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Comunidade Nossa Senhora de Fátima - Av. Otávio Braga de Mesquita, 871 - Vila Fátima
Horários de missas
Domingo: às 7:30h, 11:00h e 19:00h
Quarta-feira: às 19:30h - Sexta-feira: às 7:30h

Comunidade São Francisco - Rua Síria, 384 - Jd. São Francisco
Horários de missas
Sábado às 19:00h - 4° terça-feira às 19:30h

Comunidade São Lucas - Rua Ana Coelho da Silveira, 266 - Jd. Ipanema
Horários das missas
Domingo às 9:15hs (Exc. Aos 4° Domingos) e às 17:30h 2° terça-feira às 19:30h

Comunidade São Paulo Apóstolo - Rua fonte boa, 173- Vl. Barros
Horários das missas
Domingo às 9:15h - 2° quinta-feira do mês nos setores da comunidade



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Diante da mudança profunda sofrida no “modelo” de família do século XXl, considerando que um dos fatores são a condição dos pais em busca da sobrevivência, com jornadas extensas de trabalho; terceirizando assim, a educação do (s) filho (s). Nesse sentido, ao depararmos com o versículo bíblico …“Quem ama bastante o filho, usa o chicote, para no fim se alegrar. Quem corrige o próprio filho, depois terá satisfação, e ficará orgulhoso dele na frente dos conhecidos. ” (Eclesiástico 30, 1-2). O primeiro impacto seria uma reação de estranhamento, sobretudo, pelo fato destes terem empreendido um novo sentido a palavra amor. Assim sendo, a falta de tempo cronológico é compensada com presentes, objetos estes que funcionam como um pedido inconsciente de desculpas destes pais que não mais compartilham com os filhos, nem as refeições, quanto menos um olhar atento ao seu desenvolvimento. Talvez a palavra chicote provoque diversas reações, como: “que horror, sou amigo dos meus filhos”“ Não uso de violência para educar”… “ Escolhi uma boa escola, pois espero que recebam dela excelente educação”… “ A rotina diária das crianças será todo preenchida com diversas atividades  (terceirização da educação) ”. Com certeza muitos outros argumentos virão para justificar a falta de diálogo e conivência entre pais e filhos. Voltando ao versículo 1, é importante desmistificar a palavra “chicote”, figura de linguagem que significa conduzir, orientar, partilhar, colocar regras, limite.

 

 

O processo educacional das crianças fica prejudicado pelo fato de muitos pais modernos não entendem que o termo “Educação” compreende a obrigatoriedade da família, do Estado e consequentemente da Escola. A Educação de uma criança implica no direito à vida, à saúde, à escolarização, à proteção familiar, à cultura, ao esporte, lazer, entre outros. Compete ao Estado elaborar Políticas Públicas eficientes, e, aos cidadãos reivindicá-las e fiscalizá-las. Nesse sentido, o processo de Educação difere do Processo de Escolarização. Assim sendo, a escolarização é uma parte do Processo de Educação, onde o professor ajuda a família e não o contrário. Digo isso, por observar que se tornou hábito os pais e o Estado delegarem a escola este papel. Fato recente ilustra bem esta situação, o ato de violência causado por dois adolescentes, vitimando dez pessoas numa escola em Suzano. Conflitos familiares provocados por drogas lícitas e ilícitas; o abandono de menores em mídias sociais (sem fiscalização de responsáveis); a falta de um olhar atento e investigativo por parte dos pais ou responsáveis nas atitudes e reações da criança; o hábito errado ao perguntar o que o filho (a) quer, abrindo mão do ato formativo da identidade da criança que dependem da postura dos pais delegarem (dar ordens, nortear com respeito), ou seja, agir com autoridade. Desta forma, todos os envolvidos neste caso (“assassinos” e assassinados) são vítimas e não carrascos que agiram apenas por vontade própria. Fato este comprovado pelos programas de computador apreendidos dos jovens agressores, que muitas vezes são os formadores de crianças de bem pelo fato dos pais estarem ocupados navegando nas redes sociais.

 

Enfim, os pais precisam reaprender a dialogar mais com seus filhos, considerando que o diálogo supõe, um olhar atento e respeitoso as necessidades da criança, fator este cada vez mais inexistente nas famílias, pois as redes sociais estão ocupando o tempo dos pais, como também, servindo de “cuidadora” para os filhos. Considerando que o adulto da relação deverá exercer a autoridade, palavra esta que supõe, entre outras coisas, ter clareza que o ser humano desejo formar. Assim sendo, é responsabilidade dos pais e/ou responsáveis ensinar a criança/adolescente a ser ético, competente, letrado, solidário, ter religião, ser feliz, entre outros.

Roseli da Silva Martins – Pedagoga

 

“Porque vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui! Ressuscitou!” (Lc 24,5-6).

 

Bendizemos a Deus Pai de misericórdia, que não permitiu que Aquele que passou a vida fazendo só o bem, ficasse entregue ao poder do mal, ao poder da morte. “Que todo o povo de Israel fique sabendo com certeza que Deus tornou Senhor e Cristo aquele Jesus que vocês crucificaram.” (At 2,36).

 

 

A nossa ação de graças a Deus, porque com Jesus ressuscitado nos tornamos mais que vencedores. Jesus Ressuscitado sustente os esforços de quantos estão empenhados em nosso país e no mundo na construção da paz e na promoção do bem comum da sociedade.

 

Renovemos nesse dia santo de Páscoa o compromisso de retirar as pedras dos túmulos que impedem a vida de acontecer, que impedem nossos direitos de serem garantidos e respeitados, como refletimos na Campanha da Fraternidade sobre políticas públicas durante a Quaresma deste ano. Que abramos os túmulos que enterram as esperanças, e as alegrias das pessoas.

 

Que possamos anunciar e testemunhar: Cristo Ressuscitado é a razão de nossa esperança. Portanto, esperança sempre. Não deixemos que nos roubem a esperança. Acreditamos que a Ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a que não decepciona.

 

Desejo de coração a todo povo de Deus caminheiro nas comunidades eclesiais, que compõem a paróquia Nossa Senhora de Fátima, uma santa Páscoa na alegria, e na força de Cristo Ressuscitado.

Padre Tarcísio.

 

Como é importante para os cristãos celebrar, viver e prolongar na vida a presença real do Senhor na liturgia! A liturgia permite celebrar os mistérios da vida de Jesus ao longo do ano, tendo sua ressurreição como eixo. Esse ano é conhecido como ciclo ou ano litúrgico.

 

O ano litúrgico é regulado entre a data móvel da Páscoa (segundo o ciclo lunar) e seu início, também móvel, relacionado com o Natal.

O Natal é celebrado durante o solstício de inverno do hemisfério norte (segundo o ciclo solar), convertendo a celebração popular pagã do nascimento do sol invicto na celebração do nascimento de Jesus.

Mas por que a Semana Santa muda de data todo ano? Porque muda a data da festa da Páscoa. E a data da festa da Páscoa de ressurreição é móvel porque está ligada à páscoa judaica.

O povo judeu celebrava a páscoa, chamada também de “Festa da Liberdade”, comemorando o fim da escravidão e sua saída do Egito. Segundo o judaísmo, os hebreus devem celebrar todos os anos a festa da páscoa durante uma semana inteira, entre os dias 14 e 21 do mês de Nissan – dias que começam com a primeira lua cheia da primavera.

O mês de Nissan é o primeiro mês do calendário hebraico bíblico (Êx 12, 2), porque nesse mês o povo de Israel saiu do Egito. Tal mês cai entre os dias 22 de março e 25 de abril.

A festa da páscoa era fixada com base no ano lunar, e não no ano solar do calendário civil. Recordemos que, nas antigas civilizações, empregava-se o calendário lunar para calcular a passagem do tempo.

Por que os judeus celebram sua páscoa com a primeira lua cheia da primavera? Porque havia lua cheia na noite em que o povo judeu saiu do Egito, e isso lhe permitiu fugir à noite sem ser descoberto pelo exército do Faraó, ao não depender de lâmpadas.

Mas o que a páscoa judaica tem a ver com a Páscoa cristã?

Na Última Ceia, realizada na Quinta-feira Santa, os apóstolos celebraram com Jesus a páscoa judaica, comemorando o êxodo do povo de Israel, guiado por Moisés. Com isso, temos a certeza de a primeira Quinta-feira Santa da história era uma noite de lua cheia.

E é por isso que a Igreja coloca a Quinta-feira Santa no dia de lua cheia que se apresenta entre os meses de março e abril. Então, a data da Semana Santa depende da lua cheia.

Esta mobilidade afeta não somente as festas relacionadas à Páscoa, mas também o número de semanas do Tempo Comum; são as chamadas festas móveis, que variam todos os anos, juntamente com a solenidade da Páscoa, da qual dependem.

Antigamente, a Páscoa era celebrada exatamente no mesmo dia da páscoa judaica; mas uma decisão do Concílio de Niceia (ano 325) determinou que a Páscoa cristã fosse celebrada no domingo (o domingo posterior à primeira lua cheia primaveral do hemisfério norte).

Pe. Henry Vargas Holguín

SEMANA SANTA

“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). É isso que vamos celebrar nesta semana, chamada a semana maior, a Semana Santa.

 

Com o Domingo de Ramos inicia a Semana Santa, centro do Ano Litúrgico na qual acompanhamos Jesus em sua paixão, morte e Ressurreição.

 

A Semana Santa, que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém (Diretório da Liturgia 2019). Todos os cristãos são chamados a viverem estes três dias santos, como por assim dizer a “matriz” de sua vida pessoal e comunitária. São três dias da Semana Santa que marcam etapas fundamentais de nossa fé e de nossa vocação no mundo.

 

Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus, na lógica da cruz que não é antes de tudo aquela da dor e da morte, mas aquela do amor e da doação de si que traz vida. É entrar na lógica do Evangelho. Seguir, acompanhar Cristo, permanecer com Ele exige um “sair”. Sair de si mesmo, de um modo cansado e rotineiro de viver a fé, da tentação de fechar-se o horizonte da ação criativa de Deus. Deus saiu de si mesmo para viver em meio a nós, colocou a sua tenda entre nós para trazer-nos a sua misericórdia que salva e doa esperança. Também nós, se desejamos segui-lo e permanecer com Ele, não devemos nos contentar no recinto das 99 ovelhas, devemos “sair” procurar com ele a ovelha perdida, aquela mais distante.

A Semana Santa é um tempo da graça que o Senhor nos doa para abrir as portas do nosso coração, de nossa vida, de nossas famílias e comunidades, e sair ao encontro dos outros, fazer-nos próximos para levar a luz e a alegria da nossa fé. Sair sempre.

 

Devemos viver a Semana Santa iluminados pelo exemplo de Jesus, que passou a vida amando, servindo, acolhendo, perdoando, libertando, promovendo a vida e revelando que Deus é Pai de misericórdia, e que nós somos irmãos e irmãs. Que a Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como tema “Fraternidade e Políticas Públicas” nos ajude também na vivência da Semana Santa.

 

Quero destacar a importância da participação de todos(as) nas celebrações do Tríduo Pascal. Nenhum cristão católico deve deixar de participar. Que seja uma prioridade e um compromisso de todos.

 

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. É o ápice do ano litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, “quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo mistério pascal, quando morrendo destruiu a morte e ressuscitando renovou a vida” (Diretório da Liturgia 2019). Seria lamentável, pois, reduzir a Semana Santa a um feriadão, com praias, piscinas e outras diversões, quando estes dias deveriam ser aproveitados para uma participação maior nas celebrações litúrgicas nas comunidades e para refletir sobre os passos decisivos da jornada terrestre de Nosso Senhor Jesus Cristo. Façamos, portanto, da Semana Santa um grande retiro espiritual para nós, participando das celebrações, da procissão do encontro, do ofício das trevas, da via-sacra, e realizando momentos de oração individual, meditando de modo orante e amoroso a Palavra de Deus. Sugiro para meditação o Evangelho segundo Mt 5-7; e segundo Jo17.

 

Desejo a todos viver bem esses dias, seguindo o Senhor com coragem, levando em nós mesmos um raio do seu amor a quantos encontrarmos.

 

Uma boa e frutuosa Semana Santa para vocês.

Padre Tarcísio.

Quaresma: Caminhada para a celebração da Páscoa, a ressurreição do Senhor

Celebrada desde o século IV, a Quaresma vai da quarta-feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, inclusive.

 

 

 

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo.

 

No início da Quaresma é importante preparar o nosso coração para receber em abundância o dom da misericórdia divina. A palavra de Deus exorta-nos a converter–nos e a crer no Evangelho, e a Igreja indica-nos na oração, na esmola e no jejum, assim como na generosa ajuda aos irmãos, os meios através dos quais podemos entrar no clima da autêntica renovação interior e comunitária.

 

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa da Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus “de todo o coração” (Jl 2,12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão.

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove este ano, durante a Quaresma, a Campanha da Fraternidade, cuja finalidade principal é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma.

 

A Campanha da Fraternidade ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico: a oração, a esmola e o jejum. Neste ano, o tema da Campanha é “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás liberto pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).

 

A Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e nos pobres e sofredores. O Senhor que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador, indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão,  para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos a Cristo presente nos irmãos necessitados. Convido a todo povo de Deus caminheiro nas comunidades que compõem a paróquia Nossa Senhora de Fátima para vivenciar intensamente o tempo da Quaresma, participando da Missa da Penitência, da Via-Sacra, às sextas-feiras, dos encontros de reflexão e oração sobre a Campanha da Fraternidade nos grupos de base, fazendo uma boa confissão.

 

Convido também a meditar individualmente, ou com a família, os capítulos 5-7 do Evangelho segundo Mateus, onde temos o sermão da montanha, a nova lei do Reino que Jesus veio realizar, verdadeiro caminho de santidade, em que ele nos ensina como vencer e inibir a violência, e construir uma sociedade justa, pacífica e reconciliada. Diante de uma sociedade marcada pela cultura do ódio, da vingança, Jesus nos convida a percorrer o caminho do diálogo, da reconciliação, do perdão, do amor sem limites e do respeito pelo outro. Aquele que pensa diferente de mim, que tem opções e opiniões diferentes da minha, não é meu inimigo, mas um irmão com quem eu devo caminhar e amar.

 

Vivamos interiormente as práticas externas da Quaresma.

Uma abençoada e frutuosa Quaresma a todos e a todas.

Padre Tarcísio

 

‘‘ASSEMBLEIA DAS PASTORAIS DOS GRUPOS DE BASE E COMIPA’’

 

Nos meses de novembro e dezembro, realizamos na paróquia assembleias de avaliação com as pastorais, com os grupos de base e o COMIPA. O CPP (Conselho Pastoral Paroquial) irá se reunir nos dias 31/01 e 01/02 para refletir e encaminhar o resultado das avaliações feitas.

 

Os desafios continuam e são os mesmos de sempre, o que significa que temos tido dificuldades em enfrentá-los, para superá-los. É necessário termos criatividade para enfrentar os desafios e agir com ousadia. Sem dúvida nenhuma, a falta de agentes de pastoral tem gerado perda da capacidade missionária e cansaço.

É necessário manter vivas a esperança, a comunhão, a missão e o uso dos meios de comunicação para articular e organizar melhor as pastorais nas comunidades. Todos os agentes de pastoral necessitam criar uma maior consciência que devemos sair da pastoral de conservação para uma pastoral missionária. Os grupos de base, as visitas missionárias e a catequese com inspiração catecumenal são necessários para sairmos dessa pastoral de conservação. Não podemos ser medíocres, achando que está tudo bem, que está tudo normal, quando na realidade não está. Temos percebido uma indiferença e uma apatia muito grande da parte de muitos em relação ao que é necessário ser feito nas pastorais e nas comunidades. Diante do resultado das avaliações feitas pelos agentes de pastoral, o apelo de Jesus de avançarmos para águas mais profundas, e o apelo do Documento de Aparecida para uma conversão pastoral missionária são atuais e urgentes.

A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária (Doc. de Aparecida, 370). É importante frisar que a conversão pastoral não se reduz a mudanças de estruturas e planos, mas principalmente mudança de mentalidade.

Essa mudança de mentalidade implica escutar com atenção e discernir “o que o Espírito está dizendo às Igrejas” (Ap. 2,29) através dos sinais dos tempos em que Deus se manifesta. Não há comunidade cristã que não seja missionária. Se ela esquece a missão, deixa de ser cristã. Portanto, a vida das comunidades é missão.

O Papa Francisco, em visita ao Rio de Janeiro em julho de 2013, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude enfatizou que “não podemos ficar fechados na paróquia, em nossa comunidade, em nossa instituição paroquial ou em nossa instituição diocesana, quando tantas pessoas estão esperando o Evangelho”.

Sair, enviados, não é simplesmente abrir a porta para que venham, para acolher, mas sair pela porta para buscar e encontrar. Percamos o medo e a timidez de sair. Saiamos, saiamos para levar a todos a vida de Jesus Cristo. “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede (Jo 6,35).

Portanto, toda a Igreja é convidada a sair agora para o encontro com Cristo vivo e com os irmãos em um mundo que clama por melhores condições de vida. Na Alegria do Evangelho n. 20-24, o Papa Francisco lança um vigoroso chamado para que todo o povo de Deus saia para evangelizar.

Quero mencionar também as muitas reflexões e atividades que foram feitas sobre os cristãos leigos e leigas, como sujeitos eclesiais da ação evangelizadora, na sociedade e na Igreja, durante o Ano Nacional do Laicato promovido pela Igreja no Brasil, no ano passado. Os leigos e leigas são Igreja, e não apenas pertencentes à Igreja.

É necessário que nos dediquemos para que a paróquia seja mais discípula, e por isso, mais missionária. Na Igreja tudo tem um objetivo missionário. Comunidades que compõem a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, suas Vidas são Missão.

Que o mesmo Espírito que animou Jesus em sua missão, e que animou os primeiros discípulos no início da missão da Igreja anime e fortaleça a todos e a todas.

Padre Tarcísio.

‘‘MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA’’

Neste mês de dezembro minha reflexão será sobre a missão profética da igreja.

 

A igreja, enquanto caminha na história, se sente solidária com todos os seres humanos, sobretudo com os pobres, comungando com seus sofrimentos e vivendo suas esperanças (documento conciliar, alegria e esperança, nº 1). No cerne de suas preocupações estão a pessoa humana, que deve ser salva, e a sociedade, que deve ser renovada (documento conciliar alegria e esperança nº 3).

 

 

No momento presente de tão radicais mudanças culturais, em que se verifica uma profunda crise de valores, o crescimento de várias formas de violência, intolerância e preconceitos, ameaças a direitos conquistados a duras penas pelo povo, ameaças à democracia, destruição da natureza e do meio ambiente, é dever da igreja proclamar a boa nova e a verdade do evangelho, a palavra profética de Jesus Cristo. Evangelizar é uma ação eminentemente profética, anúncio de uma boa nova portadora de esperança. A profecia será, pois, a forma mais eficaz de anunciar a boa nova.

 

Dentre tantas propostas ou palavras comunicadas, discernir a verdade e o melhor nem sempre é fácil. Precisamos nos treinar para isso, com a exercitação dos sentidos e da experiência. A profecia na bíblia, para ser legítima e crível, foi exercida e experimentada dentre o antigo povo de Deus. Mas a profecia não trata simplesmente de se adivinhar sobre o futuro, e sim ouvir o que a pessoa fala em nome de Deus. A verdadeira profecia é mostrada na realização do que o profeta está dizendo.

 

Os profetas no antigo testamento fizeram uma autêntica experiência de Deus, que os levaram a consciência de que Deus não quer a opressão dos grandes sobre os pequenos, a exploração, a idolatria, as grandes potências dominando os pequenos e os pobres. O profeta é a consciência crítica de Deus na sociedade, diante de seus erros e injustiças.

 

A palavra profética, por vezes, é crítica, quando estão em jogo a dignidade da pessoa, a sacralidade da vida, a justiça social e a forma de viver a religião.

 

Os profetas ensinam que a finalidade de tudo é Deus, que nos criou para o amor. Eles nos dão a base para o exercício da fraternidade, a promoção da justiça, da misericórdia e da promoção da vida plena e de sentido para todos.

 

Precisamos de modo especial, a partir de nossas comunidades eclesiais, fazer a conscientização para o exercício da profecia dentro da realidade política, social, econômica e cultural em que vivemos.

 

A dimensão profética é dimensão essencial da missão evangelizadora da igreja. Não deixemos morrer a profecia! É tempo de profecia!

 

Que Jesus, o profeta por excelência, nos abençoe e nos conduza nos caminhos da profecia.

 

Padre Tarcísio

‘‘SEDE, POIS, SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO’’

O Senhor escolheu cada um de nós “para sermos santos e íntegros diante dele, no amor” (Ef 1,4).

 

Neste mês de novembro, em que celebramos a festa de todos os santos e santas de Deus e da humanidade, quero refletir com vocês sobre a santidade, pois todo cristão é chamado à santidade. “Sede, pois, santos, porque eu sou santo” (Lv 11,45; cf 1Pd 1,16). O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: “munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho”.

 

 

Para ser santo, não é necessário ser bispo, padre, religiosa ou religioso. Muitas vezes, achamos que a santidade esteja reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. Santidade não é fuga do mundo. Estamos no mundo e não somos do mundo, ou seja, nós nos santificamos procurando transformar as coisas erradas do mundo segundo a vontade de Deus. Portanto, devemos viver a santidade no mundo.

 

Na Igreja, santa e formada por pecadores, encontramos tudo o que precisamos para crescermos rumo à santidade. O Senhor nos cumulou de dons com a Palavra, os Sacramentos, a vida das comunidades, o testemunho dos santos e santas, e uma beleza multiforme que deriva do amor do Senhor. Esta santidade a que o Senhor nos chama irá crescendo com pequenos gestos. Por exemplo, alguém vai à feira, encontra uma pessoa conhecida, começam a falar e surgem críticas. Mas um diz consigo: “Não! Não falarei mal de ninguém”. Isso é um passo rumo à santidade. Depois alguém nos faz mal, nos prejudica imensamente, e nós não vingamos e retribuímos com o bem. Ou então podemos atravessar um momento de angústia e sofrimento, mas lembramos do amor de Deus e rezamos com fé. É mais um passo.

 

O Papa Francisco nos exorta a não termos medo da santidade. Ela não nos tirará forças, nem vida, nem alegria. Muito pelo contrário, chegaremos a ser o que Deus pensou quando nos criou e seremos fiéis ao nosso próprio ser. Cada cristão, quanto mais se santifica, tanto mais fecundo se torna para este mundo dilacerado pelo ódio, pela discórdia e marcado por tantas situações de violência e morte.

 

Somos chamados a sermos evangelizadores e evangelizadoras, com espírito, nos abrindo sem medo à ação do Espírito, e assumindo a nossa missão de ser sal, luz e fermento no mundo, onde quer que nos encontremos.

 

Diz o Papa Francisco, na exortação apostólica sobre a chamada à santidade no mundo atual, nº 34: “Não tenhas medo de apontar para mais alto, de te deixares amar e libertar por Deus. Não tenhas medo de te deixares guiar pelo Espírito Santo. A santidade não te torna menos humano, porque é o encontro da tua fragilidade com a força da graça”.

 

Só Deus é santo, e Ele é a fonte de toda santidade. Mas como ele nos ama com amor eterno, Ele nos concede a graça de participarmos da sua santidade. E ao seu amor por nós, devemos corresponder com uma vida santa.

 

Jesus explicou, com toda simplicidade, o que é ser santo; assim o fez quando nos deixou as bem aventuranças (Mt 5,3-12; Lc 6,20-23). Estas são como que a carteira de identidade do cristão, o verdadeiro caminho para a perfeição, para a santidade. Assim se cada um de nós quiser saber como fazer para se tornar um bom cristão, é só cada qual, a seu modo, realizar aquilo que Jesus propõe no sermão das bem-aventuranças.

 

A palavra “feliz” ou “bem aventurado” torna-se sinônimo de “santo”, porque expressa que a pessoa fiel a Deus e que vive a sua Palavra alcança, na doação de si mesma, a verdadeira felicidade.

 

Concluo essa minha palavra incentivando a todos e a todas a trilharem o caminho da santidade, e que nossas pastorais e a vida de nossas comunidades sejam Oásis de santidade para o povo de Deus. E faço minha a palavra do Papa Francisco, o mundo precisa de santos; e eu acrescento, nossas comunidades eclesiais precisam de santos e santas.

Padre Tarcísio.

CAMPANHA MISSIONÁRIA 2018

Neste mês, quero refletir com vocês sobre a Campanha Missionária realizada todos os anos no mês de outubro. Esta campanha é promovida pelas pontifícias obras missionárias.

 

O mês missionário tem sua origem no Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo de outubro, este ano será dia 21). A data foi instituída pelo papa Pio XI em 1926, como dia de oração e ofertas em favor da evangelização dos povos. A inspiração vem do mandato de Jesus para anunciar a Boa Nova entre todas as nações.

 

 

O tema deste ano é: Enviados para testemunhar o Evangelho da paz. E o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). O tema e o lema estão em continuidade com a Campanha da Fraternidade deste ano que nos mostrou a urgência em superar a violência, promovendo uma cultura de paz, pois somos todos irmãos. E Jesus, o grande missionário do Pai, veio nos revelar o Reino da fraternidade universal, proclamando e testemunhando que Deus é Pai e que somos todos irmãos e irmãs.

Diante de uma sociedade marcada pela violência e pela cultura da morte, Deus nos chama a sermos instrumentos de paz onde nos encontrarmos. Os altos índices de violência são alarmantes e se tornam um desafio à nossa missão, principalmente nos centros urbanos. Segundo dados do Atlas da Violência de 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública de São Paulo, o Brasil tem uma taxa de homicídios 30 vezes maior que a Europa. Dentre os afetados pelo crescente número de homicídios, um grupo que se destaca: é o dos jovens. Nos anos de 2006 e 2010, o Brasil assistiu a um aumento de 23,3% nos assassinatos de seus jovens, representando 53,7% das vítimas totais no país, ou seja, 33.590 óbitos, e especificamente 94,6% são homens. Em 15 anos, se matou uma pessoa a cada 10 minutos, são 786 mil pessoas assassinadas, número maior que o das guerras da Síria e do Iraque. O número de mortes violentas também é um retrato da desigualdade racial no país, onde 71,5% das pessoas assassinadas são negras e pardas. É necessário unir forças e esforços para enfrentar a violência. Diante de tantas necessidades pastorais, de tantas situações de injustiça e violência, nos fecharmos em nossas instituições, salões e templos seria um contra-testemunho evangélico, e estaríamos negando a natureza da Igreja, que é missionária. Igreja em saída é sermos uma Igreja próxima, aberta, capaz de sair de si para ir ao encontro das pessoas, por caminhos novos, como profecia para a sociedade. Este movimento de saída renova a nossa vida e revitaliza a Igreja. Saiamos sem medo para comunicar a todos o Evangelho da vida e da paz, para vencermos a violência e a cultura de morte que está tão enraizada em nossa sociedade.

 

O objetivo da campanha missionária é sensibilizar, despertar vocações missionárias, criar sempre maior consciência missionária nas comunidades eclesiais e em suas lideranças.

 

Neste mês dedicado às missões, cada comunidade da paróquia deve dizer com ardor missionário e com consciência: nossa vida é missão. E assumir para valer este compromisso, através de gestos e atitudes missionárias. Chamo a atenção de todos e todas para o nosso projeto de visitas missionárias, que deve ser assumido por todas as forças vivas e atuantes das comunidades que compõem a paróquia. Este projeto nos ajudará a concretizar a missão permanente, que é uma das cinco urgências na ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

 

A missão é de Deus, com a qual devemos colaborar. Os batizados receberam “a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus” e “de estabelecê-lo em todos os povos” (Documento Conciliar, Luz dos Povos 5 ) . Não podemos fugir dessa responsabilidade. O Documento de Aparecida destaca a corresponsabilidade missionária de todos os batizados. Todos somos discípulos missionários de Jesus Cristo a serviço da vida, da fraternidade e da paz.

 

Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização de homens e mulheres em cada ambiente (Documento de Aparecida 171).

 

Vivamos intensamente o mês missionário, nos fortalecendo no espírito missionário e nos comprometendo com uma Igreja de saída, como nos pede nosso amado papa Francisco. Saiamos, saiamos para anunciar e testemunhar que “Cristo é nossa paz. De dois povos, ele fez um só. Na sua carne derrubou o muro da separação: o ódio” cf. Ef 2,14.

 

Coragem! Vamos em frente! Eis que chegou a nossa hora missionária.

 

Deus os abençoe.

Padre Tarcísio.

Setembro: mês da Bíblia

Desde 1971, a Igreja Católica presente no Brasil dedica o mês de setembro à Bíblia.

 

A Bíblia é um conjunto de 73 livros que contêm a Palavra de Deus, a revelação de seu amor eterno por nós, seu povo amado.

 

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019 destaca como urgência na evangelização a animação bíblica da vida e da pastoral.

 

 

Portanto, a pastoral, a ação evangelizadora da Igreja, não pode estar desvinculada da Palavra de Deus. O discípulo missionário é convidado a redescobrir o contato pessoal e comunitário com a Palavra de Deus, como lugar privilegiado de encontro com Jesus Cristo. Por isso, temos investido em cursos bíblicos, na leitura orante da Bíblia nos grupos de base, nas reuniões e demais encontros pastorais. Quero destacar a importância da Escola da Palavra, que é formação bíblica de nossa Forania Aparecida, e que na última assembleia diocesana se tornou prioridade pastoral em toda a nossa diocese.

 

A Palavra de Deus é alimento que sacia. Eu abri a boca e ele me fez comer o rolo, dizendo: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca (Ez 3,2-3).

 

No contexto da vocação de Ezequiel, o profeta é convidado a engolir o rolo da Palavra de Deus, quer dizer, antes de proclamar, ele deve assimilar e saborear. Essa palavra é doce como o mel, na boca do profeta. O Salmo reza que as palavras do Senhor são “mais doces que o mel e que o licor de um favo” (Sl 19,11). O profeta Jeremias, ao recordar sua vocação, comenta: “Bastava descobrir tuas palavras e eu já as devorava, tuas palavras para mim são prazer e alegria do coração” (Jr 15,16).

 

A comparação entre a palavra e o alimento nos levaria ao deserto, onde Deus enviou o maná, “para mostrar que não só de pão vive o ser humano, mas de tudo o que procede da boca do Senhor” (Dt 8,3). A afirmação será retomada por Jesus, no contexto da tentação no deserto (Mt 4,4).

 

A palavra de Deus ilumina nossa caminhada de Igreja na construção do Reino de Deus. Como muito bem expressa o Salmo 119, 105: “Lâmpada para meus passos é tua palavra e luz para o meu caminho”. A imagem da lâmpada  da luz destaca, positivamente, a função da palavra em iluminar os passos e o caminho dos discípulos missionários de Jesus Cristo. Permite imaginar o caminhante, em plena escuridão, com a lamparina a romper as trevas e vislumbrar o caminho a seguir. Ao alumiar  caminhada, a palavra orienta toda a conduta humana, passo a passo. O próprio Senhor é a lâmpada que ilumina a treva da vida humana (Sl 1 8 , 1 9 ) . O Novo Testamento compara “a palavra da profecia como uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações” (2 Pd 1,19).

 

Aproveitemos mais uma vez do mês da Bíblia para uma maior valorização e apreço para com a Palavra de Deus. Pois “Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça” (2 Tm 3,16).

 

Que a Palavra de Deus, esteja em nossos lábios, em nossas mentes e em nossos corações, para que a coloquemos em prática.

 

Que Deus abençoe a todos e a todas.

Padre Tarcísio.