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Missa Dominical: às 9h15
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campanha

CAMPANHA MISSIONÁRIA 2018

Neste mês, quero refletir com vocês sobre a Campanha Missionária realizada todos os anos no mês de outubro. Esta campanha é promovida pelas pontifícias obras missionárias.

 

O mês missionário tem sua origem no Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo de outubro, este ano será dia 21). A data foi instituída pelo papa Pio XI em 1926, como dia de oração e ofertas em favor da evangelização dos povos. A inspiração vem do mandato de Jesus para anunciar a Boa Nova entre todas as nações.

 

 

O tema deste ano é: Enviados para testemunhar o Evangelho da paz. E o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). O tema e o lema estão em continuidade com a Campanha da Fraternidade deste ano que nos mostrou a urgência em superar a violência, promovendo uma cultura de paz, pois somos todos irmãos. E Jesus, o grande missionário do Pai, veio nos revelar o Reino da fraternidade universal, proclamando e testemunhando que Deus é Pai e que somos todos irmãos e irmãs.

Diante de uma sociedade marcada pela violência e pela cultura da morte, Deus nos chama a sermos instrumentos de paz onde nos encontrarmos. Os altos índices de violência são alarmantes e se tornam um desafio à nossa missão, principalmente nos centros urbanos. Segundo dados do Atlas da Violência de 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública de São Paulo, o Brasil tem uma taxa de homicídios 30 vezes maior que a Europa. Dentre os afetados pelo crescente número de homicídios, um grupo que se destaca: é o dos jovens. Nos anos de 2006 e 2010, o Brasil assistiu a um aumento de 23,3% nos assassinatos de seus jovens, representando 53,7% das vítimas totais no país, ou seja, 33.590 óbitos, e especificamente 94,6% são homens. Em 15 anos, se matou uma pessoa a cada 10 minutos, são 786 mil pessoas assassinadas, número maior que o das guerras da Síria e do Iraque. O número de mortes violentas também é um retrato da desigualdade racial no país, onde 71,5% das pessoas assassinadas são negras e pardas. É necessário unir forças e esforços para enfrentar a violência. Diante de tantas necessidades pastorais, de tantas situações de injustiça e violência, nos fecharmos em nossas instituições, salões e templos seria um contra-testemunho evangélico, e estaríamos negando a natureza da Igreja, que é missionária. Igreja em saída é sermos uma Igreja próxima, aberta, capaz de sair de si para ir ao encontro das pessoas, por caminhos novos, como profecia para a sociedade. Este movimento de saída renova a nossa vida e revitaliza a Igreja. Saiamos sem medo para comunicar a todos o Evangelho da vida e da paz, para vencermos a violência e a cultura de morte que está tão enraizada em nossa sociedade.

 

O objetivo da campanha missionária é sensibilizar, despertar vocações missionárias, criar sempre maior consciência missionária nas comunidades eclesiais e em suas lideranças.

 

Neste mês dedicado às missões, cada comunidade da paróquia deve dizer com ardor missionário e com consciência: nossa vida é missão. E assumir para valer este compromisso, através de gestos e atitudes missionárias. Chamo a atenção de todos e todas para o nosso projeto de visitas missionárias, que deve ser assumido por todas as forças vivas e atuantes das comunidades que compõem a paróquia. Este projeto nos ajudará a concretizar a missão permanente, que é uma das cinco urgências na ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

 

A missão é de Deus, com a qual devemos colaborar. Os batizados receberam “a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus” e “de estabelecê-lo em todos os povos” (Documento Conciliar, Luz dos Povos 5 ) . Não podemos fugir dessa responsabilidade. O Documento de Aparecida destaca a corresponsabilidade missionária de todos os batizados. Todos somos discípulos missionários de Jesus Cristo a serviço da vida, da fraternidade e da paz.

 

Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização de homens e mulheres em cada ambiente (Documento de Aparecida 171).

 

Vivamos intensamente o mês missionário, nos fortalecendo no espírito missionário e nos comprometendo com uma Igreja de saída, como nos pede nosso amado papa Francisco. Saiamos, saiamos para anunciar e testemunhar que “Cristo é nossa paz. De dois povos, ele fez um só. Na sua carne derrubou o muro da separação: o ódio” cf. Ef 2,14.

 

Coragem! Vamos em frente! Eis que chegou a nossa hora missionária.

 

Deus os abençoe.

Padre Tarcísio.

Dom Guilherme Werlang, bispo de Lajes (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB assina Nota emitida para agradecer a todos que participaram da Coleta durante a Quaresma e para esclarecer alguns pontos importantes.

 

 

Leia a Nota:

 

Nota de agradecimento e esclarecimento

Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)

Agradecimento

 

Caros irmãos e irmãs da Igreja no Brasil! Vimos por meio desta Nota expressar nosso agradecimento por sua participação na Coleta da Solidariedade de 2018.

 

O gesto de colaborar com a Coleta no Domingo de Ramos foi uma expressão de sua espiritualidade quaresmal. Assim, sua vivência dos valores do Evangelho se materializou em recursos para o financiamento de projetos sociais em nosso país.

 

Segundo o Papa Francisco, “ o modo melhor e mais concreto para não fazer do dinheiro um ídolo é compartilhá-lo, dividi-lo com os outros, principalmente com os pobres, ou para levar os jovens a estudar e a trabalhar, vencendo a tentação idolátrica mediante a comunhão. Quando compartilhais e doais o vosso lucro, realizais um gesto de elevada espiritualidade, dizendo concretamente ao dinheiro: tu não és Deus, tu não és senhor, tu não és patrão!”

 

Queremos, pois, em nome de todos os que serão beneficiados por essa coleta, expressar-lhes nossa gratidão, ao mesmo tempo em que nos dispomos a lhes prestar alguns esclarecimentos.

 

O Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)

 

O Fundo Nacional de Solidariedade é fruto da Campanha da Fraternidade, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, desde 1964, convida os católicos, no período quaresmal, a refletir e agir sobre a situação dos mais pobres e vulneráveis, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja.

 

O Fundo Nacional de Solidariedade presta um serviço a caridade e busca a emancipação cidadã, fomentando o desenvolvimento comunitário, valorizando práticas e culturas locais, priorizando financiamentos a empreendimentos autogestionários e ambientalmente sustentáveis.

 

O Fundo Nacional de Solidariedade é formado a partir dos 40 % das coletas nas missas do Domingo de Ramos, realizada em todas as dioceses do Brasil. Ele tem sido gerido por um Conselho Gestor, formado por quatro membros natos (o bispo Secretário Geral da CNBB, o bispo Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o Ecônomo da CNBB e o Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade e alguns membros nomeados o Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o representante dos secretários executivos dos Regionais da CNBB,  uma assistente social da CNBB, um colaborador da CNBB que acompanha os projetos do FNS e um representante da Caritas Nacional).

 

O Conselho Gestor se encontra ao menos três vezes por ano para o estudo e a aprovação dos projetos recebidos.

 

Projetos apoiados pelo FNS

 

Anualmente, é publicado um edital, com as exigências que devem ser observadas por aqueles que apresentam projetos. O edital dos anos anteriores está disponível no site. (fns.cnbb.org.br)

 

Os projetos para o FNS podem ser apresentados por Regionais da CNBB, por Dioceses, Paróquias, Grupos organizados, Associações, Pastorais, Entidades Sociais sem fins lucrativos etc.

 

Os projetos são classificados em 3 eixos: (1º) Formação e capacitação; (2º) Mobilização para conquista e efetivação de Direitos; (3º) Superação de vulnerabilidade econômica e geração de renda (projetos produtivos).

 

Ao ser apresentado, um pedido de recursos deve ter a carta de um Bispo. Além disso, é preciso levar em conta que: (1) a entidade proponente e executora do projeto deverão ser a mesma; (2) a instituição deverá indicar sua conta corrente (pessoa jurídica, seu CNPJ) e comprovar a regularidade de sua situação; (3) antecipar qual será a sua contrapartida, monetária ou em bens e serviços; (4) demonstrar como será a continuidade do projeto; (5) levar em conta que o projeto deve responder a problemas ou necessidades de grupos sociais ou segmentos de excluídos.

 

O Conselho Gestor do FNS prioriza projetos de caráter inovador e com potencial multiplicador, e não apoia projetos para manutenção institucional.

 

Excepcionalmente, neste ano a Presidência da CNBB apresentará a 56ª Assembleia Geral da CNBB a proposta de destinar a Diocese de Roraima 40% dos recursos do FNS, para os trabalhos que envolvem a acolhida dos migrantes venezuelanos.

 

Uma vez aprovados os projetos, é publicada uma lista deles no site da CNBB- Fundo Nacional de Solidariedade (fns.cnbb.org.br). Esperamos ampliar a prestação de contas com dados ainda mais completos.

 

Projeto aprovado para a ABONG

 

Dentre os 237 projetos aprovados com os recursos da Campanha da Fraternidade de 2017, um deles foi apresentado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG. Essa entidade reúne organizações da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, para o fortalecimento da base associativa. Em nome de cerca de cem organizações – dentre as quais, várias ligadas à Igreja -, a ABONG pediu recursos para a realização do V Encontro dessas entidades, em São Paulo. Esse Encontro tinha como finalidade única e exclusiva discutir o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que é uma agenda política ampla, que tem o objetivo de aperfeiçoar o ambiente jurídico e institucional relacionado às Organizações da Sociedade Civil e suas relações de parceria com o Estado. Assim, a ajuda dada não se destinou a apoiar projetos movidos por ideais divergentes dos valores da fé cristã católica, como por exemplo o aborto. Temos no arquivo do FNS a prestação de contas do evento em questão, bem como todas as notas fiscais, fotografias e a lista de presença do evento.

 

Comprometemo-nos a analisar mais atentamente os projetos que forem apresentados, bem como a prestar maior atenção aos objetivos das entidades proponentes. O Regulamento do FNS está sendo revisto e aprimorado para ser apresentado ao Conselho Permanente da CNBB.

 

Reafirmamos nosso compromisso com Jesus Cristo e sua Igreja. Daí nossa disposição de continuar trabalhando de acordo com a Moral Católica e a Doutrina Social da Igreja, para que “todos os povos tenham vida” (Jo 10,10).

 

Renovamos nossos agradecimentos a todos os que colaboraram com a CF-2018. Cresça, cada vez mais, nosso compromisso com os mais necessitados, segundo o critério apontado por Jesus.

 

A Virgem Maria, Mãe da Caridade, nos ensine a seguir os passos de Jesus no serviço ao próximo.

Brasília, 08 de abril de 2018.

         

Dom Guilherme Antônio Werlang
Bispo de Lajes- SC
Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade – FNS

 

 

Fonte: CNBB

 

 

A Igreja no Brasil se prepara para a Campanha para a Evangelização, que acontecerá do Dia de Cristo Rei até o 3º Domingo do Advento. A iniciativa visa despertar os discípulos missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade com a sustentação das atividades pastorais no Brasil. Nesta edição, é proposto o tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), em sintonia com o Ano Nacional do Laicato, que terá início no mesmo dia da Campanha.

 

Outro objetivo da Campanha é favorecer a vivência do tempo litúrgico do Advento e mobilizar os católicos do Brasil para uma Coleta Nacional que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil. Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

 

Coleta

 

O gesto concreto da Campanha para a Evangelização é a Coleta do 3º Domingo do Advento. De acordo com a Comissão Episcopal responsável pela campanha, pretende-se com os recursos arrecadados neste ano apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil promovidas pelos cristãos leigos e leigas no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.

 

A colaboração na Coleta será partilhada, solidariamente, entre as dioceses, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que terão 20%; e a CNBB Nacional, que contará com 35% das contribuições.

Neste mês quero refletir com você sobre a Campanha Missionária realizada todos os anos no mês de outubro. Esta campanha é promovida pelas pontifícias obras missionárias.

 

 

O mês missionário tem sua origem no Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo de outubro, este ano dia 22). A data foi instituída pelo papa Pio XI em 1926, como dia de oração e ofertas em favor da evangelização do povos. A inspiração vem do mandato de Jesus para anunciar a Boa Nova entre todas as nações.

 

O tema deste ano é: A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída. E o lema: Juntos na missão permanente. O lema reforça a importância de caminharmos unidos, como Igreja, povo de Deus e anunciar a Boa Nova em todos os tempos e lugares. Fechar-se à dimensão missionária implica fechar-se ao Espírito Santo, sempre presente, atuante, impulsionador e defensor. Diante de tantas necessidades pastorais, de tantas situações de injustiças e de violências, nos fecharmos em nossas instituições, salões e templos seria um contra-testemunho evangélico, e estaríamos negando a natureza da Igreja, que é missionária. Igreja em saída é sermos uma Igreja próxima, aberta, capaz de sair de si para ir ao encontro das pessoas, por caminhos novos, como profecia para a sociedade. Este movimento de saída renova a nossa vida e revitaliza a Igreja. Saiamos sem medo para comunicar a todos as riquezas e os valores do Evangelho de Jesus Cristo, que salva e liberta.

 

O objetivo da campanha missionária é sensibilizar, despertar vocações missionárias, criar sempre maior consciência missionária nas comunidades eclesiais e em suas lideranças. Não podemos nos esquecer de que comunidade missionária é compromisso de todos.

 

Neste mês dedicado às missões, cada comunidade da paróquia deve dizer com ardor missionário e com consciência: nossa vida é missão. E assumir para valer este compromisso, através de gestos e atitudes missionárias. Chamo a atenção de todos e todas para o nosso projeto de visitas missionárias, que deve ser assumido por todas as  forças vivas e atuantes das comunidades que compõem a paróquia. Este projeto nos ajudará a concretizar a missão permanente, que é uma das cinco urgências na ação evangelizadora da Igreja no Brasil. A missão com a qual devemos colaborar é de Deus. Os batizados receberam “a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus” e “de estabelecê-lo em todos os povos” (documento conciliar, Luz dos Povos 5). Não podemos fugir dessa responsabilidade. O Documento de Aparecida destaca a corresponsabilidade missionária de todos os batizados. Todos somos discípulos missionários a serviço de Jesus Cristo. Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização de homens e mulheres em cada ambiente (Documento de Aparecida 171).

 

Vivamos intensamente o mês missionário, nos fortalecendo no espírito missionário e nos comprometendo com uma Igreja de saída, como nos pede nosso amado papa Francisco e a Campanha Missionária deste ano. Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo!

 

Que Jesus, o grande missionário do Pai, anime e abençoe a todos e a todas, para que juntos assumamos a missão permanente.

 

Que possamos evangelizar com amor, ardor, alegria e misericórdia, inspirados por Maria.

 

Padre Tarcísio.

A quaresma e a Campanha da Fraternidade

– A Quaresma é o tempo que nos encaminha para a Páscoa. ‘‘A Liturgia quaresmal prepara para a celebração do mistério pascal tanto dos catecúmenos, fazendo-os passar por diversos degraus da iniciação cristã, como os fiéis que recordam o próprio Batismo e fazem penitência.” É um tempo em que fazemos caminho para a Páscoa, motivados pela Palavra e unidos aos sentimentos de Jesus Cristo, cultivando a oração, o amor a Deus e a solidariedade fraterna.

campanha-da-fraternidade-2017

– ”Convertei-vos e crede no evangelho”! A Quaresma é um tempo forte de penitência e de mudança de vida (metanóia), que nos insere no mistério de Cristo, que se traduz na retomada do rumo de Deus, segundo a imagem da parábola do filho pródigo. Conversão que possibilita o retorno da dispersão para a nascente inesgotável da vida, que é a Pascoa de Jesus. Neste horizonte a Igreja reza: ”Daínos , no tempo aceitável, um coração penitente, que se converta e acolha o vosso amor paciente”.

– O insistente apelo à penitência e conversão não apresenta na dinâmica da ”tristeza”, mas de uma ”sóbria alegria”, alimentada pela esperança. ”Vós concedeis, Senhor, aos cristãos esperar com alegria, cada ano, a festa da Páscoa”. Quaresma é tempo de conversão, por isso tempo de intensa alegria. Alegria, porque iniciamos nossa caminhada rumo a Páscoa do nosso Salvador Jesus. Se, por um lado, a recordação do sofrimento de Jesus com sua morte na cruz produz em nós uma dor, a Ressurreição nos traz a certeza da vitória e a Quaresma passa a ser um tempo de alegria, pois nos aproxima de Deus e dos nossos irmãos.

– A Quaresma, isto é, quarenta dias, é um tempo de graça e de bênção, marcado pela escuta da Palavra de Deus; de reconciliação com Deus e com os irmãos. Tempo de oração, de jejum como disponibilidade, entrega e docilidade à vontade do Pai; de partilha de bens e de gestos solidários, de atenção misericordiosa com os pobres necessitados.

– A Campanha da Fraternidade quer ajudar a construir uma cultura de fraternidade, apontando os princípios de justiça, denunciando ameaças e violações da dignidade e dos direitos, abrindo caminhos de solidariedade. A vida fraterna é a síntese do Evangelho quanto às relações humanas e testemunha a nossa dignidade como verdadeiros filhos e filhas de Deus.

– A Campanha acontece no tempo forte da Quaresma. Neste tempo litúrgico a prática da esmola, da oração, do jejum, a conversão e a Campanha da Fraternidade tornam-se oportunidades de experimentar a espiritualidade pascal capaz de gerar, ao mesmo tempo, a conversão pessoal, comunitária e social. A Campanha da Fraternidade de 2017 se apresenta como um instrumento à disposição das comunidades cristãs e de todas as pessoas de boa vontade para enfrentar, com consciência critica, o lema: ”Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15), com o tema: ”Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”. Uma pessoa de fé que faz sua caminhada quaresmal rumo à Páscoa, ao tomar consciência da realidade do como são tratados os biomas brasileiros, não poderá ficar indiferente.

– A Campanha da Fraternidade é uma verdadeira iniciação à fé e à sua prática. A conversão quaresmal é, ao mesmo tempo, um voltar-se para Deus, para o próximo e para a vida da criação que nos cerca. O enfoque da Iniciação a Vida Cristã da Quaresma próprio do ciclo do Ano A, ressalta que a conversão e a adesão à vida de fé em Jesus Cristo implicam uma nova postura diante da realidade em que se encontra a vida nos diversos biomas brasileiros. Como é que alguém poderá celebrar a Páscoa ou os sacramentos que o inserem no mistério de Cristo alheio à vida da criação na qual está mergulhado e que o sustenta?

Saiba mais sobre a Campanha da Fraternidade 2017 lendo nosso boletim informativo.

1. As igrejas que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) assumem como missão expressar em gestos e ações o mandato evangélico da unidade, que diz: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste“ (Jo 17,12).

2. O testemunho ecumênico coloca–se na contramão de todo tipo de competição e de proselitismo, tão frequentes no contexto religioso. É uma clara manifestação de que o diálogo e o testemunho conjunto são possíveis. É um apelo dirigido a todas as pessoas religiosas e de boa vontade para que contribuam com as suas capacidades para a promoção da convivência, da justiça, da paz e do cuidado com a criação. É, também, uma comprovação de que Igrejas irmãs são capazes de repetir dons e recursos na sua missão.

3. A caminhada ecumênica realizada pelo CONIC tem mais de três décadas. É uma trajetória marcada por fraternidade, confiança, parceria e protagonismo. Dessa trajetória, podem ser destacados como expressões concretas de comunhão fraterna as três Campanhas da Fraternidade Ecumênicas, realizadas nos anos 2000, 2005 e 2010. Todas elas marcaram profundamente a vida das Igrejas que nelas se envolveram.

4. A motivação para essas Campanhas fundamentou-se na compreensão de que, no centro da vivência ecumênica, está a fé em Jesus Cristo. Isso se deu, porque no centro o movimento ecumênico está marcado pela ação e pelo desafio de construir uma casa comum (oikoumene) justa, sustentável e habitável para todos os seres vivos. Essa luta é profética, pois questionas estruturas que causam e legitimam vários tipos de exclusão: econômica, ambiental, social, racial e étnica. São discriminações que fragilizam a dignidade de mulheres e homens.

5. É exatamente isso que acontece quando, neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) coloca outra vez à disposição do CONIC a Campanha da Fraternidade, seu mais conhecido projeto de evangelização.

6. Com esse espírito, no ano 2000, na virada do milênio e no contexto do grande jubileu, foi realizada a primeira  Campanha da Fraternidade Ecumênica com o tema “Dignidade humana e paz“ e com o lema “Novo milênio sem exclusões”. No ano de 2005, foi realizada a segunda Campanha da Fraternidade Ecumênica. O tema foi “Solidariedade e paz” e o lema “Felizes os que promovem a paz”. A campanha ecumênica de 2010 provocou o debate sobre o papel da economia na sociedade. O tema foi “Economia e vida“, aprofundado com o lema bíblico “Vocês não podem servir ao Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24c).

7. A Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 apresenta o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade” e tem como lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,240). O objetivo principal é assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas publicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum.

8. Nesse tema e nesse lema, duas dimensões básicas para a subsistência da vida são abarcadas a um só tempo: o cuidado com a criação e a luta pela justiça, sobretudo dos países pobres vulneráveis. Nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogo que contribuam para a reflexão critica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia. Faremos essa reflexão a partir de um problema especifico que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos, que é a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico em nosso país.

9. Perguntamos: como estão estruturadas as nossas cidades? Quem realmente tem acesso ao saneamento básico? No ano de 2014, o sudeste do Brasil viveu uma das maiores crises hídricas já registradas na historias do país. Quem foi responsabilizados por isso? Por que os serviços de saneamento básico, considerados como direito humano básico pela organização das Nações Unidas, estão em disputas?

10. Com essa CFE colocamo-nos em sintonia com o conselho Mundial de Igrejas e também com o Papa Francisco. Ambos têm chamado a atenção para o fato de que o atual modelo de desenvolvimento está amealhando a vida e o sustendo de muitas pessoas, em especial as mais pobres. É um modelo que destrói a biodiversidade. A perspectiva ecumênica aponta para a necessidade de união das igrejas diante dessa questão. Nossa Casa Comum está sendo ameaçada. Não podemos, portanto, ficar calados. Deus nos convoca para cuidar da sua criação. Promover a justiça climáticas, assumir nossas responsabilidades pelo cuidado com a Casa Comum e denunciar os pecados que ameaçam a vida no planeta é a missão confiada por Deus a cada um de nós.

11. É uma alegria compartilhar que nessa CFE, além das cinco igrejas que integram o CONIC, somaram forças também: a aliança de Batistas do Brasil, o Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) e a visão mundial. Outra novidade é que a IV Campanha da Fraternidade Ecumênica será internacional, porque a Misereor, organização dos bispos católicos alemães para a cooperação e o desenvolvimento, integrou-se nesse mutirão. Nossa oração e desejo é que, mais igrejas e religiões entrem nessa caminhada.

 

E por que discutir sobre saneamento básico no Brasil?

 

campanha-da-fraternidade-2016

 

1. Como já dissemos, o abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos, o controle de meios de transmissores de doenças e a drenagem de águas pluviais são medidas necessárias para que todas as pessoas possam ter saúde e vida dignas.

2. A combinação do acesso á água potável e ao esgoto sanitário é condição para se obter resultados satisfatórios também na luta para a erradicação da pobreza e da fome, para a redução da mortalidade infantil e pela sustentabilidade ambiental. Há que se ter em mente que “justiça ambiental“ é parte da “justiça social”.

3. Segundo o relatório “Progresso no Saneamento e Água Potável –Atualização e Avaliação dos ODMs 2015” da UNICEF e da Organização Mundial de Saúde (OMS), 2,4 bilhões de pessoas ficaram sem acesso ao saneamento melhorado no ano de 2015.

4. O Índice de Desenvolvimento do Saneamento no Brasil foi de 0,581. Essa posição é inferior aos países desenvolvidos, mesmo frente a vários países da América do Sul.

5. Muito embora tenhamos uma lei que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico, este tema permanece um dos grandes desafios para a qualidade de vida de todas as pessoas.

6. A responsabilidade pela Casa Comum E todos, dos governantes e da população. As comunidades cristãs são convocadas por esta Campanha da Fraternidade Ecumênica a mobilizar em todos os municípios grupos de pessoas para reclamar a elaboração de planos de Saneamento Básico e exercer o controle social sobre as ações de sua execução.

7. Essa ação será orientada pelo tema da CFE “Casa Comum, nossa responsabilidade” e inspirada e iluminada pelo lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). Para tanto, assumimos os seguintes objetivos:

 

Objetivo geral:

 

Assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum.

 

Objetivo específicos:

 

1. Unir igrejas, diferentes expressões religiosas e pessoas de boa vontade na promoção da justiça e do direito ao saneamento básico;

2. Estimular o conhecimento da realidade local em relação aos serviços de saneamento básico;

3. Incentivar o consumo responsável dos dons da natureza, principalmente da água;

4. Apoiar e incentivar os municípios para que elaborem e executem o seu plano de Saneamento Básico;

5. Acompanhar a elaboração e a execução dos planos Municipais de Saneamento Básico;

6. Desenvolver a consciência de que políticas públicas na área de saneamento básico apenas tornar-se-ão realidade pelo trabalho e esforço em conjunto;

7. Denunciar a privatização dos serviços de saneamento básico, pois eles devem ser política pública como obrigação do Estado;

8. Desenvolver a compreensão da relação entre ecumenismo, fidelidade à proposta cristã e envolvimento com as necessidades humanas básicas.