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tempo

Com a Vigília Pascal iniciamos os cinqüenta dias do Tempo Pascal. Agora tudo é luminoso, a cor será branca, o Círio Pascal, símbolo do Cristo, Ressuscitado, nos acompanhará até o Domingo de Pentecostes, e cantaremos de maneira vibrante, o Aleluia como louvor a Deus que Ressuscitou o seu Filho Jesus. Todo o Tempo Pascal é como se fosse um único dia de festa em honra do Cristo Ressuscitado vencedor da morte e do pecado. Por tudo isso, o Tempo Pascal é uma excelente oportunidade para reavivar a alegria de sermos cristãos, discípulos missionários de Jesus Cristo, agradecer pelo Batismo recebido e confirmar a nossa disponibilidade no seguimento de Jesus Cristo, e na vida em Comunidade. De maneira especial, por estarmos no Ano Nacional do Laicato, reflitamos sobre o Batismo como fonte de todas as vocações, primeiro chamado a sermos todos, sal, luz, e fermento na sociedade, animando as realidades do mundo com os valores do Reino de Deus, e fazendo com que as estruturas da sociedade sejam humanas, e civilizadas, e estejam a serviço do bem comum de todos.

 

 

Sugiro a todos os membros de nossas Comunidades a leitura do livro dos Atos dos Apóstolos durante esse Tempo Pascal. Aí se conta que o Espírito Santo prometido faz nascer a Comunidade Cristã e a impulsiona para o testemunho aberto e corajoso do Cristo Ressuscitado. E também nesse livro encontramos os pilares que sustentam e animam as Comunidades: “Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos Apóstolos (catequese e comunhão), na comunhão fraterna (partilha dos bens e dos dons), no partir do pão (Eucaristia), e nas orações” (At 2, 42).

 

Que a experiência das primeiras Comunidades cristãs sirva de exemplo e estímulo para nossas Comunidades hoje, serem cada do Pão, da Palavra, da Caridade, e da Comunhão.

Padre Tarcísio

Caminhada para a grande celebração da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo

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O mais importante da Quaresma é a Páscoa: a festa central do cristianismo, o ponto alto do ano litúrgico, cuja expressão máxima é a celebração da Vigília Pascal. Durante quarenta dias, a Quaresma, como um grande retiro popular, nos prepara para a festa da Páscoa, ajudando-nos a reviver a experiência do povo de Israel, que amadureceu sua fé na travessia do deserto, e a experiência de Jesus que assume sua missão após intenso tempo de oração e jejum. Percorremos com Jesus o caminho da Cruz e, com ele, passamos através da morte à vida nova que o Pai nos concede pelo seu Espírito. É tempo de deixar tudo o que é velho em nós; tempo de nos abrir à Vida sempre nova que brota da Cruz; tempo de nos tornar uma nova criatura, retomando a opção fundamental de nossa fé feita em nosso batismo, no desejo de um novo começo de nosso seguimento como discípulos do Senhor. A Quaresma, portanto, nos faz um forte e incisivo apelo à conversão, a Jesus Cristo, ao seu Evangelho, e aos valores do Reino ensinados e testemunhados por ele. A oração inicial da missa do 1º domingo da Quaresma nos faz uma boa motivação para sua vivência, dizendo: “Concedei-nos ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa”.

O Papa Francisco nos convida a viver a Quaresma deste ano iluminados pelo Ano Santo Extraordinário da Misericórdia. Que seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus. Quantas páginas da Sagrada Escritura se podem meditar, nas semanas da Quaresma, para redescobrir o rosto misericordioso do Pai! Pode-se aproveitar a própria liturgia da Palavra do dia, e escolher uma delas para fazer a leitura orante. Coloquemo-nos em atitude de maior escuta e de maior atenção à Palavra de Deus.

A Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e vai até a manhã da Quinta-feira Santa.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil promove todos os anos a Campanha da Fraternidade, cuja finalidade principal é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma. A Campanha da Fraternidade ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico: a oração, o jejum e a esmola. Neste ano, o tema da Campanha é “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24).

Pela quarta vez, a Campanha da Fraternidade é realizada de forma ecumênica. As Igrejas que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) assumem como missão expressar em gestos e ações o mandato evangélico da unidade, que diz: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21). O testemunho ecumênico coloca-se na contramão de todo tipo de competição e de proselitismo, tão frequentes no contexto religioso. É uma clara manifestação de que o diálogo e o testemunho conjunto são possíveis.

Convido a todo povo de Deus caminheiro nas quatro comunidades que compõem a paróquia Nossa Senhora de Fátima a viver intensamente a Quaresma deste ano, impulsionados principalmente pelo Ano Santo Extraordinário da Misericórdia. Quero motivá-los e incentivá-los a participar das atividades que acontecerão neste tempo. São elas: Missa da Penitência às sextas-feiras, às 5h45, Via Sacra às sextas-feiras à noite, em todas as comunidades, os encontros de reflexão e oração sobre a Campanha da Fraternidade nos grupos de base. Procurem valorizar neste tempo da Quaresma a adoração ao Santíssimo Sacramento, e façam também uma boa confissão experimentando ainda mais a misericórdia de Deus Pai que nos refaz e nos transforma.

Uma abençoada Quaresma a todos e a todas, na graça e na misericórdia de Deus Pai.

Padre Tarcísio