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2018

Evangelização e promoção humana

A relação entre evangelização e promoção humana é profunda como a fé e a caridade.

 

O Documento de Aparecida diz que todo processo evangelizador envolve a promoção humana e a autêntica libertação “sem a qual não é possível uma ordem justa na sociedade”.

 

 

O documento da IV Conferência dos Bispos da América Latina (Santo Domingo) considera a promoção humana como dimensão privilegiada da nova evangelização. As atuais diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil apresenta urgência na evangelização o serviço à vida plena para todas as pessoas. O Evangelho da vida está no centro da mensagem de Jesus.

 

O Documento de Aparecida aponta os novos rostos pobres que emergem da globalização: os refugiados, os migrantes, as vítimas do tráfico de pessoas, as enfermidades endêmicas, os tóxicos dependentes, meninos e meninas vítimas da prostituição, mulheres maltratadas e vítimas da exclusão e do tráfico para exploração sexual, etc. E afirma que a Igreja, com sua pastoral social, deve dar acolhida e acompanhar essas pessoas excluídas nas respectivas esferas. No Brasil, a renda dos mais pobres diminuiu consideravelmente de 2016 para cá. Os ricos ficaram mais ricos e os pobres mais pobres.

 

A Igreja vive dentro deste mundo globalizado, interpelada a um permanente discernimento. O desafio do cristão será sempre viver no mundo sem ser do mundo (Jo 17,15-16). Discernir significa aprender a separar as coisas positivas das negativas que fazem parte do mesmo modo de vida atual. “Uma globalização sem solidariedade afeta negativamente os setores mais pobres. Os excluídos não são somente “explorados”, mas “supérfluos” e “descartáveis” (D. Ap. 65). O Papa tem insistido par vencermos a cultura do descartável, do supérfluo.

 

O documento de Aparecida nos fala de uma pastoral social para a promoção humana integral. Temos a missão de promover renovados esforços para fortalecer nossas pastorais sociais para que elas possam, com a assistência e a promoção humana, se fazerem presentes onde a situação de exclusão e marginalização ameaça e prejudica a vida dos mais pobres e injustiçados. Os diferentes serviços das pastorais sociais colocam-se na dinâmica do seguimento de Jesus, para que nele os marginalizados, os excluídos, os descartados, os pobres tenham vida, e a tenham em abundância.

 

É importante a participação dos agentes das pastorais sociais nas reuniões mensais das Unidades Básicas de Saúde, nos conselhos de direitos que estão presentes na cidade e nas sessões da Câmara Municipal. Não pode faltar também o compromisso das pastorais sociais com a defesa do meio ambiente, a nossa casa comum.

 

O Papa Francisco, na alegria do Evangelho, afirma que cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus a serviço da libertação e da promoção dos pobres, para que possamos integrar-se plenamente na sociedade; e que ouvir o clamor do pobre é ouvir a Deus. Segundo Bento XVI, a pastoral social é chamada a “dar razões da sua esperança” pela solidariedade e pela caridade promocional e libertadora. A promoção humana, como indica a doutrina social da Igreja, deve levar o homem e a mulher a passar de condições desumanas para condições humanas de vida.

Padre Tarcísio

O que é? A Pastoral da Juventude nasceu durante a década de 70 por iniciativa da CNBB, iluminada pela Teologia da Libertação, fruto da Ação Católica Especializada, acontecida nas décadas anteriores.

 

 

É a ação organizada dos jovens que são Igreja junto com seus pastores e com toda comunidade, para aprofundar a vivência de sua fé e evangelizar outros jovens, com opção evangélica preferencial e consciente por aqueles das classes populares e pelos marginalizados, em vista da construção de um mundo mais fraterno e justo.

 

A Pastoral da Juventude não é um movimento que busca uma espiritualidade intimista e individualista; busca a vivência de um Evangelho que liberta e atua nas estruturas políticas e sociais injustas e desumanas.

 

A Pastoral da Juventude tem como missão:

 

– Organizar a ação pastoral a partir e junto à juventude;

– Fortalecer a Igreja libertadora, a partir da experiência do Cristo Ressuscitado;

– Possibilitar o crescimento e o aprofundamento da fé para uma maior comunhão com Deus, com as pessoas e com o universo;
– Garantir espaços de vivência em pequenos grupos, onde possam partilhar alegrias e angústias e esperanças, reflexão e ação, oração e celebração, e tudo o que são e querem ser;

– Reafirmar a opção profética e transformadora pelos jovens e empobrecidos, colocando-se a serviço de uma nova sociedade;
– Criar espaços de participação da juventude na Igreja e na sociedade, percebendo meios eficazes para o exercício da cidadania e o despertar da militância;
– Contribuir para que os jovens se tornem protagonistas da construção da civilização do amor, sinal profético do Reino definitivo e de esperança para a juventude na promoção da vida.

 

No mundo globalizado, o jovem se depara co uma série de distrações e interesses que se apresentam a ele de forma desordenada, que está cada vez mais fácil de ser influenciado pelo imediatismo e superficialidade. Nesse contexto, o envolvimento dos jovens com a pastoral e com o compromisso da construção do Reino se torna cada vez mais difícil e necessário. Os desafios  enfrentados pela Pastoral da Juventude não são poucos, mas podemos destacar:

 

– A redução dos espaços em que precisa se faze presença, acarretando na falta de interesse e conhecimento dos jovens sobre a riqueza que é o trabalho da pastoral;

– O compromisso dos jovens dentro dos próprios grupos de base;

– O reconhecimento de que a Pastoral da Juventude é um organismo estruturado e organizado que trabalha de acordo com diretrizes e metodologias, e que visa um objetivo muito além do que apenas ser um grupo de jovens;

– O reconhecimento de que a Pastoral da Juventude é uma pastoral social e que não está ligado somente à catequese;

– Além das tentativas incessantes de se calar a voz da juventude e da Pastoral tais quais elas são.

 

HOJE SOMOS RESISTÊNCIA E A PASTORAL DA JUVENTUDE NÃO SE CALARÁ!

O Papa Francisco, em um pronunciamento, condenou os males das fake news e pediu que todos estejamos
atentos para não sermos manipulados por elas.

Todos os dias, recebemos inúmeras notícias pelas redes sociais, notícias essas que falam sobre saúde, religião, política, educação etc. A primeira coisa que nos vem em mente é compartilhar com entes queridos, ou até em grupos, para que o maior número de pessoas fique sabendo daquela novidade. O problema é que muitas vezes as notícias podem ser falsas.

As notícias falsas são uma maneira de manipular a opinião pública a favor ou contra algo ou alguém. Para não sermos controlados, devemos tomar algumas medidas simples de segurança, como:

 

  • Analise se o site no qual foi publicada a notícia tem boa reputação, se for um site desconhecido, desconfie;
  • Confira datas e imagens da notícia, se notar algo estranho, desconfie;
  • Muitas vezes essas notícias falsas são geradas por sites de humor, como uma brincadeira, então se você ficar sabendo que determinado site é conhecido por fazer paródias, desconfie;
  • Se você receber uma notícia por whatsapp e não tiver um site indicado para consultar a sua veracidade, pesquise na internet a notícia. Se for real, outros meios noticiarão o mesmo, se for mentira, você não encontrará em outras fontes.

 

Antes de compartilhar qualquer notícia, tenha certeza de que é algo verdadeiro, contribuindo assim
para a “educação para a verdade”, como disse o Papa Francisco.

 

 

Pascom – Pastoral da Comunicação

Chamados à Comunhão

São João Paulo II apontou, como um dos grandes desafios da Igreja neste terceiro milênio, o fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão.

 

O Documento de Aparecida coloca que a vocação ao discipulado missionário e convocação à comunhão em sua Igreja. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão (nº 156). Isolamento e fechamento não são boas escolhas para a caminhada dos discípulos missionários de Jesus Cristo.

 

 

Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para “escutar o ensinamento dos apóstolos, viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações” (At 2,42). A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo (D. Ap. 158). O perseverar no ensinamento dos Apóstolos como uma das quatro características das comunidades cristãs da primeira hora, e de todos os tempos, é um convite a dar sentido à comunhão que se manifesta na participação e acolhimento das decisões de assembleias de pastoral, conselhos, reuniões, formações, leitura de documentos dos bispos e dos papas. É muito importante e necessário que os documentos da Igreja cheguem às bases, sejam estudados e colocados em prática para que a missão aconteça, para que as comunidades, as pastorais e os movimentos eclesiais cresçam e possam ter atitudes e gestos missionários na ação evangelizadora da Igreja. Para enfrentar tantos desafios na evangelização necessitamos caminhar unidos.

 

A Igreja que celebra a Eucaristia deve ser casa e escola de comunhão, onde compartilhamos a mesma fé, esperança e caridade a serviço da evangelização, em vista da realização do projeto do Reino de Jesus de Nazaré. É na Eucaristia que todos os membros da Igreja encontram força e motivação para defender e promover a comunhão eclesial.

 

É necessário que ter consciência que sem comunhão não existe missão, e sem missão não existe comunhão. Comunhão e missão são como que duas faces de uma mesma moeda.

 

A Igreja como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus que é comunhão, e assim atrair as pessoas e povos para Cristo.

 

A Igreja “atrai” quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4- 13; Jo 13,34) – D. Ap. 159.

 

Que belo testemunho os discípulos de Jesus, membros de nossas comunidades, podem dar a este mundo dilacerado por discórdias, rivalidades, intolerâncias, preconceitos, discriminações e exclusões, através da vivência da comunhão a serviço da vida em todas as suas fases, e sendo um sinal de esperança para todos.

 

Para que cresça o sentido da comunhão é necessário também participar dos momentos celebrativos, encontros, reuniões, conselhos, formações, festas e assumir os projetos e planos pastorais. É necessário criar a cultura da participação. O individualismo e o comodismo têm invadido a vida de muitas lideranças pastorais. Por isso, é urgente retomar com força o binômio comunhão e participação, que a III Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, realizada em Puebla no México, nos propôs.

 

Que Deus, uno e trino, modelo perfeito de comunhão nos faça crescer na comunhão.

 

Coragem! Sejamos homens e mulheres de comunhão e sigamos em frente.

Padre Tarcísio.

Catequese significa fazer ecoar. Ecoar a Palavra de Deus! Ela será o verdadeiro eco da Palavra de Deus se o/a catequista deixar transbordar no seu interior aquilo que nele, nela está repercutindo. Aquele/a que ouve, por sua vez, acolhe em seu coração este transbordamento e passa também a ser um eco dessa mesma Palavra. A mistagogia significa iniciar aqueles que querem fazer a caminhada de fé na Comunidade Cristã, seguindo os passos de Jesus, nos mistérios da fé cristã, cujo centro e ápice é o próprio Jesus Cristo ressuscitado.

 

 

A Catequese Mistagógica é mais do que ponto de chegada para que os sacramentos possam ser ponto de partida e de crescimento da fé e da vivência Cristã. Este tipo de catequese supõe um envolvimento maior da comunidade dos fiéis, uma aproximação mais orante do Evangelho, uma frequência maior aos sacramentos. O aprofundamento destes mistérios celebrados na liturgia, a vivência concreta da caridade, que vai consolidar a prática da fé cristã, incorporando mais profundamente à pessoa de Jesus Cristo e integração à Comunidade darão sentido novo à catequese e ajudarão os catequizandos a experimentar e viver o verdadeiro projeto de Jesus.

 

Se realmente sonhamos com uma catequese permanente, não tem como ignorar este modelo. A Catequese com Inspiração Catecumenal tem por objetivo conduzir os catequizandos para a participação em atividades transformadoras. Não podemos nos esquecer de que a mistagogia é uma educação para o viver cristão. Não basta a Palavra, a Liturgia e a oração se não nos convertemos. Assim, é muito oportuno que os catequizandos realizem atividades que os eduquem para a caridade e o compromisso social, como atividades em prol da ecologia e visitas em instituições sociais.

 

Uma catequese mistagógica necessita de agentes mistagogos que, pela graça do Espírito, ajudem as pessoas a deixarem-se transbordar no seu interior para o encontro decisivo com o Cristo Senhor da história, aderindo ao seu Reino. Só assim teremos uma catequese viva, Querigmática, Bíblica, Celebrativa, Orante e Mistagógica!

Equipe Paroquial de Catequese

Madre Elisabeth Bruyère, fundadora da Congregação das Irmãs da Caridade de Ottawa subiu mais um degrau na santidade reconhecida pela Igreja. No dia 13 de maio de 2018, ela será proclamada oficialmente Venerável Madre Elisabeth Bruyère. No poema, abaixo, escrito por nossa noviça Marineide Vital de Matos, podemos ler um breve resumo da intensa vida de caridade, de compaixão pelos pobres e excluídos da sociedade da época, de sua trajetória de fé e doação ao Projeto de Jesus por sua consagração religiosa fundando a Congregação das Irmãs da Caridade de Ottawa. Vamos conhecer um pouco essa grande mulher Elisabeth Bruyère.

 

Poema sobre a vida e missão de Madre Elisabeth Bruyère

Em 19 de março de 1818 uma quinta feira Santa e dia de São José, em Assunção – Canadá, nasceu Elisabeth Bruyère, Já trazendo os traços de uma verdadeira fé, tudo indicava que no futuro ela seria uma Santa mulher.

 

Batizada no dia em que nasceu, com seus dois irmãos, pouco conviveu. Mesmo sem uma total preparação, aos nove anos com muito amor e devoção, Elisabeth fez sua primeira comunhão, E nessa mesma ocasião a Nossa Senhora fez sua consagração. Na família já havia a preocupação para que Elisabeth tivesse uma boa formação.

 

Daí por diante não foi fácil avaliar, o que Elisabeth pôde receber do seu meio familiar, Mas é muito importante informar sobre o desejo que ela tinha de estudar para o seu sonho realizar.

 

Com um tio padre e duas primas, em um junto a eles foi morar. Para mais rápido se formar, teve até aula particular. Com 16 anos já era de se esperar, em uma escola rural, de professora Elisabeth foi trabalhar.

 

Logo depois para uma cidade tiveram que se mudar. Sua prima ficou doente não pôde mais trabalhar e, para ocupar o seu lugar, como professora e diretora Elisabeth teve que enfrentar.

 

É um pouco desconhecido como foi pra Elisabeth, pela vida religiosa optar. Conhecendo as Irmãs “Grises” de Montreal, foi começando a facilitar pra na sua vida mais uma decisão tomar.

Daí pra frente é importante lembrar que, sua vocação veio se confirmar, Sendo bem aceita no Convento das Irmãs “Grises”, com muita humildade ela vai ingressar. Logo depois Elisabeth a sua vida a Deus para sempre vai consagrar.

 

Aos 27 anos de idade e três de profissão, Elisabeth escolhida foi para uma grande missão, mas ficou muito surpresa com a tal nomeação, Declarou aceitação pra servir à sua Congregação, mesmo achando que seria uma tamanha missão.

 

E assim percebeu as exigências de sua vocação. Sendo 28 professas na comunidade, mas cada uma em sua missão.

Elisabeth Bruyère, sendo hospitaleira, cuida dos órfão e as que atuavam na administração, asseguram a direção, O ensino e a manutenção de um pensionato logo surgirão, para as obras de caridade foram meios de sustentação. Elizabeth, com muita humildade, cumpria sua missão.

 

Outra coisa importante de lembrar: Elisabeth, Montreal teve que deixar, para em uma cidadezinha desconhecida ir morar, Onde passaria ser o seu principal campo de trabalhar, e para Bytown, hoje Ottawa, teve que mudar. Assim, a cidadezinha se tornou a capital do Canadá, é lá onde a sede da Congregação foi se originar e até hoje, a Compaixão as Irmãs continuam a revelar.

 

Muitas pessoas desejaram ver as irmãs chegarem. Foram muitas dificuldades que elas tiveram que enfrentar. O povo bem tratado queria ser, mas recursos não tinham para se manter.

 

Entre todas as Irmãs lá de Bytown, Bruyère é quem se manifestará. No hospital não encontrava encorajamento, só quem as tentassem a tudo abandonar. Mas irmã Bruyère teve a consciência de como evangelizar , de maneira que a pobreza e a miséria iriam amenizar. A primeira motivação ela nunca deixou de lembrar, que seria preciso a Compaixão revelar em Bytown, em Montreal ou em qualquer outro lugar.

 

Por isso, com a Educação e muito amor no coração, o ramo da Congregação Elisabeth veio ampliar. É isso que eu posso relatar, muitas coisas sobre Elisabeth ainda tenho a estudar, mas uma coisa passo a acreditar e essa não posso deixar de declarar: agindo como Elizabeth, o Amor de Compaixão para com os irmãos, nunca ira faltar. Agora temos motivos de sobra para celebrar, pois nossa querida Madre fundadora Elisabeth Bruyère foi reconhecida Venerável pelo querido Papa Francisco. Assim podemos rezar: Venerável Madre Elisabeth Bruyère, rogai por nós!

Autora: Marineide Vital de Matos
Noviça da Congregação das Irmãs da Caridade de Ottawa
19\03\2018

Bem- aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu (Lc 1,45).

Na devoção popular, o mês de maio é dedicado à Maria, mãe de Jesus e nossa, e é também o mês em que celebramos a festa da padroeira de nossa paróquia Nossa Senhora de Fátima, que acontece no dia 13 de maio.

 

 

Maria é feliz porque acreditou na Palavra de Deus e a concretizou, aí está o seu principal mérito. Ser mãe é uma consequência de sua fé e uma forma de realização da vontade de Deus. Santo Agostinho disse que “Maria concebeu Jesus primeiramente no coração e, depois, no corpo. Antes de ser a sua mãe carnal, acolheu-o pela fé”. Sem a fé, não adiantaria nada ela ter se tornado a mãe do Senhor. Maria encarna com fé a Palavra de Deus. Guarda-a no coração. Coloca-a em prática. Como afirma o documento de Aparecida nº 271, “Ela fala e pensa com a Palavra de Deus; a Palavra de Deus se faz a sua palavra e sua palavra nasce da Palavra de Deus”. Maria é o exemplo perfeito de ser cristão. Na visita a Isabel, essa lhe relembra: “Você é feliz porque acreditou. Tudo o que o Senhor lhe disse acontecerá” (cf. Lc 1,45). Maria não somente ouviu, mas escutou a palavra, acolheu-a no coração. Abriu espaço interior, deixou Deus entrar. Saiu de si e investiu sua vida num grande projeto, a que se sentiu chamada. Coloquemo-nos na escola de Maria, para sermos homens e mulheres de fé, comprometidos com a Palavra de Deus. Continuemos firmes na leitura orante da Palavra de Deus nos grupos de base, nos encontros e nas reuniões, inspirando-nos em Maria para dizermos sim a essa Palavra na superação da violência, como nos propõe a Campanha da Fraternidades deste ano, promovendo a cultura da paz, da fraternidade, da não violência, despertando pessoas para o engajamento na comunidade, para termos gestos e atitudes missionárias, sendo Igreja em saída para uma maior disponibilidade em servir aos que mais necessitam e aos empobrecidos. Maria tem um posto especial na comunhão dos santos. Como diz o Concílio Vaticano ll, ela ocupa o lugar único, mais perto de Cristo e mais perto de nós. Por isso, podemos rezar a ela, contar com a sua intercessão, pedir sua proteção e auxílio e entregar–nos em suas mãos. A graça que Maria nos dá não vem dela e ela nada segura para si. Tudo vem de Deus e para Deus volta. Qualquer oração a Maria nos coloca em sintonia com Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Mais que rezar a Maria, devemos rezar como Maria.

 

Maria é a grande profetiza do povo de Deus, atenta aos sinais dos tempos. Ela, no Magnificat cf. Lc 1,46-56, reconhece a grandeza de Deus e a proclama. Ela se alegra em Deus, seu salvador, porque ao ser escolhida e salva por Deus , viu nessa salvação a salvação de todos aqueles a quem o mundo descarta, exclui e condena à morte: os humildes, os pobres, os marginalizados e os famintos. Ela é a representante da comunidade dos pobres que aguardam ansiosos o fim de toda opressão, prepotência, injustiça e miséria. Maria diz a todos nós, cristãos de hoje: não deixem morrer a profecia. Aprendamos de Maria a estarmos atentos aos apelos de Deus, que nos vem também das realidades e dos fatos da vida.

 

A devoção popular a Maria, pode ser um grande meio de evangelização. O povo valoriza muito as festas de Nossa Senhora, o terço, o ofício, as romarias e peregrinações aos Santuários Marianos. E muitos de seus devotos não têm um vínculo maior com a comunidade eclesial, não completou a iniciação cristã pela Crisma e pela Eucaristia. Por isso, devemos aproveitar a devoção mariana para a purificação da fé, para uma evangelização e catequese mais aprofundadas, que ajudem as pessoas a serem comunidade, discípulos e discípulas de Jesus Cristo.

 

Maria, como cristã leiga, nesse Ano Nacional dos cristãos leigos e leigas, motiva-os, e os anima a ser sal, luz e fermento, construindo assim uma sociedade justa, inclusiva e mais civilizada, como sinal do Reino de Deus entre nós.

 

Santa Mãe Maria, vem caminhar conosco.

Coragem, esperança sempre, e sigamos em frente.

Padre Tarcísio.

Dom Guilherme Werlang, bispo de Lajes (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB assina Nota emitida para agradecer a todos que participaram da Coleta durante a Quaresma e para esclarecer alguns pontos importantes.

 

 

Leia a Nota:

 

Nota de agradecimento e esclarecimento

Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)

Agradecimento

 

Caros irmãos e irmãs da Igreja no Brasil! Vimos por meio desta Nota expressar nosso agradecimento por sua participação na Coleta da Solidariedade de 2018.

 

O gesto de colaborar com a Coleta no Domingo de Ramos foi uma expressão de sua espiritualidade quaresmal. Assim, sua vivência dos valores do Evangelho se materializou em recursos para o financiamento de projetos sociais em nosso país.

 

Segundo o Papa Francisco, “ o modo melhor e mais concreto para não fazer do dinheiro um ídolo é compartilhá-lo, dividi-lo com os outros, principalmente com os pobres, ou para levar os jovens a estudar e a trabalhar, vencendo a tentação idolátrica mediante a comunhão. Quando compartilhais e doais o vosso lucro, realizais um gesto de elevada espiritualidade, dizendo concretamente ao dinheiro: tu não és Deus, tu não és senhor, tu não és patrão!”

 

Queremos, pois, em nome de todos os que serão beneficiados por essa coleta, expressar-lhes nossa gratidão, ao mesmo tempo em que nos dispomos a lhes prestar alguns esclarecimentos.

 

O Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)

 

O Fundo Nacional de Solidariedade é fruto da Campanha da Fraternidade, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, desde 1964, convida os católicos, no período quaresmal, a refletir e agir sobre a situação dos mais pobres e vulneráveis, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja.

 

O Fundo Nacional de Solidariedade presta um serviço a caridade e busca a emancipação cidadã, fomentando o desenvolvimento comunitário, valorizando práticas e culturas locais, priorizando financiamentos a empreendimentos autogestionários e ambientalmente sustentáveis.

 

O Fundo Nacional de Solidariedade é formado a partir dos 40 % das coletas nas missas do Domingo de Ramos, realizada em todas as dioceses do Brasil. Ele tem sido gerido por um Conselho Gestor, formado por quatro membros natos (o bispo Secretário Geral da CNBB, o bispo Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o Ecônomo da CNBB e o Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade e alguns membros nomeados o Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o representante dos secretários executivos dos Regionais da CNBB,  uma assistente social da CNBB, um colaborador da CNBB que acompanha os projetos do FNS e um representante da Caritas Nacional).

 

O Conselho Gestor se encontra ao menos três vezes por ano para o estudo e a aprovação dos projetos recebidos.

 

Projetos apoiados pelo FNS

 

Anualmente, é publicado um edital, com as exigências que devem ser observadas por aqueles que apresentam projetos. O edital dos anos anteriores está disponível no site. (fns.cnbb.org.br)

 

Os projetos para o FNS podem ser apresentados por Regionais da CNBB, por Dioceses, Paróquias, Grupos organizados, Associações, Pastorais, Entidades Sociais sem fins lucrativos etc.

 

Os projetos são classificados em 3 eixos: (1º) Formação e capacitação; (2º) Mobilização para conquista e efetivação de Direitos; (3º) Superação de vulnerabilidade econômica e geração de renda (projetos produtivos).

 

Ao ser apresentado, um pedido de recursos deve ter a carta de um Bispo. Além disso, é preciso levar em conta que: (1) a entidade proponente e executora do projeto deverão ser a mesma; (2) a instituição deverá indicar sua conta corrente (pessoa jurídica, seu CNPJ) e comprovar a regularidade de sua situação; (3) antecipar qual será a sua contrapartida, monetária ou em bens e serviços; (4) demonstrar como será a continuidade do projeto; (5) levar em conta que o projeto deve responder a problemas ou necessidades de grupos sociais ou segmentos de excluídos.

 

O Conselho Gestor do FNS prioriza projetos de caráter inovador e com potencial multiplicador, e não apoia projetos para manutenção institucional.

 

Excepcionalmente, neste ano a Presidência da CNBB apresentará a 56ª Assembleia Geral da CNBB a proposta de destinar a Diocese de Roraima 40% dos recursos do FNS, para os trabalhos que envolvem a acolhida dos migrantes venezuelanos.

 

Uma vez aprovados os projetos, é publicada uma lista deles no site da CNBB- Fundo Nacional de Solidariedade (fns.cnbb.org.br). Esperamos ampliar a prestação de contas com dados ainda mais completos.

 

Projeto aprovado para a ABONG

 

Dentre os 237 projetos aprovados com os recursos da Campanha da Fraternidade de 2017, um deles foi apresentado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG. Essa entidade reúne organizações da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, para o fortalecimento da base associativa. Em nome de cerca de cem organizações – dentre as quais, várias ligadas à Igreja -, a ABONG pediu recursos para a realização do V Encontro dessas entidades, em São Paulo. Esse Encontro tinha como finalidade única e exclusiva discutir o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que é uma agenda política ampla, que tem o objetivo de aperfeiçoar o ambiente jurídico e institucional relacionado às Organizações da Sociedade Civil e suas relações de parceria com o Estado. Assim, a ajuda dada não se destinou a apoiar projetos movidos por ideais divergentes dos valores da fé cristã católica, como por exemplo o aborto. Temos no arquivo do FNS a prestação de contas do evento em questão, bem como todas as notas fiscais, fotografias e a lista de presença do evento.

 

Comprometemo-nos a analisar mais atentamente os projetos que forem apresentados, bem como a prestar maior atenção aos objetivos das entidades proponentes. O Regulamento do FNS está sendo revisto e aprimorado para ser apresentado ao Conselho Permanente da CNBB.

 

Reafirmamos nosso compromisso com Jesus Cristo e sua Igreja. Daí nossa disposição de continuar trabalhando de acordo com a Moral Católica e a Doutrina Social da Igreja, para que “todos os povos tenham vida” (Jo 10,10).

 

Renovamos nossos agradecimentos a todos os que colaboraram com a CF-2018. Cresça, cada vez mais, nosso compromisso com os mais necessitados, segundo o critério apontado por Jesus.

 

A Virgem Maria, Mãe da Caridade, nos ensine a seguir os passos de Jesus no serviço ao próximo.

Brasília, 08 de abril de 2018.

         

Dom Guilherme Antônio Werlang
Bispo de Lajes- SC
Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade – FNS

 

 

Fonte: CNBB

 

 

Com a Vigília Pascal iniciamos os cinqüenta dias do Tempo Pascal. Agora tudo é luminoso, a cor será branca, o Círio Pascal, símbolo do Cristo, Ressuscitado, nos acompanhará até o Domingo de Pentecostes, e cantaremos de maneira vibrante, o Aleluia como louvor a Deus que Ressuscitou o seu Filho Jesus. Todo o Tempo Pascal é como se fosse um único dia de festa em honra do Cristo Ressuscitado vencedor da morte e do pecado. Por tudo isso, o Tempo Pascal é uma excelente oportunidade para reavivar a alegria de sermos cristãos, discípulos missionários de Jesus Cristo, agradecer pelo Batismo recebido e confirmar a nossa disponibilidade no seguimento de Jesus Cristo, e na vida em Comunidade. De maneira especial, por estarmos no Ano Nacional do Laicato, reflitamos sobre o Batismo como fonte de todas as vocações, primeiro chamado a sermos todos, sal, luz, e fermento na sociedade, animando as realidades do mundo com os valores do Reino de Deus, e fazendo com que as estruturas da sociedade sejam humanas, e civilizadas, e estejam a serviço do bem comum de todos.

 

 

Sugiro a todos os membros de nossas Comunidades a leitura do livro dos Atos dos Apóstolos durante esse Tempo Pascal. Aí se conta que o Espírito Santo prometido faz nascer a Comunidade Cristã e a impulsiona para o testemunho aberto e corajoso do Cristo Ressuscitado. E também nesse livro encontramos os pilares que sustentam e animam as Comunidades: “Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos Apóstolos (catequese e comunhão), na comunhão fraterna (partilha dos bens e dos dons), no partir do pão (Eucaristia), e nas orações” (At 2, 42).

 

Que a experiência das primeiras Comunidades cristãs sirva de exemplo e estímulo para nossas Comunidades hoje, serem cada do Pão, da Palavra, da Caridade, e da Comunhão.

Padre Tarcísio

Neste mês, continuamos com serviços de acabamento: colocação dos pisos; rodapés na nave, no altar, mezanino e escadas, também acabamentos nas paredes para pintura. Simultaneamente, estão sendo efetuadas as instalações elétricas, assentamento de vidros e portas.

 

Foto – Pascom

 

Observando que, os serviços de pintura e outras instalações, são processos repetitivos, até a conclusão da obra. Estamos vivenciando o tempo litúrgico da páscoa, tempo muito propício para renovarmos a nossa fé, na alegria da ressurreição de Cristo, a qual, nos motiva também, a vivermos nossa ressurreição pessoal, familiar, comunitária e social. Partindo da experiência das primeiras comunidades, no livro dos atos dos apóstolos, que nos é apresentada na liturgia, sobretudo, a do 2º domingo do tempo pascal, nos encanta o testemunho dos primeiros cristãos: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma, ninguém considerava como próprias, as coisas que possuía, mas tudo entre eles, era posto em comum, os apóstolos realizavam grandes sinais de poder, dando testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis, eram estimados por todos. Entre eles, ninguém passava necessidade, tudo era distribuído, conforme a necessidade de cada um… que maravilha que deve ter sido, viver esta época da história!

 

Este deve ser o nosso ideal, a nossa luta, a nossa dedicação, no texto informativo do nosso mestre de obras, verificamos que o processo de pintura e outras instalações, são repetitivos, até a conclusão da obra. Bem sabemos que a obra de Deus, Seu projeto de amor, Seu Reino de paz e de justiça, também são, não só repetitivos, mas eternos!

 

Peçamos ao Ressuscitado, pela intercessão de São Paulo Apóstolo, que nos anime na fé, para que possamos repetir a páscoa todos os dias na nossa vida, lutando pela realização da mesma experiencia em que viveram os primeiros cristãos, no hoje da história da salvação!

 

Que todos tenham uma santa, feliz e abençoada Páscoa!!! E assim, continuamos a cantar!

Nossa Igreja tá bonita como quê!!!

Lucy – São Paulo Apostolo