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pastoral

A Igreja iniciou junto com a Festa de Cristo Rei, no último dia 26 de novembro, o Ano Nacional do Laicato, com o tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída, a serviço do Reino” e com o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo”; os doze delegados que compõem a comissão do Laicato da Paróquia Nossa Senhora de Fátima marcaram presença nesse dia, o evento aconteceu no prédio da Antiga Philips. A iniciativa, de acordo com o Papa Francisco, deseja fazer crescer a consciência da identidade e da missão dos leigos e leigas na igreja.

 

 

Para vivenciar a proposta do Ano, a Comissão Especial para o Ano do Laicato preparou subsídios que contêm orientações metodológicas para as comunidades. Um deles é composto por orientações para os grupos de reflexão, e o outro por propostas de celebração.

 

O que é o ano do laicato?

 

Esse é o ano instituído pela CNBB para que meditemos e concentremos nossas reflexões sobre a importância da cooperação dos leigos para evangelização na atuação da Igreja no mundo. Os leigos têm papel importantíssimo para a evangelização, porque eles estão em lugares em que os padres, pelo número que são e pela função que às vezes exercem, não estão. Uma das funções do laicato é mostrar força e a presença da Fé Cristã Católica pelo mundo.

 

Qual a função do leigo na vida da Igreja?

 

Na vida da Igreja, o leigo tem um lugar especial porque ele é chamado a exercitar o sacerdócio comum recebido no batismo. No batismo, todos nós ouvimos de Cristo que fomos feitos sacerdotes, profetas e reis, e cada um, na vocação a que foi chamado, pode e deve exercer esse sacerdócio com a mesma profundidade, com o mesmo empenho missionário e também extraordinariamente com o mesmo efeito.

 

O leigo que atua a partir do sacerdócio comum na sua comunidade, sua família, seu local de trabalho estende a Igreja para além do culto, para além da reunião da assembleia. De modo que sem o leigo não conseguiríamos fazer a evangelização ser tão grandiosa como é. O fato da pessoa batizada assumir a grandeza de ter sido chamado a ser filho e filha de Deus é o que faz com que a Igreja se torne universal. Onde quer que esteja um leigo engajado que assume seu batismo, valoriza a fé que recebeu e que professa, aí também estará a Igreja.

 

Dom Severino Clasen afirma: ‘‘O Ano Nacional do Laicato nos empolga e fomenta em nós uma feliz e agradável expectativa, para juntos escutarmos o que diz o Espírito Santo aos nossos corações e assumirmos a ação transformadora na Igreja e no mundo.’’

Eduardo – Pascom

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Os membros da Pascom de nossa comunidade, em uma de suas reuniões, ao debaterem o que seria importante para a nossa comunidade, resolveram trazer para o Jornal Boa Notícia, artigos que contemplassem a ligação entre os pais e a educação escolar de seus filhos.

 

 

Já é hora, portanto, de avançarmos na reflexão da delicada relação escola-família. Pois bem, muitos pais se acham no direito de cobrar da instituição escolar atitudes educativas que ela considera dever da família, outros se manifestam totalmente contrários às posições da escola e que não entende como eles podem manter o filho na mesma.

 

Há um grande número de pais, notadamente entre os que matriculam os filhos em instituição particular, que acreditam poder exigir uma escola sob medida para seus filhos. Isso leva a pedidos ou exigências dos mais absurdos, como a troca de turma para o filho estar com amigos, troca de professor de sala ou de disciplina, maior ou menor quantidade de lição a ser feita em casa etc. Isso sem falar da relação pouco respeitosa que os pais mantêm com as regras de funcionamento da escola, tais como horário de chegada e de saída, datas e prazos, uso de uniforme, uso de telefone celular etc.

 

Por que tais solicitações são absurdas?

 

Porque a escola é o lugar de transição entre família e mundo em que os alunos aprendem, entre outras coisas, a viver sem escolher. Essa é uma das características da vida pública: não escolhemos os colegas com quem iremos trabalhar, as pessoas que estarão ao nosso lado no trânsito, as datas para pagar contas e tributos e as leis que temos de respeitar.

 

Precisamos nos lembrar sempre de que a escola tem o dever de preparar os mais novos para a cidadania. Por isso, demandas dos pais que privilegiam o âmbito privado não fazem sentido algum quando consideramos esse exercício que os filhos devem fazer ao frequentar a escola.

 

Esse aprendizado também tem sido dificultado pelo constatado declínio do trabalho educativo das famílias. Os alunos chegam à escola muitas vezes sem o processo básico de educação em curso. Mas, ao contrário do que muitos professores pensam, isso se deve pouco ao descaso ou à ausência dos pais e mais à nossa cultura que “juveniliza” os adultos. É que os jovens -não me refiro à idade cronológica- têm dificuldades de estabelecer relações educativas com os filhos.

Tal fato tem gerado muitas reclamações por parte da escola, porque os mestres, tanto quanto os pais, também estão submetidos a essa cultura. Uma coisa é certa: pais e professores têm objetivos comuns e precisam constantemente recordar que é a educação dos mais novos o foco de sua tarefa educativa. A maioria dos conflitos entre eles não considera esse ponto, e sim anseios próprios de cada um deles.

 

Enquanto tivermos pais aflitos com o que consideram sofrimento dos filhos na escola e em busca de soluções fáceis e escolas mais comprometidas com novas metodologias e com a busca de determinados perfis de alunos em vez de com o uso do rigor e da exigência para alcançar um ensino de qualidade, a relação entre ambos será, necessariamente, conflituosa e desastrosa. Quem perde são os mais novos, que deveriam nortear todo nosso trabalho.

 

Texto da Psicóloga Rosely Sayão adaptado por Eduardo Ferreira Abreu (Pascom)

Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor. Efésios 6:4

 

PASTORAL DA ESPERANÇA: A pastoral da esperança tem como missão ser presença amiga fraterna e solidária da Igreja junto àqueles que sofrem a dor do falecimento de um ente querido. O trabalho desta pastoral deve lembrar que a vida cristã não está limitada à realidade terrena, mas envolve esse tempo, esse lugar. A pastoral convida a todos para participarem desta obra de misericórdia levando conforto aos que sofrem. O agente da pastoral da esperança é mensageiro de fé, paz, esperança, e amor.

 

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Porque tem sentido uma Pastoral da Esperança? É por causa da fé na ressurreição que nossas preces pelos falecidos têm sentido. É pela fé na ressurreição que a pastoral faz “encomendação do corpo” colocando a pessoa falecida sobre a proteção de Deus.

 

SERVIÇOS DA PASTORAL DA ESPERANÇA:

– Celebrar as exéquias em nome da Igreja.
– Visitas às pessoas enlutadas (fazer um momento de oração com elas), levando conforto espiritual.
– Em alguns casos ter a presença de um agente da pastoral, no momento em que a pessoa recebe o anúncio da morte de um ente querido.
– Presença dos agentes da pastoral, na Missa de quarta-feira na Igreja Matriz da paróquia. Pode-se fazer uma escala, para que cada quarta-feira tenha dois agentes presentes.
– Entregar uma mensagem de conforto, e de esperança, para a pessoa enlutada.

 

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA – VILA FÁTIMA – DIOCESE DE GUARULHOS – SP

CARTA ABERTA AO POVO DE DEUS DAS QUATRO COMUNIDADES QUE COMPÕEM A PARÓQUIA.

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A minha saudação fraterna em Cristo, a todos e a todas.

O objetivo dessa carta dirigida a vocês membros das Comunidades da Paróquia, é para refletir sobre a situação do dízimo e das coletas. Desde 2015, o dízimo e as coletas estacionaram em seus valores em todas as comunidades.  Com o desmembramento da paróquia, nossas receitas de entrada diminuíram 30%, mas as receitas de saída continuam as mesmas. Os gastos da paróquia aumentaram devido a reajustes em todas as áreas. Percebemos que muitos dizimistas não estão reajustando o seu dízimo de acordo com o aumento de seus rendimentos, outros não estão em dia com o dízimo, e tem também muitos membros das comunidades que não são dizimistas. Estamos conscientes da grave crise econômica de nosso país, e que devido a ela, muitos estão desempregados, e que isso também reflete na situação financeira da paróquia. Mas não podemos parar a vida da paróquia por causa da crise.

Conclamamos a todos e a todas que tiverem condições, de reajustarem, e de colocarem em dia o seu dízimo que o façam. E quem ainda não é dizimista, e tenha condições de ser, que procure os agentes da pastoral do dízimo para se inscreverem.

Queremos afirmar que não podemos ficar com valores de entrada do dízimo de 2017, com os mesmos valores de 2015, e 2016, senão como a paróquia vai se auto-sustentar?

A mesma realidade se aplica às coletas dominicais, pois houve uma queda de 30 a 40%.  Nossa situação financeira está chegando ao limite, e podemos afirmar que já estamos no amarelo. Por isso temos que fazer festas, bingos, rifas, etc. para reforçar as receitas de entrada. Queremos contar com o apoio e a compreensão de todos.

Essa situação diz respeito a todos nós que formamos a paróquia, pois somos corresponsáveis pela sua vida espiritual e material.

Queremos nesta carta, agradecer de coração a todos e a todas que tem colaborado com a paróquia, estando em dia com o seu dízimo, ajudando nas campanhas para as construções, nas festas e nas tantas promoções que são feitas. Desde 2008 que estamos realizando construções e reformas, devido às necessidades da paróquia. E não tem faltado o apoio de muitas pessoas generosas de coração. As obras de construção da Igreja São Paulo, na Vila Barros estão bem adiantas, e não podemos parar.

Ressaltamos também que não existem gastos desnecessários ou supérfluos na paróquia. Tudo o que se arrecada vai para o destino certo.

Na certeza de poder continuar contando com o apoio, e a compreensão de todos, os envio a benção de Deus, Pai, Filho, e Espírito Santo.

Padre Tarcísio Anatólio de Almeida, e equipe de finanças.

Tema: ‘‘300 anos de Aparecida e a Pastoral da Saúde no Brasil’’
Lema: ‘‘Maria mãe da vida, da saúde e da criação’’

‘‘ORAR COM OS PÉS’’

O encontro ocorrido no sábado 11/02, marcou os 31 anos de atividades da Pastoral comemorada dia 09 e celebrou o dia Mundial dos enfermos(dia 11). O objetivo foi reunir os agentes da Pastoral de todo o Brasil para uma elaboração conjunta dos 31 anos de serviço à sociedade da pastoral e dos 300 anos do encontro da imagem da Padroeira. Para o Bispo de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Saúde, Dom Roberto Francisco Ferreira Paz, o evento é uma experiência de evangelização e testemunho de Cristo o salvador compassivo, além disso, demonstra a unidade e a comunhão desta Pastoral tão atuante a serviço da população. Dom Roberto ressalta ainda que a Pastoral na Igreja e no testemunho do seu serviço tem o papel fundamental de acolher os irmãos enfermos e lutar por uma saúde pública digna e acessível. Neste mundo Maria a mãe da vida, da saúde e da criação, nos 300 anos do seu aparecimento, nos dê forças, nos anime e nos impulsione a fidelidade ao reino e no compromisso com os mais pobres, afirmou.

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Em 2017 a Pastoral tem como objetivo promover ações nos diversos projetos assumidos na Assembleia Nacional, como capacitação, formação e fortalecimento da presença crítica testemunhal e transformadora, junto aos doentes e trabalhadores da saúde em defesa da vida do povo e do próprio SUS, destacou Dom Roberto.

Na opinião do Bispo a saúde esta em processo de deteorização, desde a aprovação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC 55, já vínhamos de um sub financiamento que nunca conseguiu aplicar o Projeto Lei de iniciativa popular “Saúde + 10”, porém agora o estrangulamento e a carência de dotação orçamentária piorou notoriamente.

Com isso temos o SUS funcionando a mingua e a saúde do povo num quadro muito crítico, com o retorno de velhas doenças e colocando em risco a expectativa de vida que tinha crescido em patamar bem razoáveis.

Após a fala do Dom Roberto, tivemos uma breve palestra sobre Seguridade social, que é o conjunto de Políticas Públicas, cujo fim é amparar e assistir o cidadão e sua família; é uma obrigação do estado que não impede outros órgãos, tais como ONGs, hospitais particulares, entre outros. Falou-se também da Previdência Social que constitui um fundo Público, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões. Segundo a Constituição Federal (1988), a Previdência Social é um direito social, junto com a educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, etc. Existe para minimizar riscos sociais, de um indivíduo em não conseguir sustentar a si ou sua família, em decorrência de incapacidade que o impede de trabalhar; e lhe assegura pagamentos na ausência dos rendimentos do próprio trabalho. O fator previdenciário foi criado para desestimular as aposentadorias precoces. Pois a expectativa de vida ao nascer é de 75 anos, mas essa expectativa quando o indivíduo atinge a faixa de 54 anos sobe para 84 anos (segundo a previdência). Por isso é levado em conta a expectativa de vida ao se aposentar e não ao nascer.

Informações úteis: Telefone da Previdência 135
Site: www.previdencia.gov.br

Pastoral da Saúde

Papa Francisco faz pronunciamento durante missa em hospital dedicado a S‹o Francisco de Assis. FOTO: FELIPE RODRIGUES / JOVENSCONECTADOS

Tema: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).

“Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo”

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de “moer” o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).

Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, “moem” tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.

Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas “notícias más” (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.

Gostaria, portanto, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da “boa notícia”.

A boa notícia

A vida do homem não se reduz a uma crônica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos “óculos” que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os “óculos” certos?

Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o “Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da “boa notícia”, que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.

Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. “Não tenhas medo, que Eu estou contigo»” (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – “Eu estou contigo” – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.

A confiança na semente do Reino

Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os “óculos” adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o “espaço” de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, “como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce” (Mc 4, 26-27).

O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.

Os horizontes do Espírito

A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter “plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade” (Heb 10, 19-20). Através “da força do Espírito Santo”, podemos ser “testemunhas” e comunicadores duma humanidade nova, redimida, “até aos confins da terra” (cf. At 1, 7-8).

A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.

Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi “reimpresso” em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos “canais” vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.

“TEMOS QUE OUVIR AS CRIANÇAS E OLHAR COM O AMOR DE DEUS!”

Dona Matilde dedicou a sua vida e doou seu amor às crianças carentes, mães gestantes, mães que sofriam com a falta de alimento, sem roupas, sem moradia, sem luz, sem água, sem qualidade de vida, abandonadas e até sem amor próprio.

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Foi assim que por onde ela passou deixou um rastro de amor e esperança de uma vida melhor, mesmo que tenha sido com tão pouco para ajudar, mas de um coração enorme, estufado, inflado de ternura e dedicação que cabia todo mundo, e fazia a vida deles um pouco menos sofrida.

Tantas vezes ajudava sem poder, sem ter, mas sabia que aquela pessoa precisava mais do que ela mesma, por isso dividia o que tinha. Todos sabiam que podiam contar com ela, até somente para sentar, conversar e desabafar.

Existem muitas pessoas assim aqui na terra, muitas que se doam de corpo e alma. A Dona Matilde foi uma delas!

Feliz de quem aprendeu com ela e hoje também faz por amor.

Feliz da família que viveu com ela e hoje tem boas lembranças.

Que DEUS esteja sempre presente na vida de quem luta para uma vida melhor com as crianças. Parabéns líderes de ontem, hoje e sempre da nossa Paróquia Nossa Senhora de Fátima pela missão e perseverança.

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Por Teresa Ribeiro

É com muita alegria que estamos comemorando 10 anos da Pastoral da Pessoa Idosa em nossa paróquia, e diocese.

Como você sabe, a família, a comunidade e o poder público devem ser animados a participar desta linda história da construção de uma sociedade mais justa e fraterna, a serviço da vida e da esperança das pessoas idosas.

pastoral-da-pessoa-idosa-guarulhosClique aqui e veja mais fotos da missa festiva

A missão da Pastoral é a promoção e a valorização da pessoa idosa, dando-lhe oportunidade para melhorar sua qualidade de vida, respeitando seus direitos por um processo educativo integrado à família e à comunidade com a formação de redes comunitárias de líderes voluntários que multiplicam o saber e a solidariedade, proporcionando-lhes dignidade e esperança.

A pastoral começou em Guarulhos em 2006, com a primeira formação em nossa paróquia com 10 líderes, hoje somos nas seis comunidades mais de 50 líderes com mais de 270 idosos acompanhados.

Agradecemos a Deus, que nos dá forças e perseverança nesta caminhada, ao nosso pároco, que foi o nosso pioneiro a dar início a esta tão calorosa pastoral e por nos ter confiado a esta missão, e em memória, a coordenadora Nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, Dra. Zilda Arns Neumann.”

Therezinha – Pastoral da Pessoa Idosa”

Promovê-la era nosso dever, mas como fazê-la reinar em meio ao caos? Ser luz para a humanidade é compreender suas adversidades e trazer soluções concretas.

O ser humano, hoje dotado de suas individualidades, vem ao longo do tempo tornando-se cada vez mais desumano. Sua essência reduzida a nada.

“Na crise a crença se revela”. Será?

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A crise hídrica indicou como nosso egoísmo está ativo. A solução era consolidar a união e reservar a maior quantidade de água, para promover o abastecimento de modo igualitário. Porém, o que se viu foi um povo afoito e esgotando o estoque das lojas, afinal, queriam proteger apenas aos seus.

Como fomentar o amor, a religião, se por crenças diversas os povos conduzem-se às guerras? Como dizer sermos caridosos, conscientes, se fronteiras são fechadas e os pedidos de socorro são tratados com indiferença? Como pedir fraternidade se por desejo somos corrompidos e fazemos nossas vontades tornarem-se vigentes?

As pilastras da paz são: amor, fraternidade, igualdade, vontade, compaixão. Uma roda que um ponto conquistado nos leva e eleva a outros, porém quando desrespeitados, os malefícios se estabelecem. Afinal, a paz é uma corrente, por meio da coragem se torna forte e da esperança se revela. A paz é cultivada em pequenos atos diários, exemplos.

Disse Jesus: “Credes agora? Eis que chegará a hora – e ela já chegou – em que vos dispersareis, cada um para sua casa, e me deixareis sozinho. Mas não estou realmente só, porque o Pai está comigo. Eu vos disse tais coisas para terdes paz, estando unidos a mim. O mundo vos fará sofrer. Mas, CORAGEM! Eu venci o mundo!” Que em 2016 venha a MISERICÓRDIA para acalentar os espíritos aflitos e nos trazer a luz e a paz.

Juliana Lira   
Pastoral da Sobriedade – CSALVI

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Há muita gente que não dá importância, mas o dízimo é bíblico! Há, na Bíblia, muitas passagens sobre o dízimo. É uma forma de agradecer a Deus por tudo que Ele nos dá, pois tudo que recebemos vem de Deus.

É o ar que respiramos, o sol que nos acalenta, a chuva que rega a terra, a tão abençoada água, sem a qual não podemos viver.

Muitas vezes passamos despercebidos, e nem sequer nos lembramos de agradecer a Deus. Nem só com palavras, mas também com o nosso gesto concreto de cristão consciente de que a Igreja precisa desta ajuda para a evangelização.

Há muitos anos eu coloquei minha filha Kátia na catequese. Depois, ela recebeu a primeira Eucaristia, mas se afastou da Igreja. Eu sempre a convidava, mas ela dizia: “Quando eu tiver vontade, eu vou.”

pastoral-do-dizimo

E assim passou muito tempo e todo final de ano eu recebia minha folhinha do dízimo.

Um belo dia minha filha me disse: “Quero ser dizimista” e eu respondi “Mas você nem vai à missa!”.

Mesmo assim, eu trouxe os envelopes e ela colocava a sua contribuição e eu levava à Igreja. Não achava muito certo, mas eu fazia isso sem murmurar e nem obrigá-la a nada.

Até que um dia ela chegou toda sorridente, alegre e me disse: “Mãe, eu hoje passei em frente a uma Igreja, me deu vontade de entrar ali. Confessei e comunguei, participei da missa!”. Se a alegria dela era grande, a minha eu acho que foi maior!

Desse dia em diante ela nunca mais faltou às missas aos domingos e começou a trabalhar na Pastoral do Dízimo, onde está até hoje.

Certo domingo, voltando da Santa Missa eu disse para ela: “Nossa, filha, você que nem ia à Igreja levar teus envelopes da contribuição do dízimo, agora trabalha na Pastoral do Dízimo!” E ela respondeu: “É, mãe, tem semente que demora a nascer”.

Matilde
Comunidade Nossa Senhora Aparecida