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A Igreja no Brasil se prepara para a Campanha para a Evangelização, que acontecerá do Dia de Cristo Rei até o 3º Domingo do Advento. A iniciativa visa despertar os discípulos missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade com a sustentação das atividades pastorais no Brasil. Nesta edição, é proposto o tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), em sintonia com o Ano Nacional do Laicato, que terá início no mesmo dia da Campanha.

 

Outro objetivo da Campanha é favorecer a vivência do tempo litúrgico do Advento e mobilizar os católicos do Brasil para uma Coleta Nacional que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil. Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

 

Coleta

 

O gesto concreto da Campanha para a Evangelização é a Coleta do 3º Domingo do Advento. De acordo com a Comissão Episcopal responsável pela campanha, pretende-se com os recursos arrecadados neste ano apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil promovidas pelos cristãos leigos e leigas no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.

 

A colaboração na Coleta será partilhada, solidariamente, entre as dioceses, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que terão 20%; e a CNBB Nacional, que contará com 35% das contribuições.

Neste mês de novembro quero refletir com vocês sobre as Celebrações de Finados, Todos os Santos e Santas, e Cristo Rei do Universo.

 

Finados: Nesse dia, não só recordamos nossos entes queridos que se foram, mas renovamos nossa certeza na ressurreição. Sentimos a dor da separação, mas não a do desespero. Sentimos o peso da saudade, mas nunca da incerteza da presença de Deus.

A morte é e sempre será um mistério que perpassa a história humana, e somente a Fé nos dá a certeza de um dia participarmos da alegria eterna no céu. Se com Cristo vivemos, com Ele morremos e como Ele ressuscitaremos. Com a ressurreição de Jesus, a morte foi derrotada, portanto ela não tem a última palavra. A última palavra é do Deus da vida que ressuscitou Jesus. Como afirma o prefácio da Páscoa, 1: “Jesus morrendo destruiu a morte, e ressurgindo deu-nos a vida”. O prefácio 1 da missa para os mortos tem um tom de humana suavidade e divina certeza: “Nele refulge para nós a esperança da feliz ressurreição. E aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Ó Pai, para os que crêem em Vós, a vida não é tirada, mas transformada, e desfeito nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”.

Vivamos aqui na terra preparando nossa morada no céu, pela vivência das bem-aventuranças, e vivendo a vida na doação por amor.

Todos os Santos e Santas: Celebrar a festa de Todos os Santos e Santas é celebrar a nossa vocação à santidade. Santidade não é privilégio de ninguém. Todos os cristãos de qualquer estado ou ordem são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. É bom ressaltar que santidade não é fuga das realidades do mundo, e não é ficar de mãos postas rezando o dia todo. Santidade não é beatice, não é medo de viver, é uma atitude dinâmica, uma busca de pertencer mais a Deus. Não exige boa aparência. Santidade é viver o projeto de Deus, testemunhar os valores do Reino, viver segundo o espírito das bem-aventuranças, é viver e agir de acordo com a vontade de Deus. Ser Santo significa ser de Deus.

Que o exemplo de todos os Santos e Santas revigore nossa caminhada de santidade.

Cristo Rei: Com essa celebração, a Igreja encerra o Ano Litúrgico. Essa festa celebra o Cristo que reina pela cruz, dando sua vida para que todos tenham vida, e vida em abundância. Cristo é rei, porque se identifica e revela um amor de predileção pelos empobrecidos. Ele afirma que tudo o que fizermos pela libertação e pela promoção da dignidade humana dos empobrecidos e marginalizados, é a ele que estaremos fazendo, cf. Mt 25,31-46. Portanto, essa festa não pode ser compreendida no sentido de triunfalismo e pompa. A festa de Cristo Rei nos mostra o caminho do reino de Cristo: o serviço. Um rei que serve a humanidade, que se fez um de nós para que pudéssemos ter acesso a ele.

Que tenhamos aprendido essa sublime lição e estejamos prontos para servir. Que através da solidariedade, da misericórdia, do serviço que resgata e promove a vida em todas as suas fases e manifestações possamos fazer Cristo reinar no mundo de hoje.

Continuemos firmes evangelizando com amor, ardor, alegria e misericórdia, inspirados por Maria.

 

Padre Tarcísio.

Reunidos no 4º Congresso Missionário Nacional, de 7 a 10 de setembro de 2017, no Colégio Damas, em Recife (PE), nós, os 700 missionários e missionárias, vindos de todas as regiões do Brasil, fomos fortemente desafiados a testemunhar “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”. A Arquidiocese de Olinda e Recife, com calorosa e fraterna acolhida, levou nosso Congresso para as ruas, antes mesmo de ele ser aberto, com a realização da Semana Missionária, nos seus oito vicariatos, atitude pioneira que enriqueceu nosso encontro. Seremos sempre agradecidos a esta Arquidiocese pela generosidade e disponibilidade que nos dispensou, nesses dias, no autêntico espírito de serviço amoroso e gratuito.

 

 

Aprendemos com o Papa Francisco que “a alegria é o bilhete de identidade do cristão”. Essa alegria foi o espírito que marcou os quatro dias em que estivemos juntos. Ela nasce do Evangelho que liberta e salva; expressa-se na sinodalidade e na comunhão que impulsionam a vida e a missão da Igreja; anima o testemunho e o profetismo que, a partir da cruz de Cristo, apontam para o nosso compromisso de discípulos missionários e missionárias.

 

Contemplar a realidade com o olhar de discípulo missionário

 

O exemplo dos mártires e profetas, como Dom Helder Câmara, ajudou-nos a olhar para o Brasil, mergulhado numa profunda crise que fere, no coração e na alma, a nós e a tantos irmãos e irmãs empobrecidos, excluídos e descartados.

 

Como se estivesse anestesiada, a população brasileira assiste ao fortalecimento de políticas neoliberais que retiram direitos e agravam a situação dos trabalhadores/as, dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores e dos que vivem em outras periferias geográficas e existenciais. As reformas trabalhista, previdenciária, política e da educação, bem como a retomada das privatizações mostram que o governo e o Congresso Nacional viraram as costas ao povo. A corrupção e a falta de ética, que atingem tanto a classe política, quanto empresarial e outros setores da sociedade, têm levado o desencanto e a desesperança aos brasileiros e brasileiras.

 

Causam-nos indignação a devastação da Amazônia, a degradação da natureza e a violência que ceifa a vida de lideranças, como o assassinato do casal Terezinha Rios Pedrosa e Aloísio da Silva Lara, ocorrido no Mato Grosso nesta semana, e o massacre de indígenas, em agosto deste ano, no Vale do Javari, Amazonas, divulgado enquanto acontecia o Congresso. O decreto do governo que extingue a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) é um duro golpe nos direitos dos povos indígenas e no bioma amazônico.

 

Essa realidade, longe de nos desanimar, cobra-nos uma ação missionária vigorosa, transformadora, libertadora. Revigorados pelo espírito da Conferência de Medellín que, há 50 anos, deu à Igreja Latino-americana o rosto de uma Igreja em saída, pobre, missionária e pascal, somos motivados a vencer a tentação da indiferença, do comodismo, do desencanto, do desânimo e do clericalismo presentes em muitas de nossas comunidades. Somos guiados pela fé e pela esperança cristãs capazes de reacender, no coração de todos, a chama do amor pela vida, pela justiça e pela paz.

 

Discernir os caminhos da missão que gera alegria

 

A palavra de Deus é luz, sabedoria e força que nos tornam discípulos missionários e missionárias ousados e criativos, mais capazes de colaborar com a transformação de estruturas caducas e a construção de uma nova sociedade, que seja sinal do Reino de Deus em nosso meio. Os documentos da Igreja são também fonte salutar que nos ajudam a compreender melhor a natureza missionária da Igreja. Nesse particular, destacamos as palavras e gestos do Papa Francisco, base do conteúdo deste Congresso. É surpreendente como ele se coloca à nossa frente, a passos largos e rápidos. Ele é, verdadeiramente, um profeta missionário que nos anima na caminhada.

 

A missão constitui verdadeiro kairòs, tempo propício de salvação na história. Somos provocados a sair de nós mesmos, deixar nossa terra, tirar as sandálias para “pisar” o solo sagrado do outro, como hóspedes, aqui e além-fronteiras. A proximidade e a reciprocidade levam ao encontro com o outro que faz contemplar o horizonte escatológico do Reino de Deus.

 

Na missão, animam-nos o testemunho e o profetismo de tantas mulheres e homens que encontraram sua alegria no Evangelho e a partilharam com os prediletos de Deus na radicalidade da doação de sua vida. Os profetas e mártires são exemplo de coragem e de fidelidade a Cristo e ao Evangelho até o extremo de entregar a própria vida: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13). Sustentados pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, os missionários e missionárias têm, hoje e sempre, a responsabilidade de não deixar morrer a profecia, lembrando que “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”.

 

Na missão, Aquele que chama e envia, bem como a mensagem enviada e seu destinatário são maiores que o enviado, isto é, o missionário. Sem este, no entanto, não há quem seja enviado e a mensagem do amor de Deus não chega a seus destinatários. O missionário, porém, só cumpre autenticamente a missão se caminhar junto com outros missionários, vencendo a tentação do monopólio da Boa Nova, reconhecendo a riqueza da unidade na diversidade e ultrapassando os estreitos limites da Igreja particular para lançar-se ao mundo. No cumprimento da missão, os evangelizadores se lembrem de que sua alegria não está nos prodígios que possam realizar, no sucesso que venham a alcançar, mas em saber que seus nomes estarão inscritos na “memória afetiva de Deus” por terem sido fieis mensageiros do Evangelho (cf. Lc 10,17-20).

 

Comprometer-se com Jesus Cristo e o Reino de Deus para uma Igreja em saída

 

O 4º Congresso Missionário Nacional foi o encontro de irmãs e irmãos que partilharam sua fé, suas lutas, suas angústias, seus sonhos, suas esperanças. Durante todo o tempo, sentimos agir em nós o Espírito Santo, protagonista da missão, reforçando nossa convicção de que ser missionário é uma graça e uma responsabilidade. Por isso, renovamos nosso compromisso com a Infância e Adolescência Missionária e com a Juventude Missionária, em união com as demais expressões juvenis, a fim de que crianças, adolescentes e jovens sejam protagonistas da missão onde quer que estejam.

 

Reafirmamos a vocação dos cristãos leigos e leigas como sujeitos na missão. Confirmamos o testemunho das consagradas e consagrados, dos seminaristas, dos ministros ordenados – diáconos, padres e bispos – que cada vez mais assumem a missão como resposta ao chamado de Deus. Impulsionados pela Santíssima Trindade, viveremos esta nossa vocação na sinodalidade e na comunhão, comprometidos com a Igreja em saída que promove o encontro e anuncia a alegria do Evangelho a todos. Assumimos a tarefa de apostar, cada vez mais, nos espaços que nos ajudam a ser uma Igreja sinodal, fortalecendo os organismos e conselhos missionários em todas as instâncias.

 

Para a vivência da missionariedade é imprescindível a atitude da escuta. Contribui para isso a formação missionária contínua que alimenta nossa espiritualidade, cria a cultura da missão e contribui para que todos os batizados assumam sua vocação missionária. Assim, onde estivermos iremos ecoar o refrão que ficou gravado em nossos corações: “Tudo com missão, nada sem missão”.

 

Deixemos arder em nosso peito o apelo do Papa Francisco: “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! (…) Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’ (Mc 6, 37)” (EG, 49).

 

Maria, Mãe Aparecida, comunicadora da alegria do Evangelho, caminhe conosco!

Recife, 10 de setembro de 2017 

Participantes do 4º Congresso Missionário Nacional.

 

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Os membros da Pascom de nossa comunidade, em uma de suas reuniões, ao debaterem o que seria importante para a nossa comunidade, resolveram trazer para o Jornal Boa Notícia, artigos que contemplassem a ligação entre os pais e a educação escolar de seus filhos.

 

 

Já é hora, portanto, de avançarmos na reflexão da delicada relação escola-família. Pois bem, muitos pais se acham no direito de cobrar da instituição escolar atitudes educativas que ela considera dever da família, outros se manifestam totalmente contrários às posições da escola e que não entende como eles podem manter o filho na mesma.

 

Há um grande número de pais, notadamente entre os que matriculam os filhos em instituição particular, que acreditam poder exigir uma escola sob medida para seus filhos. Isso leva a pedidos ou exigências dos mais absurdos, como a troca de turma para o filho estar com amigos, troca de professor de sala ou de disciplina, maior ou menor quantidade de lição a ser feita em casa etc. Isso sem falar da relação pouco respeitosa que os pais mantêm com as regras de funcionamento da escola, tais como horário de chegada e de saída, datas e prazos, uso de uniforme, uso de telefone celular etc.

 

Por que tais solicitações são absurdas?

 

Porque a escola é o lugar de transição entre família e mundo em que os alunos aprendem, entre outras coisas, a viver sem escolher. Essa é uma das características da vida pública: não escolhemos os colegas com quem iremos trabalhar, as pessoas que estarão ao nosso lado no trânsito, as datas para pagar contas e tributos e as leis que temos de respeitar.

 

Precisamos nos lembrar sempre de que a escola tem o dever de preparar os mais novos para a cidadania. Por isso, demandas dos pais que privilegiam o âmbito privado não fazem sentido algum quando consideramos esse exercício que os filhos devem fazer ao frequentar a escola.

 

Esse aprendizado também tem sido dificultado pelo constatado declínio do trabalho educativo das famílias. Os alunos chegam à escola muitas vezes sem o processo básico de educação em curso. Mas, ao contrário do que muitos professores pensam, isso se deve pouco ao descaso ou à ausência dos pais e mais à nossa cultura que “juveniliza” os adultos. É que os jovens -não me refiro à idade cronológica- têm dificuldades de estabelecer relações educativas com os filhos.

Tal fato tem gerado muitas reclamações por parte da escola, porque os mestres, tanto quanto os pais, também estão submetidos a essa cultura. Uma coisa é certa: pais e professores têm objetivos comuns e precisam constantemente recordar que é a educação dos mais novos o foco de sua tarefa educativa. A maioria dos conflitos entre eles não considera esse ponto, e sim anseios próprios de cada um deles.

 

Enquanto tivermos pais aflitos com o que consideram sofrimento dos filhos na escola e em busca de soluções fáceis e escolas mais comprometidas com novas metodologias e com a busca de determinados perfis de alunos em vez de com o uso do rigor e da exigência para alcançar um ensino de qualidade, a relação entre ambos será, necessariamente, conflituosa e desastrosa. Quem perde são os mais novos, que deveriam nortear todo nosso trabalho.

 

Texto da Psicóloga Rosely Sayão adaptado por Eduardo Ferreira Abreu (Pascom)

Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor. Efésios 6:4

Neste mês quero refletir com você sobre a Campanha Missionária realizada todos os anos no mês de outubro. Esta campanha é promovida pelas pontifícias obras missionárias.

 

 

O mês missionário tem sua origem no Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo de outubro, este ano dia 22). A data foi instituída pelo papa Pio XI em 1926, como dia de oração e ofertas em favor da evangelização do povos. A inspiração vem do mandato de Jesus para anunciar a Boa Nova entre todas as nações.

 

O tema deste ano é: A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída. E o lema: Juntos na missão permanente. O lema reforça a importância de caminharmos unidos, como Igreja, povo de Deus e anunciar a Boa Nova em todos os tempos e lugares. Fechar-se à dimensão missionária implica fechar-se ao Espírito Santo, sempre presente, atuante, impulsionador e defensor. Diante de tantas necessidades pastorais, de tantas situações de injustiças e de violências, nos fecharmos em nossas instituições, salões e templos seria um contra-testemunho evangélico, e estaríamos negando a natureza da Igreja, que é missionária. Igreja em saída é sermos uma Igreja próxima, aberta, capaz de sair de si para ir ao encontro das pessoas, por caminhos novos, como profecia para a sociedade. Este movimento de saída renova a nossa vida e revitaliza a Igreja. Saiamos sem medo para comunicar a todos as riquezas e os valores do Evangelho de Jesus Cristo, que salva e liberta.

 

O objetivo da campanha missionária é sensibilizar, despertar vocações missionárias, criar sempre maior consciência missionária nas comunidades eclesiais e em suas lideranças. Não podemos nos esquecer de que comunidade missionária é compromisso de todos.

 

Neste mês dedicado às missões, cada comunidade da paróquia deve dizer com ardor missionário e com consciência: nossa vida é missão. E assumir para valer este compromisso, através de gestos e atitudes missionárias. Chamo a atenção de todos e todas para o nosso projeto de visitas missionárias, que deve ser assumido por todas as  forças vivas e atuantes das comunidades que compõem a paróquia. Este projeto nos ajudará a concretizar a missão permanente, que é uma das cinco urgências na ação evangelizadora da Igreja no Brasil. A missão com a qual devemos colaborar é de Deus. Os batizados receberam “a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus” e “de estabelecê-lo em todos os povos” (documento conciliar, Luz dos Povos 5). Não podemos fugir dessa responsabilidade. O Documento de Aparecida destaca a corresponsabilidade missionária de todos os batizados. Todos somos discípulos missionários a serviço de Jesus Cristo. Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização de homens e mulheres em cada ambiente (Documento de Aparecida 171).

 

Vivamos intensamente o mês missionário, nos fortalecendo no espírito missionário e nos comprometendo com uma Igreja de saída, como nos pede nosso amado papa Francisco e a Campanha Missionária deste ano. Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo!

 

Que Jesus, o grande missionário do Pai, anime e abençoe a todos e a todas, para que juntos assumamos a missão permanente.

 

Que possamos evangelizar com amor, ardor, alegria e misericórdia, inspirados por Maria.

 

Padre Tarcísio.

A mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões foi publicada no dia 04 de junho, durante a Solenidade de Pentecostes. O Dia Mundial das Missões este ano será celebrado no domingo 22 de outubro.

 

 

Confira a mensagem na íntegra abaixo:

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões – “A missão no coração da fé cristã”

 Queridos irmãos e irmãs!

 

O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii Nuntiandi, 7), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a reflectir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De facto a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes. Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão?

 

A missão e o poder transformador do Evangelho de Cristo, Caminho, Verdade e Vida 

 

1.         A missão da Igreja, destinada a todos os homens de boa vontade, funda-se sobre o poder transformador do Evangelho. Este é uma Boa Nova portadora duma alegria contagiante, porque contém e oferece uma vida nova: a vida de Cristo ressuscitado, o qual, comunicando o seu Espírito vivificador, torna-Se para nós Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6). É Caminho que nos convida a segui-Lo com confiança e coragem. E, seguindo Jesus como nosso Caminho, fazemos experiência da sua Verdade e recebemos a sua Vida, que é plena comunhão com Deus Pai na força do Espírito Santo, liberta-nos de toda a forma de egoísmo e torna-se fonte de criatividade no amor.

 

2.         Deus Pai quer esta transformação existencial dos seus filhos e filhas; uma transformação que se expressa como culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24), ou seja, numa vida animada pelo Espírito Santo à imitação do Filho Jesus para glória de Deus Pai. «A glória de Deus é o homem vivo» (Ireneu, Adversus Haereses IV, 20, 7). Assim, o anúncio do Evangelho torna-se palavra viva e eficaz que realiza o que proclama (cf. Is 55, 10-11), isto é, Jesus Cristo, que incessantemente Se faz carne em cada situação humana (cf. Jo 1, 14).

 

A missão e o kairós de Cristo 

 

3.         Por conseguinte, a missão da Igreja não é a propagação duma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta duma ética sublime. No mundo, há muitos movimentos capazes de apresentar ideais elevados ou expressões éticas notáveis. Diversamente, através da missão da Igreja, é Jesus Cristo que continua a evangelizar e agir; e, por isso, aquela representa o kairós, o tempo propício da salvação na história. Por meio da proclamação do Evangelho, Jesus torna-Se sem cessar nosso contemporâneo, consentindo à pessoa que O acolhe com fé e amor experimentar a força transformadora do seu Espírito de Ressuscitado que fecunda o ser humano e a criação, como faz a chuva com a terra. «A sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 276).

 

4.         Lembremo-nos sempre de que, «ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» (Bento XVI, Carta. enc. Deus caritas est, 1). O Evangelho é uma Pessoa, que continuamente Se oferece e, a quem A acolhe com fé humilde e operosa, continuamente convida a partilhar a sua vida através duma participação efetiva no seu mistério pascal de morte e ressurreição. Assim, por meio do Batismo, o Evangelho torna-se fonte de vida nova, liberta do domínio do pecado, iluminada e transformada pelo Espírito Santo; através da Confirmação, torna-se unção fortalecedora que, graças ao mesmo Espírito, indica caminhos e estratégias novas de testemunho e proximidade; e, mediante a Eucaristia, torna-se alimento do homem novo, «remédio de imortalidade» (Inácio de Antioquia, Epistula ad Ephesios, 20, 2).

 

5.         O mundo tem uma necessidade essencial do Evangelho de Jesus Cristo. Ele, através da Igreja, continua a sua missão de Bom Samaritano, curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor, buscando sem descanso quem se extraviou por veredas enviesadas e sem saída. E, graças a Deus, não faltam experiências significativas que testemunham a força transformadora do Evangelho. Penso no gesto daquele estudante «dinka» que, à custa da própria vida, protege um estudante da tribo «nuer» que ia ser assassinado. Penso naquela Celebração Eucarística em Kitgum, no norte do Uganda – então ensanguentado pelas atrocidades dum grupo de rebeldes –, quando um missionário levou as pessoas a repetirem as palavras de Jesus na cruz: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mc 15, 34), expressando o grito desesperado dos irmãos e irmãs do Senhor crucificado. Aquela Celebração foi fonte de grande consolação e de muita coragem para as pessoas. E podemos pensar em tantos testemunhos – testemunhos sem conta – de como o Evangelho ajuda a superar os fechamentos, os conflitos, o racismo, o tribalismo, promovendo por todo o lado a reconciliação, a fraternidade e a partilha entre todos.

 

A missão inspira uma espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos 

 

6.         A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo. Trata-se de «sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 20). A missão da Igreja encoraja a uma atitude de peregrinação contínua através dos vários desertos da vida, através das várias experiências de fome e sede de verdade e justiça. A missão da Igreja inspira uma experiência de exílio contínuo, para fazer sentir ao homem sedento de infinito a sua condição de exilado a caminho da pátria definitiva, pendente entre o «já» e o «ainda não» do Reino dos Céus.

 

7.         A missão adverte a Igreja de que não é fim em si mesma, mas instrumento e mediação do Reino. Uma Igreja autorreferencial, que se compraza dos sucessos terrenos, não é a Igreja de Cristo, seu corpo crucificado e glorioso. Por isso mesmo, é preferível «uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças» (Ibid., 49).

 

Os jovens, esperança da missão 

 

8.         Os jovens são a esperança da missão. A pessoa de Jesus e a Boa Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade. «São muitos os jovens que se solidarizam contra os males do mundo, aderindo a várias formas de militância e voluntariado. (…) Como é bom que os jovens sejam “caminheiros da fé”, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra!» (Ibid., 106). A próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar em 2018 sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional», revela-se uma ocasião providencial para envolver os jovens na responsabilidade missionária comum, que precisa da sua rica imaginação e criatividade.

 

O serviço das Obras Missionárias Pontifícias 

 

9.         As Obras Missionárias Pontifícias são um instrumento precioso para suscitar em cada comunidade cristã o desejo de sair das próprias fronteiras e das próprias seguranças, fazendo-se ao largo a fim de anunciar o Evangelho a todos. Através duma espiritualidade missionária profunda vivida dia-a-dia e dum esforço constante de formação e animação missionária, envolvem-se adolescentes, jovens, adultos, famílias, sacerdotes, religiosos e religiosas, bispos para que, em cada um, cresça um coração missionário. Promovido pela Obra da Propagação da Fé, o Dia Mundial das Missões é a ocasião propícia para o coração missionário das comunidades cristãs participar, com a oração, com o testemunho da vida e com a comunhão dos bens, na resposta às graves e vastas necessidades da evangelização.

 

Fazer missão com Maria, Mãe da evangelização 

 

10.       Queridos irmãos e irmãs, façamos missão inspirando-nos em Maria, Mãe da evangelização. Movida pelo Espírito, Ela acolheu o Verbo da vida na profundidade da sua fé humilde. Que a Virgem nos ajude a dizer o nosso «sim» à urgência de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus no nosso tempo; nos obtenha um novo ardor de ressuscitados para levar, a todos, o Evangelho da vida que vence a morte; interceda por nós, a fim de podermos ter uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da salvação.

 

Vaticano, 4 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2017. 

[Franciscus]

 

 

Irmãos e irmãs, caminheiros em nossa paróquia. Neste mês, quero refletir com vocês sobre a missão dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade. Esse foi o assunto da semana diocesana de formação deste ano, que aconteceu no final do mês de julho.

 

“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo”, cf. Mt 5, 13-14.

Para que sejamos sal da terra é preciso carregar a característica central: “Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Ou seja, se perdemos nossa característica central de cristão, não serviremos. O papa Francisco nos dá a dica para que mantenhamos nossa característica. Ele diz: “Jesus os olha com os olhos de Deus”, e sua afirmação entende-se como consequência das bem-aventuranças, com quem diz: se fordes pobres em espírito, mansos, puros de coração, misericordiosos, pacíficos, se tiverdes sede e fome de justiça, sereis sal da terra e a luz do mundo.

 

O Documento 105 da CNBB, que trata da missão dos leigos e leigas reflete sobre o cristão leigo como sujeito eclesial. Essa expressão pretende animar todos os cristãos leigos e leigas a compreenderem a sua própria vocação e missão como verdadeiros sujeitos eclesiais nas diversas realidades em que se encontram inseridos, reconhecendo o valor de seus trabalhos na Igreja e no mundo. Através dos leigos a Igreja se faz presente nos diversos ambientes sociais transmitindo e testemunhando a mensagem de Cristo, empenhando decisivamente na construção de uma sociedade totalmente justa, humana e inclusiva.

 

“O cristão leigo é verdadeiro sujeito eclesial na medida em que cresce na consciência de sua dignidade de batizado, e assume de maneira pessoal e livre às interpelações da sua fé, abre-se de maneira integrada às relações fundamentais com Deus, com o mundo, consigo mesmo e com os outros, e contribui efetivamente na humanização do mundo, rumo a um futuro em que Deus seja tudo em todos” (Documento 105, nº 124).

 

Portanto, o cristão leigo é sujeito eclesial na medida em que assume com responsabilidade, ousadia e criatividade a sua missão de animar o mundo com o espírito das bem-aventuranças, com o espírito de Cristo.

 

É cada vez mais urgente e necessário, que os leigos e leigas tenham consciência da sua missão própria e específica.

 

O beato papa Paulo VI, em seu famoso documento sobre a evangelização no mundo contemporâneo afirma no nº 70: “O espaço próprio da atividade evangelizadora dos leigos e leigas é o mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos “mass media”, e outras realidades abertas à evangelização, como o amor, a família, a educação das crianças e adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento”. Além disso, eles têm o dever de fazer crível a fé que professam, mostrando a autenticidade e coerência em sua conduta.

 

São João Paulo II dizia que a evangelização do nosso continente não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos.

 

O documento de Aparecida diz no nº 111: “Os leigos também são chamados a participar na ação pastoral da Igreja, primeiro com o testemunho de vida, e em segundo lugar, com ações no campo da evangelização, da vida litúrgica e outras formas de apostolado, segundo as necessidades locais sob a guia de seus pastores”.

 

Que cada vez mais possamos contar com a atuação dos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, como sal da terra e luz do mundo.

Que possamos evangelizar com amor, ardor, alegria e misericórdia, inspirados por Maria.

 

Padre Tarcísio

 

Neste mês quero refletir com vocês sobre a participação na celebração dominical

“A participação na Eucaristia seja verdadeiramente para cada batizado, o coração do domingo: um compromisso irrenunciável, assumido não só para obedecer a um preceito, mas como necessidade para uma vida cristã verdadeiramente consciente” (São João Paulo II, no início do novo milênio, nº 36).

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Muitos católicos contagiados pela sociedade atual, já marcada pelo secularismo, não estão dando suficiente atenção ao domingo e descuidam muitas vezes  da participação na celebração dominical. O domingo para muitos é apenas um dia do final de semana, para passeios, lazer, menos um dia para louvar e agradecer a Deus. Há pessoas que se dizem cristãs, e falam de uma maneira natural não ter participado da celebração dominical. Outros já dizem que quando faltam, parece que fica faltando alguma coisa.

Alguns justificam que estavam estudando para prova ou que estavam cansados. Aliás, para as coisas de Deus e da Igreja temos sempre desculpas e justificativas.

São João Paulo II, em sua Carta Apostólica Dia do Senhor, afirma que o domingo tem diversas dimensões para os cristãos: “é dia do Senhor, em referimento à obra da criação; dia de Cristo, enquanto dia da nova criação e do dom do Espírito Santo que o Senhor Ressuscitado concede; dia da Igreja, como dia em que a comunidade cristã se reúne para a celebração; dia do homem, porque é dia de alegria, repouso e caridade fraterna”.

O papa emérito Bento XVI, na Exortação Apostólica pós-sinodal, sobre a Eucaristia diz: “Cientes desse princípio novo de vida que a Eucaristia deposita no cristão, os padres sinodais reafirmaram a importância que tem, para todos os fiéis, o preceito dominical como fonte de liberdade autêntica, a fim de poderem viver cada um dos outros dias segundo o que celebram no “dia do Senhor”. Com efeito, a vida de fé corre perigo quando se deixa de sentir o desejo de participar da celebração eucarística em que se faz memória da vitória pascal”.

Quero destacar que além do domingo, existem também outros dias em que os fiéis devem participar da Eucaristia, os chamados dias santos, que podem ser considerados um domingo a mais na semana. São eles 01/01, Solenidade da Santa Mãe de Deus Maria, quinta feira depois da Santíssima Trindade, Solenidade de Corpus Christi, 08/12, Solenidade da Imaculada Conceição e 25/12, Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ressalto que, para nós católicos, esses dias não são feriados civis como 07/09, 15/11 e 21/04, mas são dias santos.

A participação na assembleia litúrgica dominical, ao lado de todos os irmãos e irmãs com os quais se forma um só corpo em Jesus Cristo, é exigida pela consciência cristã.

Perder o sentido do domingo como dia do Senhor que deve ser santificado é sintoma de uma perda do sentido da autêntica liberdade cristã, a liberdade dos filhos de Deus.

Não podemos perder a referência cristã e sagrada do domingo, e também não podemos perder de vista que a missa dominical é o centro da vida cristã e o coração do domingo.

No seu discurso de abertura da V Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe, em Aparecida, Bento XVI falou da necessidade de dar prioridade, nos programas pastorais, à valorização da missa dominical.

“Temos de motivar os cristãos para que participem dela ativamente e, se possível, melhor ainda com as famílias. A participação dos pais com seus filhos à celebração eucarística dominical é uma pedagogia eficaz para comunicar a fé e um estreito vínculo que mantém a unidade entre eles”.

O domingo significou, ao longo da vida da Igreja, o momento privilegiado do encontro das comunidades cristãs com o Senhor ressuscitado.

É bom recordar que o domingo tem sua origem na Ressurreição de Jesus Cristo. Segundo unânime testemunho evangélico, a Ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos aconteceu no primeiro depois do sábado (Mc 16, 2.9; Lc 24,1; Mt 28,1; Jo 20,1). É nesta base que, desde os tempos apostólicos, “o primeiro dia depois do sábado”, primeiro da semana, começou a caracterizar o próprio ritmo da vida dos discípulos de Cristo (cf. 1 Cor. 16,2).

É claro que também a participação na Eucaristia dominical, deve nos comprometer com o Evangelho de Jesus, com o projeto de seu reino, e com a construção de uma sociedade totalmente justa e inclusiva. Ao final da missa, quando o padre diz “Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe”, ele está nos enviando em missão. Que cada um faça essa pergunta a si mesmo: A Celebração dominical é prioridade em minha vida cristã?

Que possamos evangelizar com amor, ardor, alegria e misericórdia, inspirados por Maria. Que Deus abençoe a todos e a todas.

Padre Tarcísio.

 

DÍZIMO: COMPROMISSO, PARTILHA E GRATIDÃO

 

Neste mês quero refletir com vocês sobre o dízimo.

Somos convidados a assumir o dízimo na perspectiva da partilha solidária, e por razões pastorais. Dízimo não é esmola, não são alguns trocados que nos sobram. O nosso dízimo é usado nos trabalhos da Ação Evangelizadora da Igreja, que visa concretizar o projeto do Reino de Deus. Portanto, favorece a missão da Igreja, que é evangelizar.

 

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O Dízimo é bíblico, e, é encontrado em muitos livros da Bíblia, desde o Gênesis até as cartas paulinas. Indico alguns textos bíblicos para que você, caro leitor possa, ler e meditar: Gênesis 14,17-20; 28,20-22; Êxodo25, 1-9; Levítico 27,30-33; Eclesiástico 35,4-10; Deuteronômio 14,22-23; 26,1-13; Tobias 1,6-7; Provérbios 3,9-10; 11,24- 26; 2ª Coríntios 9,6-12. Estes textos ajudam a entender que o dízimo é um ato de reconhecimento de tudo o que Deus faz em nosso favor. Podemos afirmar que é uma ação de graças à bondade infinita de Deus para com todos nós.

 

O dízimo é questão de participação consciente e madura na vida da comunidade. Seu objetivo é evangelizar; o dizimo é o meio, nunca o fim, é o meio que leva para a evangelização, porque através dele a pessoas e sente corresponsável pela vida da comunidade, é uma tomada de consciência de sua pertença à comunidade.

O Dízimo deve ser mensal, e sempre reajustado quando houver aumento nos rendimentos da pessoa. Não podemos oferecer o mesmo valor sempre.

 

Dízimo e Oferta, qual dos dois?

 

É preciso não confundir Dízimo com oferta.

Oferta é aquilo que nós doamos à igreja, geralmente aos domingos, durante a celebração. Na oferta doamos aquilo que nos aprouver, surge conforme a situação. Oferta também é aquilo que doamos nas campanhas que a igreja promove, como a Campanha da Fraternidade, Campanha Missionária, Campanha para a Evangelização, campanhas de reformas ou de construções de templos, etc.

 

Dízimo é uma pequena fração dos nossos rendimentos, dados em forma aquilo que recebemos de Deus; é compromisso cristão, é sinal de fidelidade a Deus e à Igreja. Devolvemos a Deus um pouco do muito que dele recebemos. “De graça recebeste, de graça deveis dar” (Mt 10,8).

 

A Bíblia fala que o dízimo deve ser 10%, aos poucos devemos nos conscientizar e chegar realmente ao que nos fala a Palavra de Deus. Em nossas comunidades, já tem pessoas que doam os 10%, mas cada um deve dar conforme decidir em seu coração. Se você pode dar 5% não dê 4%, se você pode dar 6% não dê 5%, se você pode dar 3% não dê 2%, se você pode dar 10%, não dê 9%. “Deus pode enriquecer vocês com toda espécie de graças, para que tenham sempre o necessário em tudo e ainda fique sobrando alguma coisa para poderem colaborar em qualquer boa obra” (2ª Coríntios 9,8).

 

Porque será que quando se trata das coisas de Deus e da Igreja temos uma tendência para o mínimo? A fé de muitos cristãos não chega ao bolso, ou seja, não os leva a fazer a experiência da partilha, sinal do projeto de Deus.

 

O que é feito com o dízimo que doamos?

 

O dízimo é usado levando em consideração três dimensões:

 

Dimensão religiosa = atende às despesas de manutenção e conservação da igreja (templo). Estas despesas são: hóstias, vinho, material para as pastorais, impressos para a evangelização, folha diocesana, luz, água, telefone, salários, encargos sociais, velas ornamentação, material de escritório, material de limpeza, manutenção do carro da paróquia, conservação e manutenção dos Centros Comunitários e da Igreja da V. Fátima.

 

Dimensão social = atende as pastorais sociais, no socorro aos necessitados.

 

Dimensão missionária = atende ao trabalho de expansão da fé. Contribuímos com o Seminário Diocesano na formação de novos padres, com as despesas da diocese, e com a formação de agentes de pastoral para a paróquia.

 

Sugiro que retomem a leitura da carta que eu escrevi a todos e a todas, manifestando a minha preocupação com a situação do dízimo nas comunidades que compõem a paróquia. Nesta carta, relatei que desde 2015, o dízimo arrecadado nas comunidades está estacionado, sem aumento significativo, e que o valor arrecadado não corresponde às nossas despesas. Pedi a todos que tivessem condições para aumentar o valor do dízimo, e os que estivessem atrasados, de o colocarem em dia, dentro de suas possibilidades.

 

Deus seja louvado e glorificado com seu gesto de partilha e de generosidade.

Vamos evangelizar com amor, ardor, alegria e misericórdia, inspirados por Maria.

Que Deus rico em misericórdia abençoe a todos e a todas.

 

Padre Tarcísio.

 

 

PASTORAL DA ESPERANÇA: A pastoral da esperança tem como missão ser presença amiga fraterna e solidária da Igreja junto àqueles que sofrem a dor do falecimento de um ente querido. O trabalho desta pastoral deve lembrar que a vida cristã não está limitada à realidade terrena, mas envolve esse tempo, esse lugar. A pastoral convida a todos para participarem desta obra de misericórdia levando conforto aos que sofrem. O agente da pastoral da esperança é mensageiro de fé, paz, esperança, e amor.

 

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Porque tem sentido uma Pastoral da Esperança? É por causa da fé na ressurreição que nossas preces pelos falecidos têm sentido. É pela fé na ressurreição que a pastoral faz “encomendação do corpo” colocando a pessoa falecida sobre a proteção de Deus.

 

SERVIÇOS DA PASTORAL DA ESPERANÇA:

– Celebrar as exéquias em nome da Igreja.
– Visitas às pessoas enlutadas (fazer um momento de oração com elas), levando conforto espiritual.
– Em alguns casos ter a presença de um agente da pastoral, no momento em que a pessoa recebe o anúncio da morte de um ente querido.
– Presença dos agentes da pastoral, na Missa de quarta-feira na Igreja Matriz da paróquia. Pode-se fazer uma escala, para que cada quarta-feira tenha dois agentes presentes.
– Entregar uma mensagem de conforto, e de esperança, para a pessoa enlutada.