardam ansiosos o fim de toda opressão, prepotência, injustiça e miséria. Maria diz a todos nós, cristãos de hoje: não deixem morrer a profecia. Aprendamos de Maria a estarmos atentos aos apelos de Deus, que nos vem também das realidades e dos fatos da vida.

 

A devoção popular a Maria, pode ser um grande meio de evangelização. O povo valoriza muito as festas de Nossa Senhora, o terço, o ofício, as romarias e peregrinações aos Santuários Marianos. E muitos de seus devotos não têm um vínculo maior com a comunidade eclesial, não completou a iniciação cristã pela Crisma e pela Eucaristia. Por isso, devemos aproveitar a devoção mariana para a purificação da fé, para uma evangelização e catequese mais aprofundadas, que ajudem as pessoas a serem comunidade, discípulos e discípulas de Jesus Cristo.

 

Maria, como cristã leiga, nesse Ano Nacional dos cristãos leigos e leigas, motiva-os, e os anima a ser sal, luz e fermento, construindo assim uma sociedade justa, inclusiva e mais civilizada, como sinal do Reino de Deus entre nós.

 

Santa Mãe Maria, vem caminhar conosco.

Coragem, esperança sempre, e sigamos em frente.

Padre Tarcísio.

Com a Vigília Pascal iniciamos os cinqüenta dias do Tempo Pascal. Agora tudo é luminoso, a cor será branca, o Círio Pascal, símbolo do Cristo, Ressuscitado, nos acompanhará até o Domingo de Pentecostes, e cantaremos de maneira vibrante, o Aleluia como louvor a Deus que Ressuscitou o seu Filho Jesus. Todo o Tempo Pascal é como se fosse um único dia de festa em honra do Cristo Ressuscitado vencedor da morte e do pecado. Por tudo isso, o Tempo Pascal é uma excelente oportunidade para reavivar a alegria de sermos cristãos, discípulos missionários de Jesus Cristo, agradecer pelo Batismo recebido e confirmar a nossa disponibilidade no seguimento de Jesus Cristo, e na vida em Comunidade. De maneira especial, por estarmos no Ano Nacional do Laicato, reflitamos sobre o Batismo como fonte de todas as vocações, primeiro chamado a sermos todos, sal, luz, e fermento na sociedade, animando as realidades do mundo com os valores do Reino de Deus, e fazendo com que as estruturas da sociedade sejam humanas, e civilizadas, e estejam a serviço do bem comum de todos.

 

 

Sugiro a todos os membros de nossas Comunidades a leitura do livro dos Atos dos Apóstolos durante esse Tempo Pascal. Aí se conta que o Espírito Santo prometido faz nascer a Comunidade Cristã e a impulsiona para o testemunho aberto e corajoso do Cristo Ressuscitado. E também nesse livro encontramos os pilares que sustentam e animam as Comunidades: “Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos Apóstolos (catequese e comunhão), na comunhão fraterna (partilha dos bens e dos dons), no partir do pão (Eucaristia), e nas orações” (At 2, 42).

 

Que a experiência das primeiras Comunidades cristãs sirva de exemplo e estímulo para nossas Comunidades hoje, serem cada do Pão, da Palavra, da Caridade, e da Comunhão.

Padre Tarcísio

COMEMORAÇÃO DOS MEUS 30 ANOS DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL, E DE MEUS 25 ANOS DE SERVIÇO PASTORAL À PAROQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, VILA FÁTIMA – CELEBRAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS
“Ó SENHOR EU CANTAREI ETERNAMENTE O VOSSO AMOR” (Sl 89,2)

 

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres” (Lc 4,18). Esse é o lema que eu escolhi para animar, e para inspirar minha vida sacerdotal. De fato ao longo desses 30 anos de ministério sacerdotal eu tenho me pautado por esse lema. Fui ungido sacerdote, pastor, e profeta. Sacerdote para presidir a celebração dos Sacramentos, tendo a Eucaristia como ápice, procurando santificar o amado povo de Deus. Pastor para animar, conduzir, cuidar, e presidir na fé, na esperança, e no amor as comunidades eclesiais confiadas a mim pela Igreja. Profeta para animar o povo de Deus na busca da justiça, na vivência dos valores do Reino, no anúncio da Palavra de Deus, e na denúncia das injustiças, e de tudo o que prejudica a vida das pessoas, principalmente dos mais pobres e marginalizados; profeta para consolar os tristes, desanimados, abatidos, e oprimidos; profeta para ser sinal de esperança de uma nova história, de uma vida nova e reconstruída na graça e no amor de Deus. Não posso deixar de mencionar que a comemoração dos meus 30 anos de ordenação sacerdotal, e de meus 25 anos na paróquia, acontece no Ano Nacional do Laicato. Quero sempre caminhar junto com os cristãos leigos e, leigas, os incentivando, e os animando a serem sal, luz, e fermento no mundo, testemunhando assim os valores do Reino de Deus, e construindo uma sociedade civilizada, sem os males da violência, e da injustiça.

 

Agradeço a Deus pelas maravilhas que ele realizou em mim e através de mim nesses 30 anos de sacerdócio, dos quais 5 anos vividos na Paróquia Santo Antônio, em Pimentas , e 25 anos vividos na Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Nesses 25 anos de serviço pastoral a esta paróquia procurei fazer uma caminhada com as comunidades, e as lideranças leigas na sinodalidade, na comunhão, e participação. Temos construído, juntos uma bonita história na caminhada evangelizadora, com espírito missionário, na vida das comunidades que compõem a paróquia Nossa Senhora de Fátima. Nesses 25 anos a serviço da paróquia tive mais alegrias que tristezas, enfrentei muitos desafios, e obstáculos, que foram vencidos pela graça de Deus e pelo apoio das comunidades. É claro que ainda temos desafios, e dificuldades a serem enfrentadas. Todas as conquistas adquiridas não foram só minhas, mas de todo povo de Deus caminheiro na paróquia. Peço perdão a Deus pelas minhas faltas, e fraquezas, e a todos os que por ventura eu tenha ofendido, magoado, ou escandalizado, peço perdão também de todo o coração. Muitas vezes errei, mas com uma vontade de acertar. Peço a Deus que tenha misericórdia de mim, bem como a todos os meus paroquianos.

Renovo meu compromisso de continuar doando minha vida por amor, a serviço de todos, como sacerdote, profeta, e pastor. Não deixem de rezar por mim. Com vocês eu tenho aprendido a ser sacerdote. Vocês são meus mestres. Continuemos juntos na missão, na comunhão, e na participação.

 

Que a Virgem Maria, de quem sou devoto seja sempre minha intercessora, protetora, modelo de vocação, e de fidelidade a Deus.

 

Bendito seja Deus pelos meus 30 anos de ordenação e vida sacerdotal.

 

Bendito seja Deus pelos meus 25 anos de serviço pastoral à paróquia Nossa Senhora de Fátima, como Pároco.

Padre Tarcísio.

SER VOLUNTÁRIO!

A MESSE É GRANDE, MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS. O SENHOR TE CHAMA! QUAL É A SUA RESPOSTA?

 

Ser voluntário é saber compartilhar o que temos de mais precioso: amor, felicidade, sabedoria, conhecimento, tempo e humildade. O voluntariado, então pressupõe o compartilhar, e não o descartar as sobras do cotidiano. É uma relação humana, rica e solidária. Ser voluntário não é tapar buracos e compensar carências. É contribuir, de modo contínuo e duradouro, para ajudar quem necessita e melhorar a qualidade de vida da comunidade. Uma oportunidade de fazer amigos, viver novas experiências, conhecer novas realidades. É ensinamento e aprendizado. Todos, independentemente da idade e das condições físicas, têm capacidades, habilidades e dons que podem ajudar alguém.

Prestar um trabalho voluntário não é uma atitude casual. Deve ser realizado com consciência, responsabilidade e comprometimento. Portanto, assuma somente aquilo que você tem certeza de poder realizar. Venha ser voluntário! Junte-se a nós! Conheça nossas pastorais e o que elas fazem. Todas elas necessitam de mais agentes, de voluntários. Muitos trabalhos não estão acontecendo, ou não estão crescendo, por falta de agentes, isso tem gerado perda da capacidade missionária e cansaço. Necessitamos de mais agentes para as diversas pastorais de nossas comunidades. Temos muito trabalho para realizar. Precisamos de você. Procure a comunidade e manifeste a sua aptidão por alguma pastoral. O Papa Francisco, na alegria do Evangelho nº 81, diz: “Quando mais precisamos de um dinamismo missionário que leve sal e luz ao mundo, muitos leigos temem que alguém os convide a realizar alguma tarefa apostólica e procuram fugir de qualquer compromisso que lhes possa roubar o tempo livre”.

É urgente desenvolver nos leigos as atitudes de gratuidade e de alteridade, para que se abram ao serviço como voluntário. A alteridade se fundamenta na encarnação e se refere ao outro, ao próximo, àquele que em Jesus Cristo é me irmão ou minha irmã, mesmo estando do outro lado do planeta. Em outras palavras, alteridade significa que eu existo no outro. A gratuidade encontra no mistério pascal sua máxima expressão e sua fonte permanente. A vida só se ganha na entrega, na doação por amor. “Quem perder a sua vida por causa de mim a encontrará!” (Mt 10,39). Com as atitudes de alteridade e gratuidade os leigos promovem a comunhão fraterna, a compaixão para com os pobres e marginalizados, a justiça e a paz. Quem experimentou verdadeiramente o amor de Deus que salva e liberta se torna um voluntário, sai em missão. “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor 9,16). Que inspirados na consciência missionária do apóstolo Paulo, sejamos os discípulos missionários de Jesus Cristo que o mundo e a Igreja necessitam. Não deixemos que nos roubem a disponibilidade para servir.

Coragem! Sigamos em frente na construção do Reino de Deus.

Deus abençoe a todos e a todas.

Padre Tarcísio.

SEMANA SANTA

 

“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). É isso que vamos celebrar nesta semana, chamada a semana maior, a Semana Santa. “Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Ele nos amou até o fim, até a entrega da vida por amor.

Quero motivar todo povo de Deus, que caminha e participa das Comunidades, que compõe a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, a participar e a viver intensamente as celebrações da Semana Santa.

 

A Semana Santa, que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém (Diretório da Liturgia 2018, página 76).

Devemos viver a Semana Santa iluminados pelo exemplo de Jesus, que passou a vida amando, servindo, acolhendo, perdoando, libertando, promovendo a vida e revelando que Deus é Pai de misericórdia, e que nós somos irmãos e irmãs. Imitemos Jesus no amor-doação, para que possamos construir uma terra sem os males da ganância, do egoísmo e da violência. Que a Campanha da Fraternidade deste ano que tem como tema Fraternidade e Superação da Violência nos ajude também na vivência da Semana Santa. A Campanha da Fraternidade, abordando a realidade da violência, nos provoca a sermos construtores da paz e gestores de fraternidade. Superar a violência é tarefa de todo cristão, pois recebemos o mandamento do amor como vocação e missão. Somos sempre convidados e provocados a viver como irmãos, como irmãs. A vida familiar, a vida comunitária, a vida social pedem uma renovação e transformação contínua.

Quero destacar a importância da participação de todos  (as), nas celebrações do Tríduo Pascal. Nenhum cristão católico deveria deixar de participar. Que seja uma prioridade e um  compromisso de todos.

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. É o ápice do ano litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, “quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo mistério pascal, quando morrendo destruiu a morte e ressuscitando renovou a vida” (Diretório da Liturgia 2018, página 79). Seria lamentável pois, reduzir a Semana Santa a um feriadão, com praias, piscinas e outras diversões, quando estes dias deveriam ser aproveitados para uma participação maior nas celebrações litúrgicas nas comunidades e para refletir sobre os passos decisivos da jornada terrestre de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Façamos, portanto, da Semana Santa um grande retiro espiritual para nós, participando das celebrações, da procissão do encontro, do ofício das trevas, da via-sacra, e realizando momentos de oração individual, e meditando a Palavra de Deus. Sugiro que se faça a Leitura Orante da Bíblia, pode ser feita pelos membros da família ou individualmente. Indico os seguintes textos bíblicos para a sua escolha: Mt 5,1-12; 5,17-20; 5,21-26; 5,38-48; 6,7-15. Os passos para a Leitura Orante são: Leitura do texto: destacar o que mais chamou a atenção. Meditação: o que o texto diz para mim e para nós? Oração: o que o texto me faz dizer, ao falar com Deus? Pode ser uma oração de louvor, de súplica, de agradecimento, de perdão e de adoração. Contemplação: o que o texto me leva a ser e a fazer? Formular um compromisso de vida e escolher uma palavra ou uma frase que resuma este compromisso para memorizar, e depois colocar em prática. Que estes dias sejam também dias de silêncio, de revisão de vida e de uma maior união com Jesus Cristo, e assim podermos seguir seus passos e participarmos de sua vitória. Façamos nestes dias também o jejum da televisão, do rádio e da internet.

Que a Semana Santa nos torne mais comprometidos com Jesus Cristo, com a ação evangelizadora da Igreja, com a superação da violência, promovendo a cultura da paz, e trilhando o caminho da não violência.

 

Uma boa e frutuosa Semana Santa a todos e a todas.

Padre Tarcísio.

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!

A minha palavra deste mês é de agradecimento a Deus pelas maravilhas que Ele, na sua bondade e no seu amor, realizou através de nós evangelizadores e evangelizadoras na vida das comunidades que compõem a nossa paróquia, no ano de 2017. Quero destacar algumas atividades realizadas.

 

 

Iniciamos nossa caminhada pastoral com duas noites de animação missionária para as lideranças pastorais, com o objetivo de aprofundar a dimensão missionária que deve estar presente nas pastorais e em cada cristão. Pelo Batismo, nos tornamos discípulos missionários de Jesus Cristo, portanto nossa vida é missão.

 

No dia 02 de fevereiro, na celebração da Apresentação de Jesus no templo realizamos a abertura do Ano da Pastoral de nossa paróquia. Na caminhada pastoral continuamos trabalhando as cinco Urgências na Ação Evangelizadora, para que sejamos Igreja em estado permanente de missão, casa da iniciação à vida cristã, lugar de animação bíblica da vida e da pastoral, comunidade de comunidades, a serviço da vida plena para todos. Iniciamos a caminhada da catequese de inspiração catecumenal com formação para os catequistas e conscientização dos agentes de pastoral e de todo o povo que participa de nossas comunidades. Foram celebradas missas nas ruas, com objetivo missionário e para fortalecer a caminhada dos grupos de base. A leitura orante nos grupos de base e em nossas reuniões avançou ainda mais, e percebemos que esse método de leitura da Bíblia está se estruturando em nossa paróquia.

 

Celebrando o Ano Nacional Mariano, em comemoração aos trezentos anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, e os cem anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, aconteceram as peregrinações das duas imagens em nossa paróquia,com celebrações e outras atividades envolvendo todas as comunidades. Foram momentos de fé, de compreensão da verdadeira devoção mariana e de agradecimento a Deus pelas bênçãos e graças concedidas ao povo através de Nossa Senhora. Fátima e Aparecida, a mesma Maria de Nazaré, a Mãe de Jesus, e nossa Mãe que nos pede para fazermos o que seu Filho Jesus nos mandar.

 

Vários encontros de formação, celebrações paroquiais e diocesanas foram realizadas, para dar sentido à comunhão e uma maior identidade, de que a paróquia são as quatro comunidades, e que fazemos parte de uma Igreja diocesana. Em comunhão com a Diocese, participamos da Romaria Diocesana em Aparecida. Nossa paróquia, por meio de alguns agentes de pastoral, participou do encontro interdiocesano de CEB’s, em preparação ao intereclesial de CEBs, de 23 – 27/01, em Londrina PR.

 

Na celebração de Cristo Rei, iniciamos o Ano Nacional do Laicato. Formamos uma comissão de dois 12 leigos e leigas de nossas comunidades para representar a paróquia nas atividades desse ano.

 

A Pastoral da Esperança, a mais nova da paróquia, deu seus primeiros passos levando conforto espiritual e esperança às famílias enlutadas, e acolhendo-as na missa da esperança, que é celebrada toda quarta-feira na Igreja matriz da paróquia. O boletim informativo, instrumento de comunicação das comunidades, passou a ser jornal, com o nome Boa Notícia.

 

Apesar de inúmeros desafios, nossa paróquia está caminhando bem. Existem muitos esforços e muita dedicação da maioria de nossas lideranças, para que a evangelização aconteça de fato. Como foi apresentado na assembleia paroquial, que aconteceu no dia 02 de dezembro do ano passado, é urgente trabalharmos melhor as pastorais sociais, suscitando novos agentes e criando consciência em seus agentes de sua verdadeira missão; faz-se necessário uma maior articulação entre elas.

 

Parabéns a todos e a todas pela caminhada evangelizadora do ano de 2017.

 

Que continuemos animados e firmes na caminhada evangelizadora neste ano de 2018, confiando na promessa de Jesus, que garantiu estar sempre conosco.

 

Deus abençoe a todos.

Padre Tarcísio.

Neste mês de dezembro quero refletir com vocês sobre os meios que a Igreja usa para atingir as pessoas com a sua ação evangelizadora, que são as pastorais. Pastoral vem da palavra pastor, que significa pastorear, apascentar. A missão da Igreja é apascentar o povo de Deus, sendo imagem de Cristo o Bom Pastor que dá vida e esperança a todas as pessoas. Portanto, as pastorais devem santificar o povo de Deus, salvar vidas, serem sinais de esperança, e ser um oásis de misericórdia para quem as procura. Através das pastorais a Igreja evangeliza atingindo as pessoas nas várias realidades, e etapas da vida. As comunidades se organizam a partir das pastorais, e elas surgem e acontecem a partir das necessidades das pessoas. É claro que existem três atividades permanentes que a Igreja deve sempre oferecer ao povo de Deus, e que não podem faltar no trabalho das pastorais. São elas: A Palavra de Deus, a Eucaristia, e os demais Sacramentos, e a Caridade Fraterna. Um dos grandes desafios para as nossas pastorais é a falta de pessoas, que queiram se comprometer com elas. Vivemos em uma sociedade marcada pelo individualismo, e pela indiferença. Essas realidades impedem o crescimento de nossas pastorais.

 

 

O Documento de Aparecida aponta que os melhores esforços das paróquias neste início do terceiro milênio devem estar na convocação e na formação de leigos missionários. Só através da multiplicação deles poderemos chegar a responder às exigências missionárias do momento atual. Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente.

 

Não podemos fazer um trabalho de manutenção apenas, mas de conquista. Por isso o Documento de Aparecida indica a conversão pastoral e renovação missionária de nossas comunidades, pastorais, e de todas as organizações eclesiais. A conversão pastoral requer que as comunidades eclesiais sejam comunidades de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo, Mestre e Pastor. Daí nasce a atitude de abertura, diálogo e disponibilidade para promover a co-responsabilidade e participação efetiva de todos os fiéis na vida das comunidades cristãs. Portanto precisamos sair de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária, e ninguém deve isentar-se deste compromisso.

 

Todo o trabalho de nossas pastorais devem se inspirar no mandamento novo do amor (cf Jo 13,35). A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração. Como Cristo atrai todos pela força do amor, a Igreja atrai pela comunhão, e pela vivencia do amor entre seus membros. Hoje o relacional é mais importante. Se a comunidade me atrai, se ela me dá mais vida, mais amor, então, a comunidade é importante para mim. Como diz o beato Papa Paulo VI no seu documento a evangelização no mundo contemporâneo: É preciso evangelizar não de maneira decorativa, como que aplicando um verniz superficial, mas de maneira vital, em profundidade e isto até as raízes.

 

Valorizemos nossas pastorais tornando-as sempre mais missionárias, e atraentes. Que os agentes das pastorais possam assumi-las com ardor missionário, com uma paixão, e um encantamento. Que sejam agentes evangelizadores que se abrem sem medo à ação do Espírito Santo. Jesus quer evangelizadores que anunciem o Evangelho não só com palavras, mas, sobretudo com o testemunho, pois evangelizar é antes de tudo dar testemunho.

 

Motivados pelo Ano Nacional do Laicato, sejamos Igreja em saída, leigos, e leigas em saída, pastorais em saída.

Que Deus abençoe e fortaleça a todos e a todas.

 

Padre Tarcísio.

A Igreja no Brasil se prepara para a Campanha para a Evangelização, que acontecerá do Dia de Cristo Rei até o 3º Domingo do Advento. A iniciativa visa despertar os discípulos missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade com a sustentação das atividades pastorais no Brasil. Nesta edição, é proposto o tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), em sintonia com o Ano Nacional do Laicato, que terá início no mesmo dia da Campanha.

 

Outro objetivo da Campanha é favorecer a vivência do tempo litúrgico do Advento e mobilizar os católicos do Brasil para uma Coleta Nacional que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil. Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

 

Coleta

 

O gesto concreto da Campanha para a Evangelização é a Coleta do 3º Domingo do Advento. De acordo com a Comissão Episcopal responsável pela campanha, pretende-se com os recursos arrecadados neste ano apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil promovidas pelos cristãos leigos e leigas no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.

 

A colaboração na Coleta será partilhada, solidariamente, entre as dioceses, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que terão 20%; e a CNBB Nacional, que contará com 35% das contribuições.