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Comunidade Nossa Senhora de Fátima - Av. Otávio Braga de Mesquita, 871 - Vila Fátima
Horários de missas
Domingo: às 7:30h, 11:00h e 19:00h
Quarta-feira: às 19:30h - Sexta-feira: às 7:30h

Comunidade São Francisco - Rua Síria, 384 - Jd. São Francisco
Horários de missas
Sábado às 19:00hs

Comunidade São Lucas - Rua Ana Coelho da Silveira, 266 - Jd. Ipanema
Horários das missas
Domingo às 9:15hs (Exc. Aos 4° Domingos) e às 17:30h 2° terça-feira às 19:30h

Comunidade São Paulo Apóstolo - Rua fonte boa, 173- Vl. Barros
Horários das missas
Domingo às 9:15h -2° quinta-feira do mês às 19h30 na igreja da comunidade - 4ª quinta-feira do mês às 19h30 nos setores da comunidade.



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Estando próxima a solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que é celebrada na quinta-feira depois da solenidade da Santíssima Trindade, nos deparamos com o sacramento mais salutar da Igreja. Santo Tomás de Aquino nos recorda a força da Eucaristia: destrói os pecados, potencializa o crescimento das virtudes e sacia a alma com todos os dons Espirituais. Mas, de contrapartida, é presente um cenário social-eclesial, a nível mundial, não tão consonante com os dons Espirituais provindos da Sagrada Comunhão. O mundo sofre pela ganancia do poder e a Igreja perece com tantos ataques que ferem a sua unidade. O desafio que fica aos cristãos de nossas comunidades é de descobrir, nesta celebração, a verdadeira imagem e essência do Cristo empobrecido que se faz presente no pão e vinho consagrados.

 

A experiência que os discípulos realizaram no partir do pão (Lc 24,31), não foi com uma teoria ou mero sentimento de solidariedade, mas com a Pessoa de Jesus, o missionário do Pai que, sendo rico, fez-se pobre para nos enriquecer (2 Cor 8,9). Dom Luciano Mendes dizia que “Jesus é a gratuidade-gratidão, pois recebe tudo gratuitamente do Pai e então faz-se todo entregue por nós”. A vida de Jesus foi isto, de fato, uma vida para-os-outros, uma proexistencia. Jesus é a Eucaristia, é o amor recebido, agradecido e ofertado. Isso deve nos gerar uma grande inquietação enquanto comunidade eclesial, pois como recorda o Papa Bento XVI “a Igreja não se autoconstitui como uma federação de comunidades. É uma unidade não por motivo de um governo centralizado, mas um único centro comum que a todos é possível, ela tira origem do único Senhor, que no único pão a cria como único corpo”. Ou seja, na Eucaristia, somos Igreja. E continuando com as palavras de Dom Luciano Mendes: “entrar em comunhão com Cristo na Eucaristia é deixar-se possuir pelo seu dinamismo de amor e aprender com Jesus a dar a vida pelos irmãos”.

 

Sendo fruto eucarístico, devemos constantemente nos perguntar: que Igreja queremos e estamos sendo? Somos expressão eucarística? O Papa Francisco (em consonância com São João XXIII), no seguimento de Jesus, expressou claramente o seu desejo de “uma Igreja pobre para os pobres” (EG 198), que pouco se preocupa com as glórias do mundo, mas realmente se faz “eucaristia”: agradecimento e oferta. Por isso, ao nos prepararmos para esta belíssima solenidade, mais que hinos, tapetes, sinos e incensos, busquemos também honrar o corpo de Cristo se preocupando com que é próprio da Vida de Jesus: a gratidão ao Pai e a gratuidade serviçal aos pobres. “Queres Honrar o Corpo de Cristo? Não permitas que ele seja objeto de desprezo em seus membros, isto é, nos pobres, privados de vestimentas”(São João Crisóstomo). Seguindo os passos de Jesus curaremos muitas das dores da humanidade e viveremos de forma mais intensa a unidade de nossa Igreja e a nossa missão de discípulos missionários.

 

Seminarista Fernando Benetti

A Igreja a serviço da vida

O Evangelho da vida está no centro da mensagem de Jesus. “Eu vim para todos tenham vida” Jo 10, 10. Portanto, defender a vida até o fim, até as últimas consequências fez parte da vida, e da missão de Jesus.

 

 

A Igreja, continuadora da missão de Jesus deve também se colocar do lado da vida em todas as suas fazes e manifestações, denunciando todo tipo de abuso, e de violação à dignidade humana das pessoas. Em sua ação evangelizadora ela deve promover insistentemente a cultura da vida, da paz, e da solidariedade, se contrapondo à cultura da morte, da violência, e do descarte da vida humana. Nos, comprometendo com a cultura da vida, testemunhamos verdadeiramente nossa fé naquele que veio para que todos tenham vida, e vida abundante, feliz, e de qualidade. A causa da vida, deve ser nosso estilo de vida cristã.

 

O discípulo de Jesus não pode se calar diante de tantas ameaças à vida, e diante tantas injustiças que impedem a vida de nascer, de crescer e de desenvolver. A vida humana é ameaçada, e prejudicada, diante da destruição da natureza e do meio ambiente, da violência, do desemprego cada vez mais crescente, de um modelo econômico perverso, que coloca o lucro acima das necessidades básicas das pessoas, pois o importante é sempre o ter mais. Os Bispos reunidos na 57ª Assembleia geral da CNBB, que aconteceu de 01 -10 do mês de maio enviaram uma mensagem ao povo de Deus, onde mostraram que a Igreja deve estar ao lado dos pobres, cada vez mais pobres em um país onde o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis é uma realidade cada vez mais evidente. No Brasil, cada dia são mais visíveis os sinais de morte que ameaçamos filhos de Deus, especialmente os mais vulneráveis o que faz necessária uma atitude clara, como aparecem na mensagem, mostrando que ninguém pode servir a dois senhores, Deus e o capital, com quem o atual governo está claramente alinhado, apoiando um liberalismo exacerbado e perverso que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades, e a concentração de renda em níveis intoleráveis. Na mensagem, nossos bispos dizem que “a corrupção classificada pelo Papa Francisco como um “câncer social” profundamente radicada em inúmeras estruturas do país, é uma das causas da pobreza e da exclusão social na medida em que desvia recursos que poderiam se destinar ao investimento na educação, na saúde e na assistência social, caminho de superação da atual crise”.

 

A injustiça social assume proporções de ofensa a Deus, e de negação da ordem democrática, e desafia a nós cristãos, pois nosso país é considerado um país cristão. E como explicar tantas situações de injustiças, e de desfiguração da pessoa humana, num país em que a maioria da população se declara cristã?

 

Atualmente, defender os pobres e seus direitos, a justiça social, a igualdade, é ser taxado de comunista, de esquerdista, quando na verdade, é seguir o Evangelho de Jesus.

 

Nossos bispos dizem que “precisamos ser uma nação de irmãos e irmãs, eliminando qualquer tipo de discriminação, preconceito e ódio. Somos responsáveis uns pelos outros. O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça, e do amor”.

 

Como refletimos na Campanha da Fraternidade desse ano sobre políticas públicas, é de grande importância a participação dos cristãos na luta por políticas públicas de combate a miséria, e a exclusão, a participação nos vários conselhos de direitos presentes na sociedade, a participação política consciente, a atuação articulada e organizada das pastorais sociais de nossas co – munidades, em fim o engajamento em movimentos sociais e populares em favor de uma vida digna para todos. Com essa participação, e com esse engajamento podemos resgatar a dignidade da vida, dom de Deus, e devolver alegria e esperança aos pobres e marginalizados.

 

Assumamos com coragem, e profecia, a causa da vida.

 

Que Deus, Senhor da vida, abençoe a todos e a todas.

 

Padre Tarcísio.

 

É assim que eu defino a história de nossa Paróquia, quantas conquistas, quantas pastorais, nascidas aqui, sob os cuidados de padres zelosos e das Irmãs da Caridade de Ottawa ao longo desses 55 anos de existência.

Onde a Igreja já existia nasce um templo, com trabalhos de muitos braços; são incontáveis o numero de irmãos que se dedicaram ao longo de suas vidas na construção dessa história.

 

Me pego aqui em lembrar e relatar alguns feitos nos quais testemunhei ao longo de 37 anos de caminhada junto a essa comunidade de fé. O zelo pelas pastorais sociais sempre foi e ainda é uma constante, as conquistas alcançadas por movimentos organizados pelos grupos de base, fomos primeira paróquia a criar a Pastoral da Pessoa Idosa, a Pastoral da Criança juntamente com Nossa Senhora Aparecida do Cocaia, a criação da creche para assistir as crianças para as mães poderem trabalhar, as missões populares….., enfim muitas conquistas, na linha do amor feito serviço.

 

A comunidade organizada e muito bem liderada pelo atual pároco também teve muitas conquistas materiais, foram grandes obras e reformas, que não pararam por aqui.

 

É claro que temos muitos desafios a serem vencidos ainda, ser Igreja viva na vida do povo nessa sociedade globalizada não é tarefa fácil, mas nunca nos faltou a misericórdia de Deus. Com muita fé e esperança sigo em frente, com a certeza de que Deus estará sempre a minha frente.

 

Longe de mim relatar tudo nesse texto, deixo aqui o espaço para que outros irmãos relatem as suas experiências, e memórias. Oxalá sejam tão boas quanto as minhas.

 

Ana Souza

 

Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu (Lc 1,45).

 

Na devoção popular o mês de maio é dedicado à Maria, mãe de Jesus e nossa, e é também o mês em que celebramos a festa da padroeira de nossa paróquia Nossa Senhora de Fátima, que acontece no dia 13 de maio.

 

 

Maria é feliz porque acreditou na Palavra de Deus, acolheu-a, na vida e no coração. Ai está o seu principal mérito. Como afirma o documento de Aparecida nº 271 “Ela fala e pensa com a Palavra de Deus; a Palavra de Deus se faz a sua palavra e sua palavra nasce da Palavra de Deus”.

 

Na visita a Izabel Maria se torna portadora de Deus. Deus reconhece Maria como a bem-aventurada, a agraciada porque ela acreditou. Quem acredita em Deus e segue sempre seus caminhos,ouvindo e colocando em prática sua Palavra é feliz e faz os outros felizes. Maria abriu espaço interior, deixou Deus entrar. Saiu de si e investiu sua vida num grande projeto, a que se sentiu chamada. Nos coloquemos na escola de Maria, para sermos homens e mulheres de fé, comprometidos com a Palavra de Deus. Continuemos firmes na leitura orante da Palavra de Deus, nos grupos de base, nos encontros e nas reuniões, nos inspirando em Maria para dizermos sim a essa Palavra no compromisso com políticas públicas que visa superação da desigualdade e a inclusão social dos pobres, como refletimos na Campanha da Fraternidade desse ano, despertando pessoas para o engajamento na comunidade, e envolvendo-as no seguimento de Jesus e na caminhada comunitária. Maria tem um posto especial na comunhão dos santos. Como diz o Concílio Vaticano ll, ela ocupa o lugar único, mais perto de Cristo e mais perto de nós. Por isso, podemos rezar a ela, contar com a sua intercessão, pedir sua proteção e auxílio e entregar–nos em suas mãos. A graça que Maria nos dá não vem dela e ela nada segura para si. Tudo vem de Deus e para Deus volta. Qualquer oração a Maria nos coloca em sintonia com Deus mesmo: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Mais que rezar a Maria, devemos rezar como Maria.

 

Maria é a grande profetiza do povo de Deus, atenta aos sinais dos tempos. Ela no Magnificat, cf. Lc 1,46-56, reconhece a grandeza de Deus e a proclama. Ela se alegra em Deus, seu salvador, porque, ao ser escolhida e salva por Deus, viu nessa salvação a salvação de todos aqueles a quem o mundo descarta, exclui e condena à morte: os humildes, os pobres, os marginalizados e os famintos. Ela é a representante da comunidade dos pobres que aguardam ansiosos o fim de toda opressão, prepotência, injustiça e miséria. Maria diz a todos nós cristãos de hoje: não deixem morrer a profecia. Aprendamos de Maria a estarmos atentos aos apelos de Deus, que nos vem das realidades e dos fatos da vida. Aprendemos com Maria a reconhecer a grandeza de Deus e a nos alegrarmos, porque Ele faz em nós maravilhas, basta estarmos atentos e percebermos o quanto nos ama e nos concede graças. Ela reconhece o poder de Deus anuncia esse poder, mostrando que as injustiças deste mundo não passam despercebidas aos olhos de Deus. Quem fere, desrespeita ou ignora os pequeninos, fere e desrespeita diretamente a Deus.

 

Quero motivar e incentivar todo o povo de Deus, caminheiro nas comunidades que compõem a paróquia Nossa Senhora de Fátima, a participar da festa de nossa padroeira de 05-13 de maio. Quero destacar que neste ano celebramos os 55 anos da Paróquia. Portanto, na festa da padroeira, vamos dar graças a Deus pelos bons frutos dessa caminhada. Com Maria, a primeira missionária de Jesus e estrela da evangelização, continuemos firmes na missão a serviço do projeto do Reino de Deus, enfrentando sem medo os desafios que não são poucos, mas sustentados pela presença e pela força de Cristo Ressuscitado, vamos avante.

 

Santa Mãe Maria vem caminhar conosco.

 

Coragem, esperança sempre, e sigamos em frente.

Padre Tarcísio

 

Diante da mudança profunda sofrida no “modelo” de família do século XXl, considerando que um dos fatores são a condição dos pais em busca da sobrevivência, com jornadas extensas de trabalho; terceirizando assim, a educação do (s) filho (s). Nesse sentido, ao depararmos com o versículo bíblico …“Quem ama bastante o filho, usa o chicote, para no fim se alegrar. Quem corrige o próprio filho, depois terá satisfação, e ficará orgulhoso dele na frente dos conhecidos. ” (Eclesiástico 30, 1-2). O primeiro impacto seria uma reação de estranhamento, sobretudo, pelo fato destes terem empreendido um novo sentido a palavra amor. Assim sendo, a falta de tempo cronológico é compensada com presentes, objetos estes que funcionam como um pedido inconsciente de desculpas destes pais que não mais compartilham com os filhos, nem as refeições, quanto menos um olhar atento ao seu desenvolvimento. Talvez a palavra chicote provoque diversas reações, como: “que horror, sou amigo dos meus filhos”“ Não uso de violência para educar”… “ Escolhi uma boa escola, pois espero que recebam dela excelente educação”… “ A rotina diária das crianças será todo preenchida com diversas atividades  (terceirização da educação) ”. Com certeza muitos outros argumentos virão para justificar a falta de diálogo e conivência entre pais e filhos. Voltando ao versículo 1, é importante desmistificar a palavra “chicote”, figura de linguagem que significa conduzir, orientar, partilhar, colocar regras, limite.

 

 

O processo educacional das crianças fica prejudicado pelo fato de muitos pais modernos não entendem que o termo “Educação” compreende a obrigatoriedade da família, do Estado e consequentemente da Escola. A Educação de uma criança implica no direito à vida, à saúde, à escolarização, à proteção familiar, à cultura, ao esporte, lazer, entre outros. Compete ao Estado elaborar Políticas Públicas eficientes, e, aos cidadãos reivindicá-las e fiscalizá-las. Nesse sentido, o processo de Educação difere do Processo de Escolarização. Assim sendo, a escolarização é uma parte do Processo de Educação, onde o professor ajuda a família e não o contrário. Digo isso, por observar que se tornou hábito os pais e o Estado delegarem a escola este papel. Fato recente ilustra bem esta situação, o ato de violência causado por dois adolescentes, vitimando dez pessoas numa escola em Suzano. Conflitos familiares provocados por drogas lícitas e ilícitas; o abandono de menores em mídias sociais (sem fiscalização de responsáveis); a falta de um olhar atento e investigativo por parte dos pais ou responsáveis nas atitudes e reações da criança; o hábito errado ao perguntar o que o filho (a) quer, abrindo mão do ato formativo da identidade da criança que dependem da postura dos pais delegarem (dar ordens, nortear com respeito), ou seja, agir com autoridade. Desta forma, todos os envolvidos neste caso (“assassinos” e assassinados) são vítimas e não carrascos que agiram apenas por vontade própria. Fato este comprovado pelos programas de computador apreendidos dos jovens agressores, que muitas vezes são os formadores de crianças de bem pelo fato dos pais estarem ocupados navegando nas redes sociais.

 

Enfim, os pais precisam reaprender a dialogar mais com seus filhos, considerando que o diálogo supõe, um olhar atento e respeitoso as necessidades da criança, fator este cada vez mais inexistente nas famílias, pois as redes sociais estão ocupando o tempo dos pais, como também, servindo de “cuidadora” para os filhos. Considerando que o adulto da relação deverá exercer a autoridade, palavra esta que supõe, entre outras coisas, ter clareza que o ser humano desejo formar. Assim sendo, é responsabilidade dos pais e/ou responsáveis ensinar a criança/adolescente a ser ético, competente, letrado, solidário, ter religião, ser feliz, entre outros.

Roseli da Silva Martins – Pedagoga

 

“Porque vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui! Ressuscitou!” (Lc 24,5-6).

 

Bendizemos a Deus Pai de misericórdia, que não permitiu que Aquele que passou a vida fazendo só o bem, ficasse entregue ao poder do mal, ao poder da morte. “Que todo o povo de Israel fique sabendo com certeza que Deus tornou Senhor e Cristo aquele Jesus que vocês crucificaram.” (At 2,36).

 

 

A nossa ação de graças a Deus, porque com Jesus ressuscitado nos tornamos mais que vencedores. Jesus Ressuscitado sustente os esforços de quantos estão empenhados em nosso país e no mundo na construção da paz e na promoção do bem comum da sociedade.

 

Renovemos nesse dia santo de Páscoa o compromisso de retirar as pedras dos túmulos que impedem a vida de acontecer, que impedem nossos direitos de serem garantidos e respeitados, como refletimos na Campanha da Fraternidade sobre políticas públicas durante a Quaresma deste ano. Que abramos os túmulos que enterram as esperanças, e as alegrias das pessoas.

 

Que possamos anunciar e testemunhar: Cristo Ressuscitado é a razão de nossa esperança. Portanto, esperança sempre. Não deixemos que nos roubem a esperança. Acreditamos que a Ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a que não decepciona.

 

Desejo de coração a todo povo de Deus caminheiro nas comunidades eclesiais, que compõem a paróquia Nossa Senhora de Fátima, uma santa Páscoa na alegria, e na força de Cristo Ressuscitado.

Padre Tarcísio.

 

Como é importante para os cristãos celebrar, viver e prolongar na vida a presença real do Senhor na liturgia! A liturgia permite celebrar os mistérios da vida de Jesus ao longo do ano, tendo sua ressurreição como eixo. Esse ano é conhecido como ciclo ou ano litúrgico.

 

O ano litúrgico é regulado entre a data móvel da Páscoa (segundo o ciclo lunar) e seu início, também móvel, relacionado com o Natal.

O Natal é celebrado durante o solstício de inverno do hemisfério norte (segundo o ciclo solar), convertendo a celebração popular pagã do nascimento do sol invicto na celebração do nascimento de Jesus.

Mas por que a Semana Santa muda de data todo ano? Porque muda a data da festa da Páscoa. E a data da festa da Páscoa de ressurreição é móvel porque está ligada à páscoa judaica.

O povo judeu celebrava a páscoa, chamada também de “Festa da Liberdade”, comemorando o fim da escravidão e sua saída do Egito. Segundo o judaísmo, os hebreus devem celebrar todos os anos a festa da páscoa durante uma semana inteira, entre os dias 14 e 21 do mês de Nissan – dias que começam com a primeira lua cheia da primavera.

O mês de Nissan é o primeiro mês do calendário hebraico bíblico (Êx 12, 2), porque nesse mês o povo de Israel saiu do Egito. Tal mês cai entre os dias 22 de março e 25 de abril.

A festa da páscoa era fixada com base no ano lunar, e não no ano solar do calendário civil. Recordemos que, nas antigas civilizações, empregava-se o calendário lunar para calcular a passagem do tempo.

Por que os judeus celebram sua páscoa com a primeira lua cheia da primavera? Porque havia lua cheia na noite em que o povo judeu saiu do Egito, e isso lhe permitiu fugir à noite sem ser descoberto pelo exército do Faraó, ao não depender de lâmpadas.

Mas o que a páscoa judaica tem a ver com a Páscoa cristã?

Na Última Ceia, realizada na Quinta-feira Santa, os apóstolos celebraram com Jesus a páscoa judaica, comemorando o êxodo do povo de Israel, guiado por Moisés. Com isso, temos a certeza de a primeira Quinta-feira Santa da história era uma noite de lua cheia.

E é por isso que a Igreja coloca a Quinta-feira Santa no dia de lua cheia que se apresenta entre os meses de março e abril. Então, a data da Semana Santa depende da lua cheia.

Esta mobilidade afeta não somente as festas relacionadas à Páscoa, mas também o número de semanas do Tempo Comum; são as chamadas festas móveis, que variam todos os anos, juntamente com a solenidade da Páscoa, da qual dependem.

Antigamente, a Páscoa era celebrada exatamente no mesmo dia da páscoa judaica; mas uma decisão do Concílio de Niceia (ano 325) determinou que a Páscoa cristã fosse celebrada no domingo (o domingo posterior à primeira lua cheia primaveral do hemisfério norte).

Pe. Henry Vargas Holguín

SEMANA SANTA

“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). É isso que vamos celebrar nesta semana, chamada a semana maior, a Semana Santa.

 

Com o Domingo de Ramos inicia a Semana Santa, centro do Ano Litúrgico na qual acompanhamos Jesus em sua paixão, morte e Ressurreição.

 

A Semana Santa, que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém (Diretório da Liturgia 2019). Todos os cristãos são chamados a viverem estes três dias santos, como por assim dizer a “matriz” de sua vida pessoal e comunitária. São três dias da Semana Santa que marcam etapas fundamentais de nossa fé e de nossa vocação no mundo.

 

Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus, na lógica da cruz que não é antes de tudo aquela da dor e da morte, mas aquela do amor e da doação de si que traz vida. É entrar na lógica do Evangelho. Seguir, acompanhar Cristo, permanecer com Ele exige um “sair”. Sair de si mesmo, de um modo cansado e rotineiro de viver a fé, da tentação de fechar-se o horizonte da ação criativa de Deus. Deus saiu de si mesmo para viver em meio a nós, colocou a sua tenda entre nós para trazer-nos a sua misericórdia que salva e doa esperança. Também nós, se desejamos segui-lo e permanecer com Ele, não devemos nos contentar no recinto das 99 ovelhas, devemos “sair” procurar com ele a ovelha perdida, aquela mais distante.

A Semana Santa é um tempo da graça que o Senhor nos doa para abrir as portas do nosso coração, de nossa vida, de nossas famílias e comunidades, e sair ao encontro dos outros, fazer-nos próximos para levar a luz e a alegria da nossa fé. Sair sempre.

 

Devemos viver a Semana Santa iluminados pelo exemplo de Jesus, que passou a vida amando, servindo, acolhendo, perdoando, libertando, promovendo a vida e revelando que Deus é Pai de misericórdia, e que nós somos irmãos e irmãs. Que a Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como tema “Fraternidade e Políticas Públicas” nos ajude também na vivência da Semana Santa.

 

Quero destacar a importância da participação de todos(as) nas celebrações do Tríduo Pascal. Nenhum cristão católico deve deixar de participar. Que seja uma prioridade e um compromisso de todos.

 

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. É o ápice do ano litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, “quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo mistério pascal, quando morrendo destruiu a morte e ressuscitando renovou a vida” (Diretório da Liturgia 2019). Seria lamentável, pois, reduzir a Semana Santa a um feriadão, com praias, piscinas e outras diversões, quando estes dias deveriam ser aproveitados para uma participação maior nas celebrações litúrgicas nas comunidades e para refletir sobre os passos decisivos da jornada terrestre de Nosso Senhor Jesus Cristo. Façamos, portanto, da Semana Santa um grande retiro espiritual para nós, participando das celebrações, da procissão do encontro, do ofício das trevas, da via-sacra, e realizando momentos de oração individual, meditando de modo orante e amoroso a Palavra de Deus. Sugiro para meditação o Evangelho segundo Mt 5-7; e segundo Jo17.

 

Desejo a todos viver bem esses dias, seguindo o Senhor com coragem, levando em nós mesmos um raio do seu amor a quantos encontrarmos.

 

Uma boa e frutuosa Semana Santa para vocês.

Padre Tarcísio.

Quaresma: Caminhada para a celebração da Páscoa, a ressurreição do Senhor

Celebrada desde o século IV, a Quaresma vai da quarta-feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, inclusive.

 

 

 

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo.

 

No início da Quaresma é importante preparar o nosso coração para receber em abundância o dom da misericórdia divina. A palavra de Deus exorta-nos a converter–nos e a crer no Evangelho, e a Igreja indica-nos na oração, na esmola e no jejum, assim como na generosa ajuda aos irmãos, os meios através dos quais podemos entrar no clima da autêntica renovação interior e comunitária.

 

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa da Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus “de todo o coração” (Jl 2,12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão.

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove este ano, durante a Quaresma, a Campanha da Fraternidade, cuja finalidade principal é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma.

 

A Campanha da Fraternidade ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico: a oração, a esmola e o jejum. Neste ano, o tema da Campanha é “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás liberto pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).

 

A Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e nos pobres e sofredores. O Senhor que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador, indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão,  para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos a Cristo presente nos irmãos necessitados. Convido a todo povo de Deus caminheiro nas comunidades que compõem a paróquia Nossa Senhora de Fátima para vivenciar intensamente o tempo da Quaresma, participando da Missa da Penitência, da Via-Sacra, às sextas-feiras, dos encontros de reflexão e oração sobre a Campanha da Fraternidade nos grupos de base, fazendo uma boa confissão.

 

Convido também a meditar individualmente, ou com a família, os capítulos 5-7 do Evangelho segundo Mateus, onde temos o sermão da montanha, a nova lei do Reino que Jesus veio realizar, verdadeiro caminho de santidade, em que ele nos ensina como vencer e inibir a violência, e construir uma sociedade justa, pacífica e reconciliada. Diante de uma sociedade marcada pela cultura do ódio, da vingança, Jesus nos convida a percorrer o caminho do diálogo, da reconciliação, do perdão, do amor sem limites e do respeito pelo outro. Aquele que pensa diferente de mim, que tem opções e opiniões diferentes da minha, não é meu inimigo, mas um irmão com quem eu devo caminhar e amar.

 

Vivamos interiormente as práticas externas da Quaresma.

Uma abençoada e frutuosa Quaresma a todos e a todas.

Padre Tarcísio

 

‘‘ASSEMBLEIA DAS PASTORAIS DOS GRUPOS DE BASE E COMIPA’’

 

Nos meses de novembro e dezembro, realizamos na paróquia assembleias de avaliação com as pastorais, com os grupos de base e o COMIPA. O CPP (Conselho Pastoral Paroquial) irá se reunir nos dias 31/01 e 01/02 para refletir e encaminhar o resultado das avaliações feitas.

 

Os desafios continuam e são os mesmos de sempre, o que significa que temos tido dificuldades em enfrentá-los, para superá-los. É necessário termos criatividade para enfrentar os desafios e agir com ousadia. Sem dúvida nenhuma, a falta de agentes de pastoral tem gerado perda da capacidade missionária e cansaço.

É necessário manter vivas a esperança, a comunhão, a missão e o uso dos meios de comunicação para articular e organizar melhor as pastorais nas comunidades. Todos os agentes de pastoral necessitam criar uma maior consciência que devemos sair da pastoral de conservação para uma pastoral missionária. Os grupos de base, as visitas missionárias e a catequese com inspiração catecumenal são necessários para sairmos dessa pastoral de conservação. Não podemos ser medíocres, achando que está tudo bem, que está tudo normal, quando na realidade não está. Temos percebido uma indiferença e uma apatia muito grande da parte de muitos em relação ao que é necessário ser feito nas pastorais e nas comunidades. Diante do resultado das avaliações feitas pelos agentes de pastoral, o apelo de Jesus de avançarmos para águas mais profundas, e o apelo do Documento de Aparecida para uma conversão pastoral missionária são atuais e urgentes.

A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária (Doc. de Aparecida, 370). É importante frisar que a conversão pastoral não se reduz a mudanças de estruturas e planos, mas principalmente mudança de mentalidade.

Essa mudança de mentalidade implica escutar com atenção e discernir “o que o Espírito está dizendo às Igrejas” (Ap. 2,29) através dos sinais dos tempos em que Deus se manifesta. Não há comunidade cristã que não seja missionária. Se ela esquece a missão, deixa de ser cristã. Portanto, a vida das comunidades é missão.

O Papa Francisco, em visita ao Rio de Janeiro em julho de 2013, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude enfatizou que “não podemos ficar fechados na paróquia, em nossa comunidade, em nossa instituição paroquial ou em nossa instituição diocesana, quando tantas pessoas estão esperando o Evangelho”.

Sair, enviados, não é simplesmente abrir a porta para que venham, para acolher, mas sair pela porta para buscar e encontrar. Percamos o medo e a timidez de sair. Saiamos, saiamos para levar a todos a vida de Jesus Cristo. “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede (Jo 6,35).

Portanto, toda a Igreja é convidada a sair agora para o encontro com Cristo vivo e com os irmãos em um mundo que clama por melhores condições de vida. Na Alegria do Evangelho n. 20-24, o Papa Francisco lança um vigoroso chamado para que todo o povo de Deus saia para evangelizar.

Quero mencionar também as muitas reflexões e atividades que foram feitas sobre os cristãos leigos e leigas, como sujeitos eclesiais da ação evangelizadora, na sociedade e na Igreja, durante o Ano Nacional do Laicato promovido pela Igreja no Brasil, no ano passado. Os leigos e leigas são Igreja, e não apenas pertencentes à Igreja.

É necessário que nos dediquemos para que a paróquia seja mais discípula, e por isso, mais missionária. Na Igreja tudo tem um objetivo missionário. Comunidades que compõem a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, suas Vidas são Missão.

Que o mesmo Espírito que animou Jesus em sua missão, e que animou os primeiros discípulos no início da missão da Igreja anime e fortaleça a todos e a todas.

Padre Tarcísio.